Evocação de Beethoven
1960
Festival Gulbenkian de Música
A organização desta exposição partiu de um repto lançado pela União Cultural Húngara ao Conselho de Administração da Fundação Calouste Gulbenkian. A União Cultural Húngara, fundada em 1948, em Munique, tinha como missão «apoiar a unidade espiritual dos húngaros que vivem fora da sua Pátria, mantendo a cultura universal humanística na sociedade internacional livre, e promover a sua formação» (Evocação de Beethoven, 1960, p. 14).
A escolha de Lisboa para a realização desta mostra prendeu-se com o contexto da organização do 4.º Festival Gulbenkian de Música. Integrada neste evento, a exposição «Evocação de Beethoven» pretendeu homenagear este compositor através de uma leitura renovada do seu percurso pessoal e profissional, restabelecendo «com a mais clara sobriedade o retrato de Beethoven, que através do século XIX nos chegou apresentado sob múltiplas variantes e deformado […] por interpretações poetizantes e pelo peso das ideologias, recuando para isso às origens de Beethoven, o século XVIII» (Ibid., p. 11).
Apresentada no Palácio Foz, sede do Secretariado Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo, a exposição organizava-se em oito núcleos: I. Beethoven em retrato; II. Imagens evocativas da obra e ação de Beethoven; III. Medalhas e plaquetes; IV. Beethoven e o seu ambiente; V. Contemporâneos de Beethoven; VI. Autógrafos; VII. Edições de música impressa; VIII. Documentos antigos. Em cada um dos núcleos, reuniam-se objetos de diversas tipologias, tais como gravuras, medalhas ou estatuetas.
Após o seu término, esta exposição foi apresentada em Veneza (Mostra Beethoven, Veneza, Ala Napoleónica, Praça de São Marcos), entre 3 de setembro e 2 de outubro de 1960.
Joana Baião, 2015