“Ser escritor? Interrogação levada dos diabos.”
— Ruben A.
Ruben A. (Ruben Alfredo Andresen Leitão, 1920-1975) é um dos mais extraordinários prosadores em língua portuguesa e um dos mais singulares escritores portugueses da segunda metade do século XX. Tendo-se distinguido no domínio da ficção com diversas obras narrativas e dramáticas, com destaque para o seu romance de referência A Torre da Barbela (1965), Ruben A. foi sobretudo responsável por uma reconfiguração absolutamente particular e inventiva dos modos de escrita autobiográfica, graças às memórias pessoais e intelectuais que deram origem aos vários volumes das suas Páginas (1949-1970) e de O Mundo à Minha Procura (1964-1968).
Numa palavra roubada a Sophia de Mello Breyner Andresen, talvez o impacto daquilo que Ruben A. escreveu e publicou em cerca de 25 anos de uma atividade em que sempre procurou escapar aos riscos de uma “prosa chalada” possa descrever-se como: alvoroço.
Para festejar este alvoroço, a Fundação Calouste Gulbenkian, com a colaboração da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, organiza um colóquio de homenagem a Ruben A. por ocasião da passagem dos 50 anos da sua morte, e na sequência da comemoração do centenário do nascimento do escritor, em 2020. O colóquio, que reúne vários tipos de leitores e de testemunhos, destina-se a manter viva a discussão crítica sobre esta obra que, acima de tudo, é do mundo.
“Ser escritor? Interrogação levada dos diabos.”
— Ruben A.
Professora na Universidade Sorbonne Nouvelle e membro do Grupo de Investigação sobre a Poética do Drama Moderno e Contemporâneo (IRET). Dramaturga e tradutora, colaborou em projetos teatrais em Portugal, Espanha e França. Traduziu autores franceses e de língua espanhola e traduziu para o francês textos portugueses e brasileiros. Coeditou livros e publicou artigos sobre dramaturgia, práticas cénicas contemporâneas e tradução teatral. É membro do Comité Lusófono da Maison Antoine Vitez e do Comité de Leitura do Festival de Dramaturgia Contemporânea «La Mousson d’été». Dirige a coleção de textos dramáticos «Domaine étranger» na editora Les Solitaires Intempestifs.
Presidente do Conselho de Administração da Fundação Gulbenkian desde maio de 2022 e Professor Emérito da Universidade de Lisboa, de cuja Faculdade de Letras foi Diretor. Foi Vice-Reitor e Pró-Reitor da Universidade, Diretor da Imprensa da Universidade e da sua revista. É autor de livros e ensaios sobre literatura inglesa, americana e portuguesa, bem como de traduções e dramaturgias. As suas publicações mais recentes incluem Uma Admiração Pastoril pelo Diabo (Pessoa & Pascoaes) (2015); A Universidade como deve ser, com Miguel Tamen (2017); a tradução de O Rei Lear, de Shakespeare (2024); e O Cânone (2020), de que foi um dos editores, e onde assina o ensaio dedicado a Ruben A.
Dramaturgo, ensaísta e criador musical, autor de cerca de trinta obras dramáticas (incluindo dois libretos de ópera), com apresentações cénicas na Europa e na América. É Professor na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Os domínios da sua investigação e criação artística cruzam teatro, filosofia, literatura e música, traduzindo-se em áreas como escritas de cena e criação dramatúrgica; teorias do teatro e hermenêutica do drama; palavra poética e composição musical. Tem vários livros publicados, incluindo crítica sobre Samuel Beckett, António Patrício, Fernando Pessoa e Natália Correia, cuja obra dramática completa tem preparado para edição na INCM. É autor do texto introdutório à edição da obra dramática reunida de Ruben A.
Membro do Conselho de Curadores da Fundação La Caixa, Presidente do Conselho Geral da U.Porto e Presidente do Conselho Consultivo das Fundações. Presidente do Conselho de Administração da Fundação Gulbenkian (2012-2017), foi Professor convidado na FDUC e na UCP. Foi Diretor do Banco Português do Atlântico, Secretário de Estado do Tesouro, Vice-Governador do Banco de Portugal, Fundador e Presidente Executivo do SPI/BPI, Presidente do Conselho de Administração e Presidente Honorário do BPI. Foi administrador da Fundação de Serralves (1996-1998) e Presidente da Porto 2001 Capital Europeia da Cultura, Presidente do Conselho de Fundadores da Casa da Música e Presidente do Conselho Geral da UC.
Doutorada em Literatura Portuguesa Contemporânea com uma tese dedicada à obra de Ruben A. Dos seus ensaios publicados, destaca-se o estudo monográfico A Escrita Dissidente – Autobiografia de Ruben A., de 2004. Conta com várias intervenções nas áreas da divulgação da literatura, oficinas de escrita e criação de roteiros literários/patrimoniais.
Licenciada em pintura pela Escola Superior de Belas-Artes, foi bolseira da Fundação Gulbenkian em 1974 para investigação em artes visuais. Além de expor os seus trabalhos de pintura, projetou espaços e objetos litúrgicos, cenários e figurinos para o teatro e a dança. Participou na pintura coletiva dos dois painéis celebrativos do 25 de Abril (1974 e 2022). Defendeu a importância do ensino artístico e da educação estética para todos, áreas e disciplinas integradoras essenciais à interiorização dos saberes. Presidiu à Direção e Assembleia Geral da Sociedade Nacional de Belas-Artes, instituição que representou no Conselho Nacional de Educação. É Membro Efetivo da Academia Nacional de Belas-Artes.
Professor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, ensaísta, tradutor (de Baudelaire a Borges), poeta e ficcionista. Autor de ensaios críticos como O Mosaico Fluido — Modernidade e Pós-Modernidade na Poesia Portuguesa Mais Recente (1991) e Na Órbita de Saturno (1992), publicou em 2025 a sua primeira coletânea de ficção breve, Contos Suicidas. Em 2022, preparou para a Imprensa Nacional o volume O Essencial sobre Ruben A.
Administrador Executivo da Fundação Gulbenkian desde 2015. Foi Presidente do Centro Nacional de Cultura, Ministro da Presidência, das Finanças e da Educação, Secretário de Estado da Administração Educativa, Deputado à Assembleia da República e Vice-Presidente da Comissão Nacional da UNESCO. É sócio efetivo da Academia das Ciências de Lisboa, Académico de Mérito da Academia Portuguesa da História e foi Professor Catedrático Convidado em algumas instituições de ensino superior. Foi Presidente do Steering Committee do Conselho da Europa, que em 2005 elaborou a Convenção de Faro sobre o valor do Património Cultural na sociedade contemporânea.
Professor de Literatura na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigador no Instituto de Estudos de Literatura e Tradição (IELT). Os seus campos de interesse passam pela Literatura Portuguesa dos séculos XIX e XX, Literatura e Antropologia, História da Crítica e dos Estudos Literários, Poesia Moderna e a sua Teoria. É autor de edições críticas e de obras ensaísticas, como os livros Experiência da Alucinação: Camilo Pessanha e a questão da poesia ou Arte de Sublinhar.
Professor e Diretor do Programa em Estudos de Teatro e Performance na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Os seus interesses incluem artes performativas, arte contemporânea, estudos de teatro, estudo de culturas e estudos feministas, entre outros. Publicou o livro Uma coisa não é outra coisa (2016, segunda edição revista em 2022) e vários livros de peças e ficção, muitos deles recentemente reunidos no volume O Pior é que Fica. É membro da direção artística do Teatro Praga.
Professora no Programa em Teoria da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Entre 2005 e 2017 ensinou na Escola Superior de Teatro e Cinema, do Instituto Politécnico de Lisboa. Foi Beaufort Visiting Scholar em St John’s College, na Universidade de Cambridge. Os seus interesses incluem crítica literária, direito e literatura, Shakespeare e teatro. É coeditora do site de crítica e poesia Jogos Florais. É autora do livro The Ordeals of Interpretation (2020) e está a concluir um segundo estudo sobre lisonja em Shakespeare.
Professor e Diretor do Programa em Teoria da Literatura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, de que foi Diretor até 2024. É Diretor do Instituto Gulbenkian de Estudos Avançados. Os seus interesses incluem filosofia e literatura. Escreveu e publicou vários livros, entre os quais Friends of Interpretable Objects (2001, trad. port. 2003), What Art Is Like, In Constant Reference to the Alice Books (2012), Closeness (2021, trad. port. 2024) e Thinking with Words, com Brett Bourbon (2025); foi coeditor de O Cânone (2020).
Poeta, cronista e crítico literário, colaborador regular na imprensa, autor de vários livros e responsável pela colecção de poesia da Tinta-da-China, que conta já com quase 50 títulos. Organizou antologias de Sá de Miranda, Agustina Bessa-Luís, Eduardo Lourenço ou Rui Knopfli. Traduziu Robert Bresson, Tom Stoppard, Hugo Williams, David Mamet ou Martin Crimp. É Diretor da Granta em Língua Portuguesa. Foi Subdiretor da Cinemateca Portuguesa. Em 2024, coligiu e reorganizou a sua obra poética no volume Poemas Reunidos; em 2025, publicou a colectânea de inéditos Cinquenta, cinquenta.
Professora Catedrática aposentada da Universidade do Porto, com vasta produção dedicada ao estudo da Literatura Portuguesa do século XX e suas relações interartísticas, na qual se destacam os estudos sobre Carlos de Oliveira e a poesia dos anos 60 e 70. Autora de vários livros de poesia e de ensaio, entre os quais Em parte incerta: estudos de poesia portuguesa moderna e contemporânea, A forma informe, O cinema da poesia, Devagar, a poesia e, já em 2025, Herberto Helder áudio/visual e outros estudos entre as artes.
Crítica de arte, com reconhecida atuação em história da arte e curadoria, é Professora catedrática aposentada da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, onde foi responsável pela criação da área de Estudos em Arte Multimédia. É Presidente da Assembleia Geral da AICA-Association Internationale des Critiques d’Art e foi Presidente da Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos de Arte. Publicou livros sobre artistas como José Cutileiro ou Graça Morais, e colaborou em catálogos e volumes colectivos, como Olhares Mútuos: Sophia e Maria Helena, Bernardo Marques: Momentos Inadiáveis, ou 10 Amadores: Desafio de Amadeo aos artistas contemporâneos, composto por ocasião da exposição patente no CAM da Fundação Gulbenkian em julho de 1987.
A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.