Encontros ACARTE 92
1992
Encontros ACARTE 92
Exposição organizada no âmbito dos Encontros ACARTE 92, realizados entre 3 e 15 de setembro de 1992, cujo programa contemplou a realização de espetáculos vindos da Ásia, África e América do Norte, organizados pelo Serviço de Animação, Criação Artística e Educação pela Arte (ACARTE) da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG).
Esta abertura a contextos exteriores à Europa foi um dos objetivos dos encontros de 1992, visando oferecer ao público português o contacto com a obra de autores não europeus. Assim, foram apresentados dez grupos de teatro europeus, um grupo americano, um grupo indiano e um grupo moçambicano.
Paralelamente a estes espetáculos, os encontros acolheram ainda a reunião anual da SIBMAS (Société Internationale des Bibliothèques et des Musées des Arts du Spectacle), promovida pelo Museu Nacional do Teatro.
Foi também realizado o ciclo «Música no Bar», que decorria a seguir aos espetáculos, no snack-bar do Centro de Arte Moderna da FCG.
A exposição apresentou as maquetas de dez cenografias internacionais para a peça Hamlet, de William Shakespeare, contando com a colaboração da École Nationale Supérieure d'Architecture de Clermont-Ferrand e do Centre Georges Pompidou de Paris.
«Um Século de Cenografias para Hamlet» esteve patente na Sala de Exposições Temporárias do Centro de Arte Moderna, de 25 de agosto a 20 de setembro, e pretendeu mostrar como uma única peça de teatro consegue suscitar diferentes interpretações e imaginários. A presença de maquetas foi completada pela apresentação de vídeos, onde foi dada a palavra aos cenógrafos de cada maquete exposta.
O Serviço de Música da FCG colaborou na produção da exposição, cedendo algumas gravações musicais para sonorização do espaço. Podiam escutar-se diversas peças de F. Schubert, interpretado por Maria João Pires; algumas composições renascentistas do álbum Shakespeare Songs, dos Deller Consort, entre as quais «Oh, Mistress Mine!»; excertos do The XII Wonders of the World, do compositor setecentista John Maynard; e temas do Turtle Dreams, da contemporânea Meredith Monk.
Antes da apresentação em Lisboa, a exposição esteve patente no Centre Georges Pompidou, em Paris, e no Festival de Avignon.
Carolina Matias, 2018