Nenhum sítio é deserto. Piscina de Marés, Leça da Palmeira (1960 - 2021)

Programa «Keeping it Modern»

Uma viagem temporal pelas «múltiplas vidas» do complexo da Piscina de Marés em Leça da Palmeira, uma das obras mais emblemáticas do arquiteto Álvaro Siza, classificada como Monumento Nacional em 2011. Organizada pela Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, foi apresentada no Átrio da Biblioteca de Arte Gulbenkian em 2023, em simultâneo com outra mostra, também ela resultante de um projeto apoiado pelo programa Keeping It Modern, iniciativa da Getty Foundation (EUA) em prol da manutenção e conservação da arquitetura moderna do século XX.

A exposição, com curadoria de Teresa Cunha Ferreira e Luís Martinho Urbano, foi produzida com o objetivo de disseminar os resultados de um projeto financiado com uma bolsa do programa Keeping It Modern, da Getty Foundation (EUA), dedicado a promover melhores práticas de investigação no âmbito de projetos de restauro da arquitetura moderna. Neste caso, o projeto acompanhou o restauro e conservação da Piscina de Marés entre 2018 e 2021, levantando neste processo uma genealogia muito rica das «múltiplas vidas» desta obra icónica da arquitetura moderna portuguesa.

Projetado entre 1960 e 1966 por Álvaro Siza (Matosinhos, 1933), nesta altura no início da sua carreira, e com intervenções posteriores até 1973, o complexo organiza-se numa sucessão de muros em betão construídos sobre as rochas que definem o caminho de entrada a partir da Marginal (Avenida da Liberdade). Transpostas a entrada e as infraestruturas de apoio (vestuários, etc.), o caminho abre-se sobre o Atlântico e a piscina principal, também encravada nas rochas, cativando não só sucessivas gerações de utilizadores, mas também críticos, arquitetos e fotógrafos, como demonstra a exposição. Atualmente classificada como monumento nacional, a Piscina de Marés é considerada uma obra-prima arquitetónica devido à sua modernidade e integração na paisagem, tendo só por si dado azo a uma considerável literatura dentro da já vasta bibliografia dedicada a Álvaro Siza.

Em uso há seis décadas e uma referência popular para várias gerações de banhistas, o complexo foi crescendo através de sucessivas encomendas e revisões. Entre 2018 e 2021, foi realizada uma intervenção de fundo de restauro, conservação e atualização, que foi o motivo direto para a realização desta exposição. As principais razões para esta intervenção foram a degradação das estruturas de betão devido à exposição marítima e a necessidade de atualizar as infraestruturas face a novas exigências legais e funcionais. Entre os aspetos a salientar há o facto de ter sido o próprio autor (Álvaro Siza) a fazer o projeto de restauro e conservação, o que, de resto, não é novidade no percurso do arquiteto. Já antes fizera projetos de restauro de obras de outros – a Casa de Serralves – e suas, como na Casa de Chá Boa Nova, um pouco a norte do complexo balnear, ou o Pavilhão Carlos Ramos, no Porto (Álvaro Siza discute estas intervenções em Conversas. Álvaro Siza: Piscina de Marés, 1960-2021, p. 101 e ss.).

No âmbito deste projeto de conservação e restauro, uma equipa composta por investigadores da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, do Departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho e do Instituto Superior Técnico (Lisboa), e coordenado por Teresa Cunha Ferreira, apresentou uma candidatura ao programa Keeping It Modern da Getty Foundation. Através deste programa, a Getty Foundation atribuiu, entre 2014 e 2020, um total de 77 bolsas, distribuídas por 40 países, para a elaboração de planos de gestão de conservação (conservation management plans) para edifícios de arquitetura moderna, com o objetivo de promover melhores práticas de conservação de arquitetura moderna e desenvolver capacidades técnicas locais. Em 2020, a proposta da equipa da Universidade do Porto foi contemplada com uma bolsa de cem mil euros para apoiar a investigação sobre o restauro e conservação do betão e o desenvolvimento de um plano de gestão de conservação para o complexo.

A exposição «Nenhum sítio é deserto» integrou as estratégias de participação e disseminação deste projeto, que também incluíram a realização de um documentário, um webinar, entrevistas, inquéritos e oficinas (ver Ferreira (coord.), Managing change with a living architect…, [s.d.]).

A curadoria da exposição foi assumida por Teresa Cunha Ferreira e Luís Martinho Urbano, ambos arquitetos e professores na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto. O percurso académico de Teresa Cunha Ferreira tem-se centrado sobretudo na investigação do trabalho de Álvaro Siza e da Escola de Arquitetura do Porto, além da conservação e valorização de património arquitetónico e urbano. Luís Martinho Urbano tem trabalhado sobre os cruzamentos entre arquitetura e cinema, tendo realizado vários documentários e curtas-metragens relacionados com a arquitetura (entre eles, a curta-metragem Sizígia, de 2012, uma abordagem ficcional à Piscina de Marés, que figurava na exposição, e um documentário sobre Álvaro Siza, de 2019).

A exposição foi primeiro apresentada na Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto (18 de maio a 1 de julho de 2022; existem dois vídeos desta exposição disponíveis no YouTube). Após a sua apresentação na Fundação Calouste Gulbenkian, de 31 de julho a 11 de dezembro de 2023, a exposição viajou para a Casa da Arquitetura em Matosinhos, onde pôde ser vista de 28 de novembro desse ano até ao dia 2 de janeiro de 2024.

Na passagem pela Fundação Calouste Gulbenkian foi decidido, por iniciativa de João Vieira, o diretor da Biblioteca de Arte e Arquivos, associar «Nenhum sítio é deserto» à exposição «Estação Central da Beira», igualmente fruto de um projeto de investigação financiado pelo programa Keeping It Modern. Entre as motivações que o levaram a juntar as duas exposições na programação da Biblioteca, João Vieira destacou o facto de a arquitetura ser um tema central da Biblioteca de Arte e Arquivos, depositária de vários espólios de arquitetos portugueses; a proximidade de linguagens modernistas e problemáticas de conservação (nomeadamente relacionadas com o uso de betão cru) entre os dois edifícios em exposição e o edifício Sede da Fundação Calouste Gulbenkian; e a aproximação à comunidade científica proporcionada pela colaboração com duas universidades, e que também se traduziu na realização do colóquio «Keeping It Modern: Conservação e gestão de património do movimento moderno», no dia 21 de setembro de 2023. Este colóquio, em cuja abertura Vieira reiterou as motivações atrás enunciadas, juntou representantes das várias instituições envolvidas (Universidades do Porto e do Minho, Getty Foundation), profissionais ligados ao restauro de arquitetura moderna (obras de F. L. Wright e Le Corbusier) e membros das equipas responsáveis pelas duas exposições.

Neste sentido, a exposição – que, apesar da sua escala modesta, foi a primeira exposição monográfica dedicada à obra de Álvaro Siza a ser apresentada na Fundação Calouste Gulbenkian – também antecipava oportunamente a grande retrospetiva Siza, apresentada no ano seguinte nas Galerias Temporárias da Fundação, depositária, desde 2014, de parte do espólio do arquiteto (o espólio, partilhado entre a Fundação Calouste Gulbenkian, a Fundação de Serralves e o Canadian Centre for Architecture, pode ser consultado on-line aqui.)

A itinerância da exposição foi acompanhada por uma notável produção bibliográfica, para além do plano de conservação de gestão (Managing change…, [s.d.]). Um webinar organizado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, pela Câmara Municipal de Matosinhos e pela Casa da Arquitetura, ainda em 2021, deu azo ao livro Sharing Memories. Álvaro Siza: Ocean Swimming Pool (2022), que inclui textos de Teresa Cunha Ferreira, Alexandre Alves Costa, Ana Tostões, Dominique Machabert, Michel Toussaint e Nuno Grande (que situam histórica e conceptualmente a piscina), além de textos de memórias de Brigitte Fleck, Pierluigi Nicolin, Christian Gänshirt e Roberto Cremascoli.

O material exposto foi publicado em Nenhum sítio é deserto. Álvaro Siza: Piscina de Marés (1960-2021) (2022), que conta, entre outros, com um extenso texto de Teresa Cunha Ferreira, o qual compreende a investigação realizada e uma organização cronológica dos materiais expostos, cumprindo, na prática, o papel de catálogo da exposição.

A exposição e o colóquio realizados na Fundação Calouste Gulbenkian forneceram material para a publicação Conversas. Álvaro Siza: Piscina de Marés, 1960-2021 (2023), publicada com apoio da Fundação. O livro inclui várias entrevistas a pessoas envolvidas no processo de restauro e conservação da Piscina de Marés e noutros processos de conservação de arquitetura moderna, permitindo um olhar comparativo que confirma o restauro da Piscina de Marés como um caso de estudo relevante neste contexto. Teresa Cunha Ferreira publicou ainda o livro bilingue Princípios de Projecto. Álvaro Siza: Piscina de Marés (1960-2021) (2023).

Há também a referir a realização do colóquio «Keeping It Modern. Álvaro Siza: Piscina de Marés (1960-2021)», que acompanhou a inauguração da exposição na Casa da Arquitetura em Matosinhos (28 de novembro de 2023). No âmbito do mesmo projeto, foram ainda realizados simpósios sobre o património arquitetónico do século XX, na Fundação de Serralves, e o restauro e conservação do betão, no Auditório Fernando Távora (Managing change…, [s.d.], p. 81), e publicados vários artigos – ver, por exemplo, T. C. Ferreira et al., «Assessment methodology for conservation planning of concrete buildings: Ocean Swimming Pool (1960-2021) by Álvaro Siza in Portugal», International Journal of Architectural Heritage (2022), 18, pp. 1-23; T. C. Ferreira et al., «Risk assessment and vulnerability analysis of a coastal concrete heritage structure», Built Heritage (2023) 6:9; T. C. Ferreira et al., «The contribution of stakeholder engagement in cultural significance assessment: the case of the Ocean Swimming Pool values-based conservation management planning», Built Heritage (2024), 8.

A própria exposição pretendia ser, nas palavras dos curadores, «uma narrativa crítica do processo de projeto, construção e reabilitação deste edifício», tanto mais que o complexo da Piscina de Marés «não foi concebido como um projeto único, mas sim resultado de consecutivas encomendas e revisões que foram ditando o crescimento paulatino do conjunto balnear». Ao mesmo tempo, pretendia identificar o seu significado para além do projeto de arquitetura, ou seja, as suas «múltiplas vidas» como objeto arquitetónico e infraestrutura de lazer, preocupação que também responde a um requisito do Plano de Gestão de Conservação (Nenhum sítio é deserto…, p. 13; Managing change…, sec. 3).

O título da exposição – «Nenhum sítio é deserto» – teve origem numa frase de Álvaro Siza, remetendo para esta multiplicidade de referências (naturais, topográficas, construídas, imateriais) que se apresentam quer ao arquiteto, face a um projeto a desenvolver – balizando-o e catalisando-o –, quer ao investigador, que se confronta com o lugar que este projeto criou, evocando também o longo processo de alterações, apropriações e vivências desse mesmo lugar. Referências, usos e olhares ao longo do tempo que a exposição resgata com admirável insistência.

A forma como esta «narrativa crítica» foi espacialmente organizada, e a diversidade de meios e recursos que coligiu (desenhos, fotografias, maquetas, filmes e outros objetos), respondia a esta abordagem multidimensional, em que os vários projetos e propostas de conservação são continuamente confrontados com preexistências, olhares e usos – abordagem, por outro lado, diferente da apresentação cronológica dos mesmos materiais na publicação Nenhum sítio é deserto.

Dois ângulos formados por paredes divisórias delimitavam um espaço quadrangular, deixando dois cantos opostos abertos à circulação e formando ao mesmo tempo um corredor exterior junto à parede do Átrio. Este corredor albergava uma primeira secção, que propunha, por um lado, uma leitura temporal do processo de projeto e construção entre 1960 e 1995, e, por outro, uma cronologia fotográfica que ilustrava a evolução da obra no contexto paisagístico e da sua utilização. O quadrado interior era dedicado à intervenção no complexo entre 2018 e 2021, enquanto uma terceira secção, na parede junto às escadas de acesso à Galeria de Exposições Temporárias, documentava, através de uma seleção de fotografias de autores reconhecidos (captadas entre 1979 e 2021), vários olhares sobre a Piscina de Marés.

A folha de sala, em inglês e português, e em cuja capa era reproduzido um esboço da Piscina por Álvaro Siza, de 1973, continha um texto de introdução, uma lista das obras expostas (que, porém, não incluía informação completa para todas as obras) e a ficha técnica, e era essencial para percorrer a exposição, uma vez que esta não dispunha de textos explicativos nem de legendas a situar as obras.

Como já referido, a primeira secção punha em paralelo o processo de projeto e construção e uma leitura do lugar através de uma cronologia fotográfica. Os sucessivos projetos eram ilustrados através de 42 peças oriundas do Arquivo Municipal de Matosinhos e do espólio de Álvaro Siza no Canadian Centre for Architecture. Tratava-se de plantas, perfis, esboços, anteprojetos, peças escritas e desenhos técnicos datados de 1960 a 1973, na sua maior parte da autoria de Álvaro Siza; sete peças eram assinadas pelo engenheiro Bernardo Ferrão (1913-1982), responsável pelas soluções de engenharia. Ordenados cronologicamente, ilustram a primeira fase do projeto (entre 1960 e a abertura em 1965), desde uma planta topográfica e alguns anteprojetos, a um detalhe de lanternim do vestiário feminino, bem como memórias descritivas que explicitam as exigências programáticas, sanitárias e construtivas. Está também incluído um anteprojeto de um restaurante que nunca chegou a ser construído. Três peças ilustram a construção definitiva de um bar, logo em 1966. As últimas peças referem-se à intervenção de 1973, que revia as propostas anteriores de acordo com normas sanitárias e legais e a experiência dos primeiros anos de funcionamento.

A acompanhar esta evolução, na parede oposta, 40 fotografias (oriundas do Arquivo Municipal de Matosinhos, do Espólio Fotográfico Português, do Centro de Documentação de Urbanismo e Arquitetura da Universidade do Porto e do Canadian Centre for Architecture) documentavam as transformações do lugar e a sua apropriação pelos utilizadores da Piscina de Marés. O arco cronológico era iniciado com fotografias do lugar antes da construção da Piscina (uma anterior e outra posterior à construção da Avenida Marginal) e de algumas referências prévias, como uma piscina de marés formada por um simples muro que permitia o banho quando o mar estava bravo. Um segundo conjunto de 16 fotografias da década de 1960 ilustrava a apropriação do lugar por utilizadores e aspetos arquitetónicos do complexo, seguido de outras 16 fotografias da década de 1970, que documentavam as obras de transformação então ocorridas, a que se juntavam quatro fotografias (as únicas a cores) de Brigitte Fleck, rematando com duas fotografias de maquetas (da Piscina de Marés e de uma proposta de Álvaro Siza para o desenvolvimento da Marginal) e com a projeção do documentário Matosinhos (1964), da RTP.

A segunda secção, delimitada pelas paredes divisórias em ângulo, abordava, através de suportes diversos, a intervenção de conservação e restauro de 2018-2021. Cinco maquetas do Centro de Documentação de Urbanismo e Arquitetura da Universidade do Porto representavam as sucessivas alterações do projeto em 1960-1961, 1962-1965, 1970-1973 e 2022 (juntando para este ano ainda uma variante com restaurante, projeto defendido por Álvaro Siza desde os anos 70 e periodicamente retomado, apesar de nunca chegar a ser construído). Do arquiteto, figuravam quatro desenhos técnicos da intervenção (uma planta, e desenhos de novos sanitários, balneários e cafetaria).

Estas peças de projeto eram acompanhadas por 14 fotografias de Inês d’Orey, produzidas no âmbito deste projeto para documentar o complexo da Piscina de Marés após a intervenção, sendo cada fotografia discretamente acompanhada de outra do mesmo lugar durante a fase das obras. Uma mesa com vitrine no centro desta secção expunha ainda uma maqueta da piscina em 2018, do arquivo da Casa da Arquitetura (Matosinhos), e uma série de objetos resgatados do estaleiro das obras de conservação da Piscina de Marés, como sobrevivências físicas desta intervenção. Um relatório de estágio (1971) durante as primeiras fases de obras, de Rui Sá e Santos Mota, completava este conjunto.

Por fim, um conjunto de 23 fotografias trazia o olhar de sete autores de referência sobre a Piscina de Marés, num arco cronológico que vai de 1979 (Brigitte Fleck) a 2021 (Inês d’Orey), e que também passa por Roberto Collovà, Giovanni Chiaramonte, Luís Ferreira Alves, Fernando Guerra e João Morgado. Se, por um lado, esta sequência de fotografias interpretava a evolução do conjunto arquitetónico, ela também evidenciava o fascínio exercido por esta obra sobre sucessivos fotógrafos e arquitetos, que foram captando os diversos jogos entre o rigor implacável das linhas em betão cru e do retângulo de água da piscina principal, a exuberância das rochas, a imensidão do Atlântico e a penumbra acolhedora dos espaços interiores. Estes olhares completavam-se com a projeção da curta-metragem Sizígia, de Luís Martinho Urbano, e do documentário A Vida entre Marés, de Teresa Cunha Ferreira.

A exposição teve pouco eco na comunicação social, tendo tido referências breves na Agenda LX, na revista Time Out e nas publicações da Universidade do Porto, incluindo a do seu Centro de Estudos de Arquitectura e Urbanismo. O colóquio «Keeping It Modern: Conservação e gestão de património do movimento moderno», realizado na Fundação Calouste Gulbenkian no período em que a exposição esteve patente, mereceu alguma atenção de instituições especializadas, como a Escola de Arquitetura, Arte e Design da Universidade do Minho e o Espaço de Arquitetura.

Uma vez que a exposição foi realizada num espaço de circulação e acesso livre, não houve contagem do número de visitantes, mas o Relatório e Contas de 2023 afirma que «as exposições, de acesso livre, tiveram uma afluência significativa» (p. 5).

Gerbert Verheij, 2024


Ficha Técnica


Artistas / Participantes


Eventos Paralelos


Publicações


Material Gráfico


Fotografias

«Colóquio Keeping It Modern». Guilherme d'Oliveira Martins
«Colóquio Keeping It Modern». João Vieira; Elisiário Miranda; Teresa Cunha Ferreira (à esq.); Luis Lage (à dir)
«Colóquio Keeping It Modern». João Vieira; Luis Lage; Teresa Cunha Ferreira (à esq.); Elisiário Miranda (à dir)
João Vieira (à esq.); Teresa Cunha Ferreira (centro); Luís Urbano (à dir)
João Vieira; Elisiário Miranda (à esq.); Teresa Cunha Ferreira; Luís Urbano (à dir)
«Colóquio Keeping It Modern». Guilherme d'Oliveira Martins
«Colóquio Keeping It Modern». Luís Urbano
«Colóquio Keeping It Modern». Bénedicte Gandini (à esq.); Pamela Jerome; Rui Fernandes Póvoas; Javier Ors Ausin (à dir)
«Colóquio Keeping It Modern». Bénedicte Gandini (à esq.); Pamela Jerome; Rui Fernandes Póvoas; Javier Ors Ausin (à dir)
«Colóquio Keeping It Modern». Bénedicte Gandini; Rui Fernandes Póvoas; Javier Ors Ausin (à esq.); Pamela Jerome (à dir)
«Colóquio Keeping It Modern». Pamela Jerome; Rui Fernandes Póvoas; Javier Ors Ausin (à esq.); Bénedicte Gandini (à dir)
«Colóquio Keeping It Modern». Bénedicte Gandini; Pamela Jerome; Rui Fernandes Póvoas (à esq.); Javier Ors Ausin (à dir)
«Colóquio Keeping It Modern». João Vieira (à esq.); Elisiário Miranda; Luis Lage; Teresa Cunha Ferreira (à dir)

Multimédia


Documentação


Periódicos


Páginas Web


Fontes Arquivísticas

Arquivo Digital Gulbenkian, Lisboa

Conjunto de documentos textuais, gráficos e fotográficos relacionados com a exposição.


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