Galeria
Integrado no movimento pré-rafaelita formado em Inglaterra em 1848, que promoveu o culto pelo misticismo medieval, Burne-Jones tornou-se um dos grandes nomes de uma tendência surgida na década de 1860 designada por Aestheticism. O princípio doutrinário da nova estética defendeu o conceito da «arte pela arte», independentemente de qualquer conteúdo moral.
O pintor recorre nesta pintura a um discurso narrativo mínimo, colocando as figuras poéticas e sonhadoras, em distribuição linear, à maneira de friso, de inspiração grega. Mais do que uma semelhança formal de estilo, Burne-Jones procura uma afinidade geral de ambiente renascentista. Clara sugestão do Quattrocento, de Botticelli em particular, a pintura, uma exaltação da beleza ideal, privilegia a harmonia decorativa do conjunto e cria, deliberadamente, uma evocação nostálgica do passado.
A composição deriva de uma ilustração destinada a The Hill of Venus, integrado no poema The Earthly Paradise (1868-1870), de William Morris, inspirado na lenda medieval de Tannhäuser.
Informação técnica
- Autor(es)
- Sir Edward Burne-Jones (1833 – 1898), Pintor
- Título
- O Espelho de Vénus
- Origem
- Inglaterra
- Data
- 1875
- Técnica
- Óleo sobre tela
- Materiais
- Tela; Óleo
- Dimensões
- Altura 120,00 cm; Largura 200,00 cm
- N.º de inventário
- 273
Incorporação
- Tipo
- Aquisição
- Local
- Londres
- Proveniência
- Frederick R. Leyland
- Intermediário
- Arthur Ruck
- Data
- 29 out 1924