O Tesouro dos Reis. Obras-Primas do Terra Sancta Museum

Esta exposição trouxe a Portugal uma seleção das doações feitas por monarcas europeus, incluindo do Reino de Portugal, ao longo de quinhentos anos, propondo não apenas uma viagem temporal e geográfica pela presença cristã em Jerusalém – cidade que, no universo católico, é considerada o centro do mundo –, mas também o usufruto de obras artísticas de grande riqueza e esplendor raramente mostradas na Europa.
This exhibition brought a selection of donations made by European monarchies, including the Kingdom of Portugal, over a five-hundred-year period to Portugal, offering visitors a journey through space and time to the heart of the Christian presence in Jerusalem – the city Catholics consider to be the centre of the world – as well as a chance to see artworks of great richness and splendour, rarely shown in Europe.

Inaugurada a 10 de novembro de 2023, e comissariada pelo historiador de arte francês Jacques-Charles Gaffiot e por André Afonso, conservador das coleções de ourivesaria e joalharia do Museu Calouste Gulbenkian, a exposição «O Tesouro dos Reis. Obras-primas do Terra Sancta Museum» apresentou uma seleção de 63 obras pertencentes à Custódia da Terra Santa, instituição católica franciscana com sede em Jerusalém, criada em 1217 para zelar pelos lugares considerados sagrados pelos cristãos no Médio Oriente. A exposição, que esteve patente até 26 de fevereiro de 2024 na Galeria Principal do Museu Calouste Gulbenkian, centrava-se nos objetos litúrgicos e artísticos doados a esta instituição por monarcas europeus, sobretudo durante os séculos XII a XVIII. Trata-se, frequentemente, de obras de grande valor artístico e patrimonial, boa parte das quais pôde ser vista pela primeira vez em Portugal. Estas obras foram acompanhadas por peças e documentos da Custódia da Terra Santa e de outras instituições, maioritariamente portuguesas, que ajudavam a contextualizar o trabalho da instituição franciscana e a relevância histórica e artística das suas coleções, dando ainda visibilidade à ligação entre Jerusalém e Calouste Sarkis Gulbenkian.

A exposição resultou de uma colaboração estreita entre a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) e a Custódia da Terra Santa, fruto de primeiros contactos em 2021, quando surgiu a ideia de expor algumas obras do seu Tesouro no Museu Calouste Gulbenkian. Algumas peças das coleções da Custódia da Terra Santa já tinham sido apresentadas em 2013 no Château de Versailles, na exposição «Trésor du saint-sépulcre. Présents des cours royales européennes à Jérusalem», também comissariada por Jacques-Charles Gaffiot. Esta exposição em Versailles demonstrou a relevância artística e histórica do Tesouro do Santo Sepulcro, e foi nesta altura que a Custódia da Terra Santa começou a trabalhar na criação do Terra Sancta Museum em Jerusalém. Em 2018, foi inaugurado o núcleo arqueológico no Convento da Flagelação, que complementava uma secção de multimédia já aberta em 2016. À data de redação deste texto, estão a decorrer as obras para a criação do núcleo artístico, no Convento de São Salvador, cujo centro serão as doações régias e outras, de que a exposição no Museu Calouste Gulbenkian e nos museus para onde transitou a seguir foram assumidamente um ensaio ou antevisão.

A proposta de realização da exposição no Museu Calouste Gulbenkian foi formalizada no início de 2022 (Carta de António Filipe Pimentel a frei Stéphane Milovitch, 18 fev. 2022, Arquivos Gulbenkian, [cota brevemente disponível]). Nesta altura, a exposição tinha o título provisório «Theatrum Mundi. Doações régias ao Santo Sepulcro (Jerusalém)», e na referida carta o diretor do Museu Calouste Gulbenkian salientava a possibilidade de fazer comparações estilísticas entre as obras vindas de Jerusalém e as existentes em acervos portugueses, além de aprofundar os estudos das obras em prata e têxtil, algumas pouco conhecidas do público. Como Jacques Charles-Gaffiot refere no catálogo, também as novas descobertas resultantes de uma década de investigação desde a exposição em Versailles justificavam «um novo olhar sobre a existência inesperada […] desse extraordinário património artístico religioso» (O Tesouro dos Reis, 2023, p. 27).

Em visitas técnicas da equipa do projeto, realizadas no mês seguinte, ficou claro que uma série das obras a expor – em boa parte por se tratar de um património vivo, que continua a desempenhar uma função litúrgica – precisava de intervenção em matéria de restauro e conservação, competências que o Terra Sancta Museum ainda não possuía. Deste modo, estabeleceu-se uma parceria mais aprofundada, envolvendo o restauro e a conservação de cerca de 40 peças, com apoio adicional ao nível da fotografia e do registo, justificado não só tendo em vista a realização da exposição, mas também como forma de apoiar o futuro Terra Sancta Museum (a menção obrigatória à Fundação Calouste Gulbenkian nas peças restauradas expostas no futuro museu estava definida no contrato de empréstimo). Em maio do mesmo ano, a exposição foi proposta ao Conselho de Administração da Fundação, seguindo-se, em junho, a assinatura do contrato entre a FCG e a Custódia da Terra Santa e, em julho, o pedido de empréstimo das obras. A relevância da exposição no âmbito da programação do Museu é visível, por exemplo, no investimento orçamental relativamente alto em comparação com exposições temporárias semelhantes realizadas anteriormente no Museu Calouste Gulbenkian. O principal fator que encareceu a exposição foram as despesas de transporte e seguro das obras vindas de Jerusalém, além dos custos de conservação e restauro, quer em Lisboa, quer em Jerusalém. O custo elevado do transporte impediu mesmo a inclusão de obras provenientes de diversas bibliotecas e museus europeus, como inicialmente previsto. No entanto, o valor histórico e patrimonial das obras a expor, algumas delas pouco conhecidas até entre especialistas, justificava o investimento, bem como o impacto esperado junto do público nacional e internacional e as consequentes receitas e possibilidades de mecenato. É também mencionada, em vários documentos e relatórios da exposição, a relevância estratégica de a exposição se associar à abertura do Terra Sancta Museum (Proposta de deliberação, 5 mai. 2022, Arquivos Gulbenkian, [cota brevemente disponível]; Collaboration Agreement, 27 jun. 2022, Arquivos Gulbenkian, [cota brevemente disponível]; Relatório final de exposição temporária, 30 abr. 2024, Arquivos Gulbenkian, [cota brevemente disponível]).

Em junho de 2023, as obras chegaram a Lisboa, sendo parte delas objeto de conservação e restauro no próprio Museu Calouste Gulbenkian e no Laboratório José Figueiredo, num processo que dourou aproximadamente cinco meses e envolveu uma equipa multidisciplinar de doze especialistas. Também foram restauradas as duas pinturas emprestadas pelo Museu Nacional de Machado de Castro (Coimbra). A conservadora-restauradora Mafalda Fernandes comentou o processo de restauro no artigo online «Preservar um Património Universal» (Museu Calouste Gulbenkian \ Preservar um património universal, 2023).Além deste contributo relevante por parte do Laboratório José Figueiredo, a exposição contou com o patrocínio da companhia de seguros Innovarisk e do Bankinter.

A exposição foi inaugurada a 10 de novembro de 2023, numa cerimónia comedida, atendendo ao conflito na região, reacendido a 7 de outubro daquele ano, na sequência do ataque do Hamas a posições israelitas à volta de Gaza, e ao subsequente bombardeamento e invasão de Gaza pelo exército israelita. Esta realidade não deixou de ser mencionada, sendo dada voz à esperança de que o património possa ser um lugar de encontro e diálogo entre povos e culturas. Pelo mesmo motivo, a segurança do evento foi reforçada, estando presentes representantes da Custódia da Terra Santa e outras figuras eclesiásticas, incluindo Ivo Scapolo, núncio apostólico da Santa Sé em Portugal (Rádio Renascenca \ Tesouros do Museu da Terra Santa…, 9 nov. 2023; Terra Sancta Museum \ Exhibition at the Gulbenkian Museum…, 18 nov. 2023).

Num total de 86 obras, destacavam-se os objetos de uso litúrgico em metais preciosos e têxteis. Além das 54 obras das coleções da Custódia da Terra Santa (pertencentes ao Terra Sancta Museum mas também à Biblioteca Geral e ao Arquivo Histórico da mesma instituição), eram expostas obras de arte, manuscritos, livros e outra documentação de instituições nacionais (Museu Machado de Castro, Museu Nacional de Arte Antiga, Diocese de Santarém e Palácio da Ajuda, o próprio Museu Gulbenkian e a sua Biblioteca de Arte, bem como a Biblioteca Nacional). Estava também exposto um precioso modelo em madeira, madrepérola e osso de camelo da Basílica do Santo Sepulcro, que integra a coleção do investigador palestiniano George M. Al-Ama. Estas obras complementavam as peças do Terra Sancta Museum, ajudando a compreender a centralidade de Jerusalém e do Santo Sepulcro – local onde, de acordo com a fé cristã, Cristo foi enterrado e ressuscitou – no imaginário cristão, as vivências relacionadas com as peregrinações e a presença franciscana em Jerusalém, e o sentido político das doações feitas à Custódia.

O Patriarcado Arménio de Jerusalém emprestou ainda um Livro de Evangelhos arménio do século xv, doado pelo próprio Calouste Sarkis Gulbenkian em 1948, que esteve no centro de um pequeno núcleo dedicado às relações entre a família Gulbenkian e Jerusalém. Um modelo em mármore da época constantiniana, representando a Edícula do Santo Sepulcro (século v), do Museu Narbo Via em Narbona, incluído na lista de obras a expor, não chegou a figurar na exposição por questões de natureza logística. Uma imagem deste modelo foi incluída no catálogo, com texto próprio e destaque gráfico (O Tesouro dos Reis, 2023, pp. 30-31).

Mariano Piçarra coordenou um cuidadoso desenho expositivo em sóbrios tons de castanho e creme, evocando os hábitos franciscanos, com projeto do estúdio de design Panorama. O espaço da Galeria de Exposições foi organizado em vários núcleos, remetendo de maneira evidente – como já acontecera na exposição de 2013 em Versailles – para a tradição da arquitetura religiosa cristã e, em particular, para a Basílica do Santo Sepulcro e a sua Rotunda. Na penumbra das salas, uma iluminação meticulosa fazia ressaltar o esplendor da paramentaria e dos metais preciosos. A clara encenação destas peças, muitas das quais vêm, de forma bastante direta, de um contexto de uso, proporciona novas camadas de leitura que importa não perder de vista no caminho destes objetos para o futuro Terra Sancta Museum.

O mesmo cuidado era visível na informação que acompanhava o visitante ao longo da exposição. Os textos de parede e legendas, em português e inglês, dos comissários da exposição, de Marina Almeida e, no pequeno núcleo final dedicado às relações entre Calouste Sarkis Gulbenkian e Jerusalém, de Vera Mariz, refletiam a investigação atenta e a preocupação em contextualizar as obras expostas.

A exposição organizava-se em quatro núcleos, seguindo de perto, nos primeiros três, a organização prevista para o futuro Terra Sancta Museum, tal como descrito pelo frei Rodrigo Machado Soares numa entrevista a Áurea Miguel para a Rádio Renascença (Rádio Renascença, 3 nov. 2023).

Um breve primeiro núcleo, «Jerusalém, “centro do mundo”», pretendia dar a ver, através de algumas obras de grande impacto visual, a importância histórica e simbólica de Jerusalém no universo cristão enquanto centro do mundo. Um segundo núcleo histórico mais extenso, intitulado «De Constantino, o Grande, a Solimão, o Magnífico», partia da identificação e fixação dos locais sagrados e da construção das primeiras basílicas no tempo do imperador Constantino (a do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e a da Natividade, em Belém) para rastrear a presença cristã, e particularmente da Ordem de São Francisco em Jerusalém, ao longo de vários domínios políticos, conflitos religiosos, mas também períodos de convivência pacífica, dando ainda atenção às peregrinações e à produção artística das comunidades cristãs locais. Este núcleo apoiava-se num conjunto diversificado de obras, desde pintura religiosa, objetos litúrgicos, moedas e sinetes, a livros impressos, manuscritos e mapas e representações da Basílica do Santo Sepulcro.

O núcleo principal, «Theatrum Mundi: Doações régias aos lugares santos», apresentava doações feitas por vários monarcas católicos europeus, dividindo-as por reino (reinos de Espanha, Portugal, França, o Sacro Império Romano-Germânico, Nápoles e Duas Sicílias). As peças expostas datavam do século xvi ao século xx (como uma encadernação de missal de 1934, oferecida por Duarte Nuno de Bragança, pretendente ao trono de Portugal), sendo a maioria dos séculos xvii e xviii.

Estas doações faziam parte de envios regulares de bens e objetos – numerário, azeite, cera, especiarias, entre outros – pelos vários reinos católicos ao longo desses séculos, minuciosamente anotados nos livros de registo (as Condotte, algumas das quais expostas neste núcleo, ver cat. 37 e 50), com o objetivo de sustentar a presença da Custódia da Terra Santa em Jerusalém, então sob domínio mameluco e, mais tarde, otomano. As obras expostas tinham, antes de mais, uma função devocional e litúrgica, sendo algumas delas ainda hoje usadas em contexto litúrgico, como, por exemplo, os paramentos e a lâmpada de ouro oferecidos por D. João V (cat. 51 a 54). A riqueza material e a esmerada execução de muitos dos objetos refletem também a vontade destes monarcas de projetar o seu poder e prestígio nestes locais sagrados, centrais no universo cristão, «teatro do mundo», como lembra o título deste núcleo.

A exposição fechava com um pequeno núcleo dedicado a «Calouste Sarkis Gulbenkian e Jerusalém», fruto da investigação sobre a vida de Calouste Gulbenkian, conduzida por Vera Mariz. Este núcleo, bem ilustrado com fotografias e uma cronologia, centrava-se no apoio filantrópico dado por Calouste Gulbenkian ao Patriarcado Arménio de Jerusalém. Gulbenkian financiou a construção de uma biblioteca que acabou por receber o seu nome e à qual fez, nas décadas seguintes, vários donativos. Entre as suas ofertas, destaca-se um Livro de Evangelhos arménio, do século xv, oferecido por Calouste Gulbenkian em 1948 e identificado na Biblioteca do Patriarcado Arménio de Jerusalém no âmbito da investigação para esta exposição. Este núcleo também reconstruía a viagem que Calouste Gulbenkian fez a Jerusalém em 1934, dois anos depois da inauguração da biblioteca, e a da sua esposa, Nervart, no mesmo ano.

A exposição foi acompanhada de um catálogo muito completo, coordenado por Carla Paulino, com design do estúdio Panorama, responsável também pelo design da exposição e dos materiais de divulgação. Foram impressos 500 exemplares em português e 500 em inglês, e o catálogo esgotou durante o período da exposição, tal como uma reimpressão da edição portuguesa. Contém ilustrações de todas as peças expostas, com textos bem documentados, assinados por dezasseis especialistas portugueses e estrangeiros. Inclui ainda uma apresentação das coleções da Custódia da Terra Santa por Jacques Charles-Gaffiot, uma análise histórica da presença franciscana em Jerusalém por Marie-Armelle Beaulieu, redatora de Terre Sainte Magazine (uma revista em francês publicada pela Custódia da Terra Santa), e um artigo da historiadora de arte portuguesa Teresa Leonor M. Vale sobre o tema das doações portuguesas, fruto de investigação desenvolvida no âmbito desta exposição, em que apresenta muitos dados inéditos. Os prefácios são assinados por Frei Francesco Patton, custódio da Terra Santa, Guilherme d’Oliveira Martins, administrador da Fundação Calouste Gulbenkian, e António Filipe Pimentel, diretor do Museu Calouste Gulbenkian. O catálogo inclui ainda um útil glossário de termos relacionados com objetos litúrgicos.

Na produção de conteúdos audiovisuais, destacam-se quatro vídeos, nos quais o comissário executivo André Afonso apresenta a exposição em geral e as doações dos reinos de Portugal, Espanha e Nápoles em particular. Foram também publicados artigos sobre o processo de restauro de cerca de 40 obras do Terra Sancta Museum, pela conservadora-restauradora Mafalda Fernandes, além de dois artigos sobre as relações entre Calouste Gulbenkian e Jerusalém, por Vera Mariz.

Na programação paralela, destacam-se as visitas temáticas «Entre o altar e a vitrine», com o comissário executivo André Afonso e Frei Rodrigo Machado Soares, cerimoniário da Custódia da Terra Santa, que abordaram o uso litúrgico das peças expostas, e «As pedrarias nas obras-primas do Terra Sancta Museum», com o especialista Rui Galopim de Carvalho. Regista-se também a realização da oficina intergeracional de bordado sobre fotografia «A avó veio trabalhar n’O Tesouro dos Reis». Um programa de conferências descrito na proposta inicial da exposição (Proposta de deliberação, 5 mai. 2022, Arquivos Gulbenkian, [cota brevemente disponível]) não chegou a ser realizado, e a ausência de uma programação paralela mais intensa é, de resto, apontada como um dos pontos fracos da exposição no relatório final da exposição (Relatório, 2024, Arquivos Gulbenkian, [cota brevemente disponível]).

Uma nota ainda para a instalação de seis estações tácteis ao longo da exposição, que permitiram uma abordagem acessível para pessoas com deficiência visual, e que serviu de estudo de caso para a conferência «Mediação e acessibilidade para público cego e com baixa visão», realizada no dia 26 de fevereiro de 2023.

A exposição foi amplamente divulgada na comunicação social, tanto na imprensa e na Internet como na televisão e na rádio. Na cobertura televisiva, destacam-se as reportagens com declarações do curador André Afonso e outros responsáveis na SIC («Todas as Artes», 17 nov. 2023), RTP1 (noticiários de 10 e 20 nov. 2023) e RTP3 («Ensaio», 14 nov. 2023). A exposição também foi referida na RTP2, RTP Madeira, RTP Internacional e no programa «Praça da Alegria». Na rádio, além da reportagem de Maria João Costa para a Rádio Renascença («Ensaio Geral», 10 nov. 2023) e de notícias na TSF, destaca-se uma extensa entrevista na Rádio Observador de João Paulo Sacadura a André Afonso, em que esteve em foco a exposição e o percurso pessoal do curador.

Na imprensa, a exposição foi objeto de artigos de André Filipe Antunes no Observador (9 nov. 2023), de Lucinda Canelas no Público (10 nov. 2023), de Maria João Bourbon na revista do jornal Expresso (22 nov. 2023) e de José Cabrita Saraiva no Sol (22 nov. 2023), e foi amplamente divulgada em jornais, revistas e plataformas online. De notar também as referências em meios de comunicação de caráter religioso, como, por exemplo, as videorreportagens publicadas pela plataforma de evangelização católica Canção Nova Portugal e pelo Christian Media Center (ambas ligadas à Custódia da Terra Santa). Na receção crítica, destaca-se a recensão de Maria Isabel Roque em A.Muse.Arte. Houve também alguma ressonância internacional da exposição (Le Petit Journal, Il Giornale dell’arte, Religion Unplugged), além de ampla atenção nos canais de comunicação da Custódia da Terra Santa (no website e newsletter da Custódia e do Terra Sancta, no website do Terra Sancta Museum e na publicação Terre Sainte.

Após o encerramento, a exposição viajou para Santiago de Compostela, onde foi apresentada no Museo Centro Gaiás («Obras Mestras do Terra Sancta Museum», 21 de março a 4 de agosto de 2024). Esta exposição, comissariada por Jacques Charles-Gaffiot, André Afonso e os comissários locais Esperanza Gigirey Liste (diretora do Museo das Peregrinacións) e Juan Manuel Buján (ministro provincial da Ordem dos Franciscanos em Santiago de Compostela), não incluía o núcleo relativo às relações entre Calouste Sarkis Gulbenkian e Jerusalém, mas, por outro lado, foi completada com obras de acervos locais (Museo de Terra Santa e Museo das Peregrinacións, ambos em Santiago de Compostela) (Tesouros Reais. Obras Mestras do Terra Sancta Museum, 2024).

Estão, no momento da redação deste texto, também previstas apresentações das obras do Terra Sancta Museum em Florença (na Capela Rucellai do Museo Marino Marini, junto ao Túmulo do Santo Sepulcro de Leon Battista Alberti, onde se juntará, entre outras obras, o altar da capela latina da Crucificação da Basílica do Santo Sepulcro, doado por Ferdinando de Médici em 1578 (Custodia \ News \ O altar do Calvário…, 2023) e em Nova Iorque (The Frick Collection).

Gerbert Verheij, 2024

Opened on 10 November 2023 and curated by French art historian Jacques-Charles Gaffiot and André Afonso, conservator of the Calouste Gulbenkian Museum gold and silverware and jewellery collections, the exhibition O Tesouro dos Reis. Obras-primas do Terra Sancta Museum (Treasures from Kings Masterpieces from the Terra Sancta Museum) presented a selection of 63 pieces belonging to the Custody of the Holy Land, a Franciscan Catholic institution based in Jerusalem, founded in 1217 to protect sites considered sacred by Christians in the Middle East. The exhibition, on display until 26 February 2024 in the Main Gallery of the Calouste Gulbenkian Museum, focused on liturgical and artistic objects donated to this institution by European monarchs, in particular during the 12th to 18th centuries. Among them were many artefacts of great artistic and cultural value, many of which had never been shown before in Portugal. These works were accompanied by artefacts and documents from the Custody of the Holy Land and other, mainly Portuguese, institutions, which helped contextualise the work of the Franciscan institution and the historic and artistic significance of its collections, while revealing Calouste Sarkis Gulbenkian’s links to Jerusalem.

The exhibition was the outcome of close collaboration between the Calouste Gulbenkian Foundation (FCG) and the Custody of the Holy Land, the fruit of initial contact in 2021, when the idea to exhibit some of their Treasures at the Calouste Gulbenkian Museum first arose. Some pieces from the Custody of the Holy Land collection had already been presented at the Château of Versailles, in the exhibition Trésor du saint-sépulcre. Présents des cours royales européennes à Jérusalem (Treasures of the Holy Sepulchre. Gifts from European Royal Courts to Jerusalem), also curated by Jacques-Charles Gaffiot. This Versailles exhibition demonstrated the artistic and historical significance of the Treasures of the Holy Sepulchre, and it was around this time that the Custody of the Holy Land began work on creating the Terra Sancta Museum in Jerusalem. In 2018, a museum housing the archaeological opened at the Convent of the Flagellation, complementing a multimedia space that opened in 2016. At the time of writing, work is underway to create an art centre at the Convent of the Holy Saviour, focused on royal and other gifts, and the exhibitions at the Calouste Gulbenkian Museum and the other museums to which this exhibition toured openly served as a trial run or preview.

Plans to hold the exhibition at the Calouste Gulbenkian Museum were formalised in 2022 (Letter from António Filipe Pimentel to Friar Stéphane Milovitch, 18 Feb 2022, Gulbenkian Archives, [citation coming soon]). At the time, the exhibition had the provisional title Theatrum Mundi. Doações régias ao Santo Sepulcro (Jerusalém) (Theatrum Mundi. Royal Gifts to the Holy Sepulchre (Jerusalem), and in the aforementioned letter, the director of the Calouste Gulbenkian Museum highlighted the possibility of making stylistic comparisons between pieces brought from Jerusalem and those found in existing Portuguese archives, as well as carrying out further research on the silver and textile works, some of which were relatively unknown to the public. As Jacques Charles-Gaffiot states in the catalogue, the new discoveries resulting from the decade of research since the Versailles exhibition justified, “a fresh look at the unexpected existence […] of this extraordinary religious and artistic heritage” (O Tesouro dos Reis, 2023, p. 27).

During technical visits by the project team the following month, it became evident that several of the pieces to be displayed required restoration and conservation work – mainly due to the fact they were living heritage, still used for liturgical purposes. As the Terra Sancta Museum did not yet possess these skills, the partnership became closer still, encompassing the restoration and conservation of almost 40 pieces and additional support with photography and archiving, required in the context of the exhibition’s production, but also as a means of supporting the future Terra Sancta Museum (a requirement to name the Calouste Gulbenkian Foundation next to the restored pieces displayed in the future museum was established in the loan agreement). In May of the same year, the proposal for the exhibition was presented to the Foundation’s Board of Directors. The contract between the FCG and the Custody of the Holy Land was then signed in June and the request to loan works was submitted in July. The significance of the exhibition within the Museum’s agenda is evident, for example in the allocated budget in comparison to similar temporary exhibitions held at the Calouste Gulbenkian Museum in the past. The main reason the exhibition was so expensive was the cost of insuring pieces travelling from Jerusalem, in addition to restoration and conservation costs, both in Lisbon and in Jerusalem. The high transportation costs even prevented the inclusion of works from various European libraries and museums, as originally planned. However, the investment was justified by the historical and cultural value of the works displayed, some of which were relatively unknown, even among experts, as well as their appeal to Portuguese and international audiences and the resulting income and merchandising opportunities. Several exhibition documents and reports also mention the strategic importance of the exhibition aligning itself with the opening of the Terra Sancta Museum (Proposal for Decision, 5 May 2022, Gulbenkian Archives, [citation coming soon]; Collaboration Agreement, 27 Jun 2022, Gulbenkian Archives, [citation coming soon]; Final report on a temporary exhibition, 30 Apr 2024, Gulbenkian Archives, [citation coming soon]).

The works reached Lisbon in June 2023, some of them requiring conservation and restoration at the Calouste Gulbenkian Museum and Laboratório José Figueiredo, a process that took approximately five months and involved a multidisciplinary team of twelve experts. The two paintings loaned from the Museu Nacional de Machado de Castro (Coimbra) were also restored. Conservator and restorer Mafalda Fernandes outlined the restoration process in the online article “Preservar um Património Universal” (Calouste Gulbenkian Museum\ Preservar um património universal, 2023). In addition to this significant contribution by the Laboratório José Figueiredo, the exhibition was sponsored by insurance company Innovarisk and Bankinter.

The exhibition opened on 10 November 2023, in a pared-down ceremony, due to the conflict in the region, which flared up on 7 October that year in the aftermath of the Hamas attack on Israeli positions near Gaza, and the subsequent bombing and invasion of Gaza by the Israeli military. This situation did not go without comment, and the desire for heritage to provide common ground and space for dialogue between cultures was expressed. In light of this situation, event security was enhanced, as representatives of the Custody of the Holy Land and other ecclesiastical figures, including Ivo Scapolo, Nuncio of the Holy See in Portugal were present (Rádio Renascenca \ Tesouros do Museu da Terra Santa…, 9 Nov 2023; Terra Sancta Museum \ Exhibition at the Gulbenkian Museum…, 18 Nov. 2023).

The 86 works on display included textiles and pieces made from precious metals, still used for ceremonial purposes. In addition to 54 pieces from the collections of the Custody of the Holy Lands (belonging to the Terra Sancta Museum as well as this institution’s Main Library and Historical Archive,) the exhibition included artworks, manuscripts, books and other documentation belonging to Portuguese institutions (Museu Machado de Castro, Museu Nacional de Arte Antiga, Santarém Diocese and Palácio da Ajuda, the Gulbenkian Museum itself and its Art Library, as well as the Portuguese National Library). A precious wood, mother of pearl and camel bone model of the Basilica of the Holy Sepulchre, belonging to the collection of Palestinian researcher George M. Al-Ama was also exhibited. These works complemented the pieces from the Terra Sancta Museum, helping contextualize the significance of Jerusalem and the Holy Sepulchre – the site where, according to Christian doctrine, Christ was buried and resurrected – in the Christian worldview and as a site of pilgrimage, the Franciscan presence in Jerusalem, and the political significance of the donations made to the Custody.

The Armenian Patriarchate of Jerusalem also loaned a 15th century Armenian Book of Gospels, donated by Calouste Sarkis Gulbenkian himself in 1948, which was at the centre of a small area devoted to the links between the Gulbenkian family and Jerusalem. A marble model from the Constantinian era, depicting the Edicule of the Holy Sepulchre (5th century), from Museu Narbo Via in Narbona, included in the list of the works to be displayed, was ultimately not included due to logistical issues. An image of this model appeared in the catalogue, alongside a text and prominent graphics (O Tesouro dos Reis, 2023, pp. 30-31).

Mariano Piçarra coordinated the carefully considered exhibition design, in muted chestnut and cream tones, evoking Franciscan habits, based on plans by design studio Panorama. The Exhibition Gallery space was organised into various areas, and – like the 2013 exhibition in Versailles before it – visually referenced Christian religious architecture, and in particular the Basilica of the Holy Sepulchre and its Rotunda. In the semi-darkness of the rooms, clever lighting allowed the vestments and precious metals to shine. The staging of these pieces, many of which came directly from contexts of use, offered new layers of meaning, which must not be lost when these objects are transferred to the future Terra Sancta Museum.

The same care was taken with the information guiding visitors through the exhibition. The wall texts and captions, in Portuguese and English, written by curators Marina Almeida and, in the small final area devoted to Calouste Sarkis Gulbenkian’s links to Jerusalem, by Vera Mariz, reflected the painstaking research carried out and a desire to contextualise the works on display.

The exhibition was arranged into four areas, the first three closely mirroring the planned structure of the future Terra Sancta Museum, as described by Friar Rodrigo Machado Soares in an interview with Áurea Miguel for Rádio Renascença (Rádio Renascença, 3 Nov 2023).

The brief opening area, “Jerusalem: centre of the world,” used pieces with major visual impact to introduce the historical and symbolic significance of Jerusalem as the centre of the world according to Christianity. A second, larger, historical area, entitled “From Constantine the Great to Suleiman the Magnificent” traced the Christian, and in particular Franciscan, presence in the Holy Land, beginning with the identification and designation of the holy sites and the construction of the first basilicas in the times of Emperor Constantine (the Basilica of the Holy Sepulchre in Jerusalem, and the Basilica of the Nativity in Bethlehem). It spanned many political upheavals and religious conflicts, as well as periods of peaceful coexistence, also looking at pilgrimages and art produced by the local Christian communities. This area was based on a diverse selection of pieces, ranging from religious paintings to liturgical artefacts, coins and signets, printed books, manuscripts and maps and depictions of the Basilica of the Holy Sepulchre.

The largest area, “Theatrum Mundi: Royal donations to the Holy Places,” presented donations made by various European Catholic monarchs, organised by kingdom, (Spain, Portugal, France, the Holy Roman Empire, the kingdom of Naples and the kingdom of Two Sicilies). The pieces on display dated from the 16th to the 20th centuries (including a bound missal from 1934, gifted by Duarte Nuno de Bragança, a pretender to the Portuguese throne), the majority being from the 17th and 18th centuries.

These donations were among regular shipments of goods and artefacts – including cash, oil, wax and spices – sent by various Catholic kingdoms over the course of these centuries, meticulously logged in registers known as Condotte, some of which are on display in this area (see cat. 37 and 50), in an effort to maintain the presence of the Custody of the Holy Land in Jerusalem, under Mumluk and later Ottoman rule. First and foremost, the pieces on display served a devotional and liturgical purpose. Some of them, such as the gold lamps donated by King John V of Portugal (cat. 51 to 54) are still in ceremonial use to this day. The lavish materials and skilled execution of many of the objects also reflect the desire of these monarchs to project their power and prestige in these sacred spaces, at the centre of the Christian universe, which was, as the title of this area reminds us, the “theatre of the world”.

The exhibition closed with a small area dedicated to “Calouste Sarkis Gulbenkian and Jerusalem,” the outcome of research into the life of Calouste Gulbenkian, carried out by Vera Mariz. This area, well-illustrated with photographs and a timeline, focused on the philanthropic support Calouste Gulbenkian provided to the Armenian Patriarchate of Jerusalem. Gulbenkian funded the construction of a library that took his name, to which he made several donations in the subsequent years. One of the standout gifts is the 15th century Armenian Book of Gospels donated by Calouste Gulbenkian in 1948 and found in the Library of the Armenia Patriarchate of Jerusalem when researching for this exhibition. This area also retraced Calouste Gulbenkian’s trip to Jerusalem in 1934, two years after the opening of the library, and that of his wife Neverte, the same year.

The exhibition was accompanied by a very comprehensive catalogue, coordinated by Carla Paulino, with design from Panorama, the studio also responsible for designing the exhibition and promotional materials. 500 copies were published in Portuguese and 500 in English and the catalogue sold out during the exhibition’s run, as did a Portuguese reissue. It contains illustrations of all of the pieces on display, with informative texts by sixteen Portuguese and foreign experts. It also contains an introduction to the collections of the Custody of the Holy Land by Jacques Charles-Gaffiot, a historical analysis of the Franciscan presence in Jerusalem by Marie-Armelle Beaulieu, editor of Terre Sainte Magazine (a French language magazine published by the Custody of the Holy Land), and an article by Portuguese art historian Teresa Leonor M. Vale on the subject of Portuguese donations, based on research carried out for the exhibition, in which she presents significant new findings. The prefaces are by Friar Francesco Patton, Custodian of the Holy Land, Calouste Gulbenkian Foundation Executive Director Guilherme d’Oliveira Martins, and António Filipe Pimentel, director of the Calouste Gulbenkian Museum. The catalogue also includes a useful glossary of terminology related to liturgical artefacts.

The highlight of the audiovisual content produced is a series of four videos, in which the executive curator André Afonso provides an overview of the exhibition, with a particular focus on donations from the kingdoms of Portugal, Spain and Naples. Articles on the process of restoring almost 40 works from the Terra Sancta Museum, by conservator-restorer Mafalda Fernandes, were also published, in addition to two articles by Vera Mariz on the links between Calouste Gulbenkian and Jerusalem.

The parallel programming included a tour entitled, “Entre o altar e a vitrine,” led by executive curator André Afonso and Friar Rodrigo Machado Soares, Master of Ceremonies of the Custody of the Holy Land, who discussed the liturgical use of the pieces on display, and “As pedrarias nas obras-primas do Terra Sancta Museum,” led by expert Rui Galopim de Carvalho. The intergenerational photographic embroidery workshop, “A avó veio trabalhar no Tesouro dos Reis,” also took place. A series of lectures described in the initial proposal for the exhibition (Proposal for Decision, 5 May, Gulbenkian Archives, [citation coming soon]) did not come to fruition, and the relative lack of parallel events was identified as one of the exhibition’s weaknesses in the final report, (Report, 2024, Gulbenkian Archives [citation coming soon]).

We must also mention the installation of six tactile displays throughout the exhibition, improving accessibility for people with visual impairments. These were used as a case study in the conference, “Mediação e acessibilidade para público cego e com baixa visão,” held on February 2023.

The exhibition received significant media coverage, both in the written press, online, and on television and radio. The television coverage included reports featuring contributions by the curator André Afonso and other SIC leaders (Todas as Artes,” 17 Nov 2023), on RTP1 (news bulletins on 10 and 20 Nov 2023) and on RTP3 (“Ensaio,” 14 Nov 2023). The exhibition was also mentioned on RTP2, RTP Madeira, RTP Internacional and the programme “Praça da Alegria”. In terms of radio coverage, in addition to the report by Maria João Costa for Rádio Renascença (“Ensaio Geral,” 10 Nov 2023) and the news item on TSF, an in-depth João Paulo Sacadura interview with André Afonso was broadcast on Rádio Observador, focusing on the exhibition and the curator’s personal journey.

In the written press, the exhibition was the subject of articles by André Filipe Antunes for Observador (9 Nov 2023), Lucinda Canelas for Público (10 Nov 2023), Maria João Bourbon in the supplement to newspaper Expresso (22 Nov 2023) and José Cabrita Saraiva in Sol (22 Nov 2023), and received extensive coverage on online newspapers and platforms. We cannot neglect to mention the attention the exhibition received in religious media, which included video reports published by the Catholic platform Canção Nova Portugal and the Christian Media Center (both of which have links to the Custody of the Holy Land). Of the critical coverage, highlights include a review by Maria Isabel Roque for A.Muse.Arte. The exhibition also garnered international attention (Le Petit Journal, Il Giornale dell’arte, Religion Unplugged), as well as extensive coverage through the Custody of the Holy Land’s own media channels (Custody of the Holy Land website and newsletter, Terra Sancta Museum website and in the publication Terre Sainte.

After its closure, the exhibition travelled to Santiago de Compostela, where it was presented at Museo Centro Gaiás under the title “Obras Mestras do Terra Sancta Museum”, from 21 March to 4 August 2024. This exhibition, curated by Jacques Charles-Gaffiot, André Afonso and local curators Esperanza Gigirey Liste (director of Museo das Peregrinacións) and Juan Manuel Buján (provincial minister of the Franciscan Order in Santiago de Compostela), did not include the area about the links between Calouste Sarkis Gulbenkian and Jerusalem, but was instead complemented by materials from local archives (Museo de Terra Santa and Museo das Peregrinacións, both in Santiago de Compostela) (Tesouros Reais. Obras Mestras do Terra Sancta Museum, 2024).

At the time of writing, displays of works from the Terra Sancta Museum are also planned in Florence (in the Rucellai Chapel of the Museo Marino Marini, close to the Tomb of the Holy Sepulchre, designed by Leon Battista Alberti. The works presented are set to include the altar of the Latin chapel of the Crucifixion from the Basilica of the Holy Sepulchre, donated by Ferdinando de’ Medici in 1578 (Custody \ News \ O altar do Calvário…, 2023). A further exhibition is scheduled to take place at the Frick Collection in New York.

 


Ficha Técnica


Artistas / Participantes


Coleção Gulbenkian

Livro de Horas

Mestre de Bedford

Livro de Horas, c.1410-1415 / Inv. LA141


Eventos Paralelos


Publicações


Material Gráfico


Fotografias


Multimédia


Documentação


Periódicos

Sol

Lisboa, 17 nov 2023

Sol

Lisboa, 22 nov 2023


Páginas Web


Fontes Arquivísticas

Arquivo Digital Gulbenkian, Lisboa

Conjunto de documentos relativos à exposição. Contém pressbook, memórias descritivas, material fotográfico e audiovisual, materiais gráficos, entre outros. 2021 – 2024

Arquivo Digital Gulbenkian, Lisboa / ID: 493335

Coleção fotográfica, cor: aspetos (FCG, Lisboa)


Exposições Relacionadas

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