Fonte de Sintra

N.º Inv.
ADP266
Data
1987
Materiais e técnicas
Tinta acrílica sobre madeira
Medidas
38,5 x 38,5 cm
Proveniência
Col. Pinto da Fonseca
Inscrições

«A. Dacosta 87»
[verso, quadrante superior direito]

A obra Fonte de Sintra, de 1987, pertenceu à Galeria 111, à Galeria Nasoni e à Galeria Nascimento, tendo sido adquirida em 1992 em leilão nesta última por Victor Pinto da Fonseca.

Esta é uma das mais marcantes séries do pintor da década de 1980, onde o diferimento espacial e temporal da memória, enquanto evocação poética, é uma questão central. A série também foi das primeiras a incorporar elementos ou sinais de teor mais figurativo, bem como uma maior assimilação da picturalidade, e menos da colagem, sendo decisiva na gestação da mitografia dessa década. A série desenvolveu-se enquanto evocação de um lugar de onde advém a memória e a saudade, sendo recorrente até aos finais da sua produção. A fonte, cujo jato de água se firmava como o verdadeiro signo identificador da série, através de um brasão simplificado num arabesco simétrico, convoca dimensões de purificação e origem. Para Dacosta, as Fontes de Sintra «são metáforas amorosas», e Sintra o «lugar onde melhor senti a magia do jato das águas… o amor em suma» (António Dacosta, declaração no filme António Dacosta – Pintor Europeu das Ilhas, 1984). Neste caso, podemos também notar o escurecimento da paleta, que ocorre nas obras de Dacosta a partir da segunda metade da década de 1980.


Exposições


Antologia Crítica


Obras Relacionadas

Definição de Cookies

Definição de Cookies

A Fundação Calouste Gulbenkian usa cookies para melhorar a sua experiência de navegação, a segurança e o desempenho do website. A Fundação pode também utilizar cookies para partilha de informação em redes sociais e para apresentar mensagens e anúncios publicitários, à medida dos seus interesses, tanto na nossa página como noutras.