Biologia Molecular de Plantas

Paula Duque

Por não terem capacidade de locomoção, as plantas tiveram de desenvolver estratégias específicas para lidar com os desafios ambientais que afetam o seu crescimento e desenvolvimento. Estas vão de alterações morfológicas e fisiológicas a alterações a nível celular, mas a base da adaptação ao stress ambiental reside, em última análise, no genoma.

O grupo de Biologia Molecular de Plantas usa o organismo modelo Arabidopsis thaliana, uma erva daninha da mesma família da couve, do nabo e da mostarda, para investigar como as plantas monitorizam e respondem ao stress a nível molecular. Mais precisamente, estudam um mecanismo de processamento de mRNA chamado “splicing” alternativo — que permite ao mesmo gene produzir múltiplas proteínas — e o seu papel na regulação da expressão génica.

A versatilidade deste modo de regulação pós-transcricional sugere uma contribuição crucial para a plasticidade de desenvolvimento e a tolerância ao stress que são essenciais à sobrevivência das plantas.

Outro projeto em curso no laboratório está a revelar que um grupo de transportadores de membrana (denominado MFS) desempenha um papel preponderante no desenvolvimento vegetal e na resposta das plantas ao stress abiótico. Curiosamente, a análise funcional destas proteínas membranares tem vindo a evidenciar exemplos notáveis do impacto biológico do “splicing” alternativo no reino vegetal.

 

Projetos de Investigação 

  • Relevância funcional do splicing alternativo e das proteínas SR na resposta das plantas ao stress abiótico
  • Papel dos transportadores de membrana MFS no desenvolvimento vegetal e na tolerância das plantas ao stress abiótico

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