Marie José Burki. Às Vezes Sombra, Às Vezes Luz  

Programa «Espaço Projeto»

Primeira exposição individual de Marie José Burki (1961) em Lisboa, e a terceira a ocupar o Espaço Projeto, um programa dedicado a projetos individuais com caráter mais experimental de artistas contemporâneos nacionais e internacionais. Numa parceria com a Kunsthaus Pasquart, a mostra apresentou alguns dos mais recentes trabalhos da artista suíça e um filme inédito, especialmente produzido para a ocasião.
First solo exhibition by Marie José Burki (1961) in Lisbon and the third to occupy the Project Space, a programme dedicated to experimental personal projects by Portuguese and international contemporary artists. In partnership with Kunsthaus Pasquart, the exhibition presented a selection of the latest work by the Swiss artist, as well as a previously unseen film, produced specially for the occasion.

Marie José Burki (1961) nasceu em Bienna, na Suíça. Formou-se em História e em Literatura Francesa, e ainda em Estudos Artísticos pela HEAD – Haute École d’Art et de Design, em Genebra (1983), tendo depois passado uma temporada nas cidades de Paris e Nova Iorque. Nos anos 80, começa a interessar-se pelo vídeo como medium artístico. Será, aliás, com instalações-vídeo que, em 1992, participa na Documenta IX, em Kassel, a convite do curador Jan Hoet. Embora rejeite a chancela de realizadora, não há dúvida de que este se viria a tornar um dos seus media de eleição.

A partir daí, começa a expor com regularidade, sobretudo em território europeu, somando participações tanto em exposições coletivas como individuais. Crescem também o número de coleções públicas e privadas nas quais a sua obra vai ganhando representação. Marie José Burki passa a dividir o seu tempo entre Bruxelas e Genebra, aliando a atividade de produção artística à de ensino nesse mesmo campo. Em 1994, é artista convidada da Rijksakademie de Amesterdão e, pouco depois, começa a lecionar nas Escolas de Belas-Artes de Lyon, de Hamburgo (2003-2008) e de Paris, a partir de 2009, instituições nas quais viria ainda a exercer os cargos de diretora do programa de pós-graduação (Lyon) e de responsável de investigação (Paris). Atualmente, vive e trabalha em Bruxelas.

A exposição «Às Vezes Sombra, às Vezes Luz» resultou da adaptação de um projeto apresentado em março de 2017 no Centre Régionale de la Photographie, na região francesa de Douchy-les-Mines, e em julho na Kunsthaus Pasquart, em Bienna (Suíça). Em Lisboa, foi apresentada entre 15 de novembro e 20 de setembro do mesmo ano, e contou com a parceria institucional da Kunsthaus Pasquart, o que veio permitir uma redução dos custos de «organização e produção da exposição», nomeadamente no que diz respeito ao transporte e «produção de novas obras» (Curtis, Relatório de exposição, 11 dez. 2017, Arquivos Gulbenkian, ID: 422112).

A concretização do projeto decorreu ainda da celebração de um contrato com a Pro Helvetia, uma fundação suíça para a cultura que contribuiu com o financiamento necessário à execução das exposições, tanto na Kunsthaus Pasquart, como na Fundação Calouste Gulbenkian. Apesar da parceria entre estas duas instituições museológicas, não se tratou de uma exposição itinerante entre Bienna e Lisboa, uma vez que, num e noutro locais, a mostra adquiriu uma seleção de obras diferente, bem como diferentes formas de apresentação, curadoria e título.

Na Kunsthaus Pasquart, a mostra associou-se ainda ao Centre Régionale de la Photographie e exibiu obras dos últimos vinte e dois anos de carreira da artista, adotando inclusivamente o nome de uma delas – a obra em néon Where was I born and what is my name (2017) –, não apresentada em Lisboa, como título da exposição. A curadoria esteve a cargo da sua diretora à data, Felicity Lunn.

No Museu Calouste Gulbenkian, por sua vez, naquela que foi a primeira exposição da artista em Portugal, a curadoria coube a Leonor Nazaré. A seleção de obras cingiu-se a um conjunto de filmes, fotografias e colagens de Marie José Burki que remontavam aos dezasseis anos anteriores, associando alguma da produção mais recente, datada de 2017, a outras obras já vistas, realizadas entre 2001 e 2015. De acordo com Leonor Nazaré, o título escolhido para a exposição – «Às Vezes Sombra, às Vezes Luz» – seria reflexo de um determinado estado psicológico que convida à atenção, a um «tempo dilatado» e à possibilidade de criação de um espaço de reflexão (Marie José Burki. Às Vezes Sombra, às Vezes Luz, [p. 3]). Se dúvidas restassem, a criação posterior de uma obra em néon em que se lê Sometimes Sun, Sometimes Moon (2021) mostrar-se-ia sintomática da importância que esta ideia-conceito tem para o corpo artístico de Marie José Burki.

«Às Vezes Sombra, às Vezes Luz» foi a terceira e penúltima exposição a ocupar o Espaço Projeto, uma plataforma direcionada para a promoção da criação contemporânea e dos seus autores, inaugurada em março de 2017, e cuja aprovação definitiva junto do público se confirmara com a mostra anterior: «Matt Black and Rat», de Emily Wardill (1977). Assim, depois da exposição de Burki, seguir-se-ia o projeto de Mariana Silva (1983), com o qual se concluía o ciclo da programação anual no Espaço Projeto.

Marie José Burki (1961) recorre à fotografia, ao vídeo, aos recortes de imagens e notícias, ou à palavra escrita e desenhada para realçar a relação entre imagem, linguagem, narrativa, identidade e tempo. Como aponta a curadora, «ver é, […] [para a artista], “estar presente” no olhar que se destina às coisas», que é o mesmo que dizer que somente essa forma de ver torna possível a produção de imagens passíveis de serem identificadas como arte, por lhes ter sido confiada a capacidade de criarem «espaço, tempo e presença» e, dessa forma, poderem transmitir «emoção artística» (Ibid.).

Neste sentido, não é estranho que, em vez de «encenar ou dirigir atores», Marie José Burki prefira fotografar como se filmasse, sem se permitir que o seu olhar deixe de seguir o objeto de estudo. Mais do que um desconhecimento do objeto, o seu olhar curioso e paciente parece reconhecer verdadeiramente o «desconhecimento flagrante» que a artista – e todos nós – temos do mundo (Ibid. [pp. 3, 4]). De uma forma mais ou menos subtil, que não pretende ser moralista, Marie José Burki parece querer sublinhar essa certeza e torná-la óbvia, posicionando-nos, por isso, como espectadores de situações nas quais o tédio, o ócio e a compreensível insignificância da nossa própria existência se afirmam.

Poder-se-ia quase dizer que, ao captar registos do mundo (pessoas, elementos naturais ou arquitetónicos e paisagens), a artista age como se estivesse sempre perante animais e os estudasse de longe, observando o seu comportamento em habitat natural. Não se trataria de uma situação inusitada, uma vez que desde os anos 80, a artista regista «o olhar emocionalmente identificável de animais […] [e] o seu modo inconsciente de estar» (Ibid., [p. 4]). Celui qui a vu passer les éléphants blancs (1986), Hibou II (1994), ou Un Chien sur la Route, au passage du promeneur (2017) – o único destes a ser exibido na mostra – são apenas alguns dos exemplos das várias obras de Marie José Burki que mostram ou referem animais, e nos quais se analisa o grau de proximidade ou de afastamento entre a identidade destes e a nossa. Afinal, Burki trabalha a expressão humana, explorando a sua presença e a relação com aquilo que a rodeia, como a natureza, as notícias, o tempo, o espaço, e o mundo, sobretudo entendidos de um ponto de vista «anímico» (Notas de Leonor Nazaré, Arquivos Gulbenkian, [cota brevemente disponível]).

Para Leonor Nazaré, existem duas tendências fundamentais no trabalho de Marie José Burki em filme e em fotografia: «uma, que privilegia o anonimato, a trivialidade, o tempo lento do lazer e do olhar, a contemplação e o devaneio interior» e que encontra importância na banalidade da vida quotidiana, numa atitude muito próxima das ideias de Warhol; e outra, «que se preocupa com o mundo atual», que a artista observa e questiona criticamente, por vezes adotando um «tom sociológico, filosófico e até metafísico» (Notas de Leonor Nazaré, Arquivos Gulbenkian, [cota brevemente disponível]).

Essa primeira tendência, à qual se alia este tipo de «pensamento de natureza fílmica», é aquela «que subjaz ao tratamento da fotografia e da colagem» e que é tão evidente na série AOS (2012) (Notas de Leonor Nazaré, Arquivos Gulbenkian, [cota brevemente disponível]). AOS, um conjunto de retratos individuais de 29 × 40 cm (dimensões pouco maiores que um A4), dos quais foram selecionados 19 de um total de 44 fotografias, foi instalada à entrada da galeria, dando tom à exposição. As protagonistas desta série são figuras vulgares, discretas e anti-heroicas, que pertencem ao mundo real de todos os dias, mas que poderiam ter sido retiradas de um livro de história ou de literatura, áreas pelas quais Marie José Burki mantém interesse e que continuam a informar os seus modelos.

Amigas e na flor da idade, foram fotografadas com o enquadramento de um plano de busto no estúdio da artista, no tempo recorde de dez minutos. O resultado é uma série de imagens-retrato que parecem partir sempre da cabeça de cada uma das raparigas, detendo-se sobre o cabelo apanhado ao acaso, sugestão do movimento e do «tempo [que] passa veloz pelas jovens que rodam sobre si próprias», numa espécie de ode à juventude (Marie José Burki. Às Vezes Sombra, às Vezes Luz, [p. 4]).

A primeira sala recebeu dois filmes a cores e sem som. Se In der Nähe I (2010) nos dá a ver corpos «ociosos, sentados ou deitados» captados em travelling, num close-up que vai revelando «roupas, pele, objetos espalhados, perfis, nucas», o segundo filme com o mesmo título – In der Nähe II (2010) – poderia ser um ensaio sobre o tédio, um registo, nas palavras da artista, da «pequenez grotesca» de que somos feitos e com que preenchemos os nossos dias (Ibid., [p. 3]). Neste, uma multidão de figuras relativamente inexpressivas entrega-se à «insolação voluntária» durante uma pausa de um concerto (Ibid., [p. 4]). Como quase todas as obras da artista, o tema é a espera. Mas, aqui, o nada ganha uma relevância maior, equiparável talvez apenas à que Andy Warhol (1928-1987) lhe conferia. De facto, não parece haver nada de particularmente interessante ou surpreendente no momento captado, que é o do não-acontecimento, o intervalo entre os verdadeiros eventos merecedores de destaque, um registo superficial da existência.

No corredor, foram exibidos um Sem Título (2001), um «recorte de jornal isolado em moldura» e Horizons of a World (VII-II) (2017), um filme a cores com a fatídica duração de uma hora e cinquenta e quatro minutos (Ibid., [p. 3]). Num corte abrupto com as obras anteriores, este filme vive da «saturação obscena das imagens pela qual tudo é nivelado num mesmo plano» – notícias várias «sobre protestos de indígenas no Canadá […], Erdogan […] [, ou] o rosto de um símio», por exemplo (Ibid.). O sentimento de banalização da tragicidade é dado pela vertigem visual desta obra, e reforçado pelo recorte de jornal, cuja anomalia – «uma zona a preto-e-branco, numa imagem que é a cores» – sugere «o apagamento iminente da nossa memória» (Ibid.).

Un chien sur la route, au passage du promeneur (2017) foi produzido com o apoio do Centre National des Arts Plastiques, em Paris, da Fédération Wallonie-Bruxelles, da Kunsthaus Pasquart e ainda do Centre Régional de la Photographie, em Douchy-les-Mines, instituição na qual foi apresentado de forma inédita.

Em Lisboa, o filme foi instalado na última sala do Espaço Projeto e, tal como em In der Nähe I e II, apresentava figuras anti-heroicas, desta vez em «quietude contemplativa» (Ibid.). Ao longo de trinta e três minutos, num vídeo que passava em três projeções síncronas, o espectador era «guiado por longos travellings», que percorriam os subúrbios de uma cidade europeia – entre cortes com planos de fundo preto, surgiam «pessoas e lugares em grandes planos, em contrapicados, em superfícies que se furtam quase sempre à profundidade de campo» (Ibid., [p. 3]). A edição em slow motion era acompanhada por trechos de música clássica, o que intensificava o ambiente de suspensão das pessoas, dos lugares e de dilatação do tempo.

Como refere Leonor Nazaré, «a experiência oscilante e mutante do espaço e do tempo», perfeitamente identificável em Un chien sur la route, au passage du promeneur (2017), é o que conduz as obras da artista «às passagens ambíguas entre interior e ex­terior, autonomia e sobreposição, visão e audição, teoria e prá­tica, civilização e historicização, fenómeno e ciência, natureza e cultura» (Ibid., [p. 4]).

A última obra da exposição foi uma coprodução do Museu Calouste Gulbenkian e da Kunsthaus Pasquart, e viria a ser projetada na Sala Polivalente, num grande ecrã virado para um espaço de plateia. «Laconicamente» intitulada Un Film (2017), a obra cruza imagens de um percurso pelas reservas de Versailles com longos textos escritos por Burki levantando questões filosóficas e metafísicas (Notas de Leonor Nazaré, Arquivos Gulbenkian, [cota brevemente disponível]). O filme, sem narrativa, e num convite ao devaneio, intercala cópias em gesso de estátuas da Antiguidade com um diálogo entre dois amigos «pensado para o espectador solitário»: entre a extinção de espécies, a desflorestação e a aceleração do tempo, põem-se questões filosóficas e metafísicas, numa espécie de estudo antropológico sobre o lugar do homem e das coisas (Marie José Burki. Às Vezes Sombra, às Vezes Luz, [p. 5]).

Horizons of a World (VII-II), Un Film e ainda grande parte das colagens na exposição, como por exemplo a fotografia de Stéphane Hessel (1917-2013), o célebre diplomata germano-francês que escreveu «Indignez-vous» (2010) e «Engagez-vous» (2011), encaixam-se nessa segunda tendência, a partir da qual Burki desenvolve o seu projeto. Esta tendência tem o mundo atual como o principal foco de «uma pesquisa documental e política», e ocorre paralelamente àquela primeira, «orientada para questões de teor marcadamente estético» (Relatório de exposição, 11 dez. 2017, Arquivos Gulbenkian, ID: 422112). Seguindo esta linha, Burki procura evidenciar a invasão diária, ininterrupta e instantânea de imagens, muitas vezes submetidas a um processo de ficcionalização, que nos atinge através das infinitas plataformas e meios de comunicação atuais. Dando a ver a forma como interagimos com tal avalanche informativa, capaz de influenciar e toldar a nossa interpretação do mundo, Marie José Burki pretende, em certa medida, desconstruir este fenómeno cultuado pela época contemporânea enquanto tenta decifrar os códigos visuais sub-repticiamente escondidos nas imagens.

Para acolher «Às Vezes Sombra, às Vezes Luz», o Espaço Projeto viu serem construídos três painéis de parede temporários. A Sala Polivalente não sofreu qualquer alteração e, de acordo com o relatório, 25% do material implicado na exposição foi material reutilizado ou reutilizável.

É ainda de salientar a publicação de um catálogo conjunto, editado pela Kunsthaus Pasquart no âmbito das exposições apresentadas nessa instituição e no Centre Régionale de la Photographie. Este catálogo, intitulado Marie José Burki – Horizons of a World (2017), contou com ensaios assinados por Alain Cueff, Muriel Enjalran e Felicity Lunn. No quadro do Espaço Projeto, a Fundação Calouste Gulbenkian editou um dos habituais Cadernos de Exposição em formato bilingue (português-inglês), contendo um texto assinado por Leonor Nazaré, uma lista de obras, bem como fotografias de algumas delas, e ainda uma biografia da artista.

Ao longo de 77 dias, a exposição atraiu 8351 visitantes e contou com uma marcação extra de visita orientada para um grupo escolar. Foram organizadas outras quatro visitas, entre as quais se incluem uma orientada pela curadora e pela artista, e uma outra orientada apenas por Leonor Nazaré.

A exposição recebeu uma grande atenção dos meios de comunicação social, entre os quais se destacam uma reportagem televisiva na SIC, que incluiu uma entrevista à artista feita na data da inauguração (Jornal da Noite, 20 set., 2017), e uma crítica de Celso Martins na revista do jornal Expresso, que atribuiu quatro estrelas à exposição (Martins, Expresso, 29 set., 2017). «Às Vezes Sombra, às Vezes Luz» foi ainda alvo de uma menção especial na rubrica «Obrigatório» do Expresso, de um pequeno artigo no jornal regional JM, além de várias notícias online que replicaram o take da Lusa, bem como referências no Jornal de Notícias e nas revistas Sábado, Time Out, Up, Travel & Taste, entre outras.

Na imprensa especializada são de salientar uma menção na revista Artecapital.net, o artigo «Às vezes sombra, às vezes luz de Marie José Burki», de Manuela Synek, na revista Umbigo, e uma referência à exposição na seção online do Wall Street International.

Madalena Dornellas Galvão, 2022


Ficha Técnica


Artistas / Participantes


Coleção Gulbenkian

Un chien sur la route, au passage du promeneur, um cão na estrada, quando passa o caminhante

Marie José Burki (1961)

Un chien sur la route, au passage du promeneur, um cão na estrada, quando passa o caminhante, 2017 / Inv. 17IM87

Un chien sur la route, au passage du promeneur, um cão na estrada, quando passa o caminhante

Marie José Burki (1961)

Un chien sur la route, au passage du promeneur, um cão na estrada, quando passa o caminhante, 2017 / Inv. 17IM87


Eventos Paralelos

Visita(s) guiada(s)

À Conversa com a Curadora e o Artista

16 set 2017
Fundação Calouste Gulbenkian / Centro de Arte Moderna – Espaço Projeto
Lisboa, Portugal
Visita(s) guiada(s)

À Conversa com a Curadora

18 out 2017
Fundação Calouste Gulbenkian / Centro de Arte Moderna – Espaço Projeto
Lisboa, Portugal

Publicações


Material Gráfico


Fotografias

Penelope Curtis (à dir.)
Leonor Nazaré (à esq.) e Penelope Curtis (ao centro)
João Caraça (à dir.)

Documentação


Periódicos


Páginas Web


Fontes Arquivísticas

Arquivo Digital Gulbenkian, Lisboa

Conjunto de documentos referentes à exposição. Contém materiais gráficos, caderno de exposição e pressbook. 2017

Arquivos Gulbenkian (Museu Calouste Gulbenkian), Lisboa / MCG 04689

Pasta com documentação referente à exposição. Contém troca de emails de produção. 2016 – 2016

Arquivos Gulbenkian (Museu Calouste Gulbenkian), Lisboa / MCG 04822

Pasta com documentação referente à programação das atividades da FCG para os anos de 2017 a 2019. Contém correspondência interna e externa. 2016 – 2017

Arquivo Digital Gulbenkian, Lisboa / ID: 21251

Coleção fotográfica, cor: inauguração (FCG, Lisboa) 2017

Arquivo Digital Gulbenkian, Lisboa / ID: 21935

Coleção fotográfica, cor: aspetos de sala (FCG, Lisboa) 2017


Exposições Relacionadas

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