Critérios Editorais

Nesta secção apresentam-se as opções editoriais e as metodologias científicas que orientam a elaboração deste catálogo. Esta página encontra-se em desenvolvimento.

 

Títulos

As exposições são apresentadas com o título utilizado no local onde foram originalmente inauguradas, mantendo-se, assim, a designação sob a qual foram inicialmente apresentadas ao público. Por exemplo, uma exposição inaugurada em Paris conserva o título em francês, ainda que posteriormente tenha sido apresentada em Lisboa. No campo de pesquisa, recomenda-se, por isso, a utilização de termos correspondentes ao título original da exposição.

Para a designação dos títulos, foi utilizada como fonte principal a publicação do catálogo da exposição, sempre que existente, e, na sua ausência, os materiais gráficos produzidos para a mostra (cartazes, convites, folhetos, entre outros). Poderão, por isso, verificar-se pequenas variações em relação a outras fontes ou referências secundárias.

Textos

Os cerca de 1 500 textos reunidos neste catálogo foram produzidos ao longo de várias fases do projeto, por investigadores com formações, percursos e áreas de especialização distintas. Essa diversidade manifesta-se na extensão dos textos, nos respetivos enfoques e nos diferentes níveis de aprofundamento, refletindo não só o enquadramento específico de cada exposição como também as fontes disponíveis e as metodologias de investigação predominantes em cada período. Esta pluralidade de contributos constitui um testemunho fiel da riqueza e da evolução do projeto, revelando a diversidade de perspetivas e práticas de investigação que o marcaram ao longo do tempo. 

Fichas técnicas

As fichas técnicas das exposições são construídas com base num modelo interno do projeto, assente numa estrutura hierárquica de funções, que assegura a normalização e organização da informação. Têm por base a informação disponibilizada nas fichas técnicas publicadas em catálogos ou materiais gráficos das exposições, podendo ser complementadas com elementos recolhidos no decurso do processo de investigação, de modo a colmatar eventuais lacunas. Este procedimento permite, em particular, completar ou reconstituir fichas técnicas mais incompletas, sobretudo relativas às primeiras décadas de atividade da Fundação.

Dada a variação histórica na designação de cargos e funções, são utilizadas designações normalizadas na base de dados, garantindo consistência e permitindo a pesquisa interna por função. Para a formulação original das funções à data da exposição, deve ser consultada a ficha técnica no respetivo catálogo ou noutros documentos associados, disponíveis na secção “Publicações”. Esta pesquisa não se encontra disponível online, sendo acessível mediante pedido para [email protected].

Não são objeto de levantamento sistemático todas as funções ou entidades mencionadas nas fichas técnicas originais, nomeadamente equipas internas de apoio ou serviços externos (como transporte ou seguros), cuja informação pode, no entanto, ser consultada nos materiais documentais associados à exposição.

Tradução

Este website está disponível apenas em português. Todos os destaques das exposições apresentados no topo das respetivas páginas foram traduzidos para inglês pela equipa do projeto. Encontra-se igualmente disponível uma seleção de cerca de 167 textos traduzidos integralmente para inglês. Para mais informações, consultar a página EN / Other Languages.

Exposições itinerantes

Cada exposição itinerante é estudada e apresentada numa única entrada, que reúne todas as suas etapas e locais de apresentação. Sempre que uma exposição prossegue em itinerância após a publicação do respetivo texto, este pode ser posteriormente revisto e atualizado. Assim, em alguns casos, poderão existir itinerâncias ainda não refletidas integralmente na entrada correspondente.


Algumas exposições organizadas em parceria pela Fundação Calouste Gulbenkian integraram itinerâncias mais amplas, organizadas por outras instituições. Nestes casos, é feita apenas referência genérica a essas itinerâncias no texto descritivo, não sendo identificados os respetivos locais no campo “Locais”. Todas estas exposições são, ainda assim, classificadas na tipologia como itinerantes. Assim, sempre que uma exposição está assinalada na tipologia como itinerante, mas apresenta apenas um local registado no campo dos "Locais", tal indica que se trata de uma itinerância não organizada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Apenas as itinerâncias organizadas pela Fundação, individualmente ou em parceria, foram detalhadas neste catálogo.

Eventos paralelos

Este catálogo reúne todas as exposições e os eventos programados em articulação direta com cada uma delas, como conferências, visitas guiadas, workshops, performances, entre outros. Quando uma exposição integra um evento cultural de maior dimensão — como comemorações institucionais, semanas culturais, festivais ou outros programas artísticos  —, esse evento é igualmente catalogado, mas sem descrição detalhada das suas atividades internas.  Nestes casos, o evento principal é classificado na tipologia como “programa cultural”, servindo como referência geral e elemento de ligação às exposições nele integradas. Sempre que possível é associado o programa geral. A descrição pormenorizada é reservada apenas aos eventos diretamente relacionados com a exposição, que são identificados individualmente e, sempre que possível, com indicação de datas, participantes, materiais associados, entre outros elementos informativos.

Obras expostas / Coleção Gulbenkian

Sempre que uma exposição apresenta obras pertencentes à Coleção Gulbenkian – isto é às coleções do Museu Calouste Gulbenkian e do Centro de Arte Moderna – a listagem dessas obras é disponibilizada na ficha da exposição, na secção “Coleção Gulbenkian / Obras Expostas”. Não se incluem, nesta secção, obras ou materiais provenientes da Biblioteca de Arte Gulbenkian e Arquivos Gulbenkian.

A listagem de obras pertencentes à Coleção do Centro de Arte Moderna, refere-se às obras que, à data da investigação da exposição, já integravam formalmente a coleção. Esta data corresponde à datação do texto científico associado a cada exposição. Nas exposições históricas, podem existir casos em que algumas obras apresentadas não pertenciam à coleção aquando da exposição. Para confirmar quais as obras que pertenciam à coleção no momento da exposição, recomenda-se a consulta das respetivas datas de aquisição disponíveis no website do Centro de Arte Moderna.

A listagem apresentada resulta apenas da confirmação possível a partir das fontes de investigação disponíveis. Nas primeiras décadas de atividade expositiva, a documentação existente é por vezes fragmentária, podendo originar lacunas não intencionais.

Para consultar a totalidade das obras apresentadas numa exposição (incluindo peças provenientes de outras coleções), recomenda-se, em primeiro lugar, a consulta do catálogo da exposição disponível na secção “Publicações”, caso tenha sido publicado. Sempre que exista lista de obras, esta indicação surge nas "Notas” do registo do catálogo. Nesses casos, a lista encontra-se disponível para consulta na área de imagens reproduzidas, exceto quando não existe uma versão condensada que possa ser reproduzida.

Se a lista de obras não estiver disponível no catálogo, poderá ser consultada na secção “Documentação”, onde se reúne material relacionado com a exposição. Qualquer dúvida adicional, não hesite em contactar-nos para apoiar a obtenção da informação pretendida.

Nota sobre o acesso às obras
Atualmente, não é ainda possível aceder diretamente, a partir deste catálogo, às páginas individuais das obras no website da Coleção, do Museu Calouste Gulbenkian ou do Centro de Arte Moderna. As entradas incluem apenas um thumbnail com título, autor, data e número de inventário, sem ligação ativa. Prevê-se que esta funcionalidade venha a ser implementada no futuro.

Nota sobre filtros
Existem filtros que permitem identificar exposições que apresentaram obras da Coleção Gulbenkian ou materiais provenientes da Biblioteca de Arte e Arquivos Gulbenkian (ainda que estes últimos não sejam listados nesta secção).

Obras incorporadas / Coleção Gulbenkian

Consideram-se “obras incorporadas” todas as obras cuja entrada na Coleção Gulbenkian decorre de uma relação direta com a organização de uma exposição. Esta categoria aplica-se exclusivamente à Coleção do Centro de Arte Moderna, cuja natureza dinâmica implica um crescimento regular através de aquisições, doações e comissões. A Coleção do Museu Calouste Gulbenkian, por sua vez, corresponde ao acervo histórico reunido pelo fundador e não integra novas aquisições.

A incorporação pode assumir diferentes enquadramentos no processo curatorial. Incluem-se obras encomendadas ou produzidas especificamente para a exposição, bem como obras apresentadas no respetivo contexto curatorial cuja proposta de aquisição tenha surgido antes, durante ou na sequência da sua apresentação.

Importa ainda notar que, em alguns casos, a aquisição de obras associada a uma exposição pode abranger peças que não foram apresentadas ao público. Esta situação ocorre, por exemplo, em algumas exposições individuais de caráter retrospectivo ou antológico, nas quais o CAM adquire um conjunto de obras do artista, eventualmente superior ao conjunto de obras efetivamente exposto.

A identificação destas obras baseia-se exclusivamente na confirmação possível a partir das fontes de investigação consultadas, incluindo documentação interna, correspondência, registos curatoriais e processos de aquisição. Nas exposições mais antigas, a ausência ou dispersão documental pode limitar a precisão desta identificação.

Construção de Tipos e Temas *

A classificação por Tipos e Temas de exposições constitui um processo dinâmico de investigação, revisão e aprofundamento contínuo. Os Tipos e Temas assinalados com * correspondem a categorias introduzidas recentemente no catálogo digital, encontrando-se ainda em fase de aplicação retrospetiva ao conjunto do arquivo histórico. Por esse motivo, os resultados apresentados poderão não refletir ainda a totalidade das exposições associáveis a essas categorias.

Este processo evolutivo permite acompanhar novas perspetivas de investigação e enriquecer progressivamente a leitura crítica e transversal das exposições documentadas no catálogo.

Tipo de documentação

A classificação do tipo de documentação como “interna” ou “externa” é determinada pela autoria/proveniência do documento, e não pelo caráter da informação nele contida. Considera-se:
- Documentação interna: documentos produzidos pela Fundação Calouste Gulbenkian ou pelas suas equipas internas;
- Documentação externa: documentos produzidos por artistas, arquitetos, designers, ateliers, emprestadores, instituições parceiras, fornecedores ou outras entidades externas à Fundação.

Acesso e reprodução de documentos

Os documentos apresentados no catálogo correspondem a uma seleção efetuada pela equipa, a partir de um conjunto mais vasto de materiais existentes na Biblioteca de Arte e nos Arquivos Gulbenkian, entre outros repositórios online. Sempre que possível, é disponibilizada a sua reprodução integral. No entanto, alguns documentos podem não se encontrar acessíveis online — ou surgir apenas parcialmente reproduzidos — por motivos relacionados com direitos de autor, direitos de privacidade ou outras restrições de acesso.

Nesses casos, a consulta deverá ser efetuada no local de proveniência indicado em cada registo. Para mais informações sobre o acesso e a reprodução de documentos do acervo da Fundação Calouste Gulbenkian, consultar aqui .

Atualização em 10 maio 2026

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