Apresentação

Considerado o primeiro catálogo online produzido sobre um artista português, esta iniciativa pioneira na área marca de forma indelével os estudos e a investigação artística, bem como o trabalho inovador na área do digital. Ao divulgar a obra de António Dacosta (1914 – 1990), artista central na História de Arte Portuguesa e na Coleção do CAM, este projeto tem também o intuito, pela sua natureza inédita e original, impulsionar o desenvolvimento de outros projetos semelhantes que destaquem a arte e os artistas nacionais.

A primeira edição do Catálogo Raisonné de António Dacosta foi lançada em outubro de 2014, por ocasião do centenário do nascimento do pintor, ao mesmo tempo que inaugurava uma exposição retrospetiva da sua obra no Centro de Arte Moderna. A segunda edição e plataforma digital é lançada em julho de 2022, numa versão mais completa e enriquecida, tando a nível científico –  através do reforço dos trabalhos de investigação – como a nível técnico – através de um  novo website integrado, atraente e dinâmico., 

A ideia de criação e construção de um «Catálogo Raisonné» permite elencar todas as obras de um artista. No caso, a preparação do catálogo consistiu, precisamente, no levantamento das obras de António Dacosta, num total atual de 770 obras, que são acompanhadas de reproduções de alta qualidade e do estudo detalhado para cada uma delas, e incluiu uma análise historiográfica e a identificação de todas as coleções, exposições e referências bibliográficas associadas. Este catálogo disponibiliza ainda uma antologia crítica da obra de Dacosta, ensaios e depoimentos desenvolvidos por amigos próximos ou especialistas no entendimento do seu modo de ser e fazer.

Este trabalho de fundo, desenvolvido numa primeira fase ao longo de quatro anos, teve a coordenação científica de Fernando Rosa Dias, a coordenação executiva e editorial de Patrícia Rosas,  e a produção de Rita Lopes Ferreira e Matilde Corrêa Mendes, bem como uma uma equipa de fotografia constituída por Teresa Cartaxo e Paulo Costa.

A segunda edição, desenvolvida ao longo de três anos, teve a coordenação de Matilde Corrêa Mendes, mantendo a coordenação científica e institutional de Fernando Rosa Dias e Patrícia Rosas, respetivamente. Nesta fase colaboraram na área de investigação,  Joana Jeremias, Leonor Reis e Sofia Bento, e na área de revisão, Uiara Ala e Ana Lúcia Luz.

O catálogo apresentado compreende uma investigação completa até 2014, e está neste momento em fase de aualização, enriquecendo-se com novas descobertas de obras de arte ou de documentação, que podem acrescentar ou subtrair, ou ainda mudar sentidos e rever atribuições. O meio digital proporciona, por um lado, a vantagem de ir incorporando ulteriores pesquisas; por outro, possibilita diferentes tipos de buscas rápidas e organizadas segundo as opções de quem o consultar. E, ainda, como neste caso, o mérito de tornar disponível ao público o resultado de uma vasta pesquisa e investigação.

Ao possibilitar uma atualização constante do conhecimento do passado, à luz do olhar e do saber do presente, vamos ao encontro de Dacosta que nos falava de uma «imperiosa necessidade de presente» (Diário Popular, 2 Março 1943).

A Fundação Calouste Gulbenkian presta um agradecimento especial a Miriam Rewald Dacosta pela iniciativa proposta e pelo apoio dado ao longo destes anos de investigação.

Com o objetivo acrescido de manter o catálogo atualizado, agradecemos aos investigadores e colecionadores da obra de Dacosta, que entrem em contacto connosco para o email: [email protected].

 

Atualização em 28 junho 2022

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