O que pensam os jovens

#GeraçõesComVoz teve como objetivos identificar as opiniões dominantes nas gerações mais jovens sobre temas relacionados com a Justiça Intergeracional.
Pretendeu também promover o diálogo Intergeracional através do incentivo à partilha de conhecimento entre gerações, permitindo a reflexão sobre o modo como cada geração utiliza os recursos disponíveis e qual o seu impacto na qualidade de vida dos seus sucessores.

O que pensam os jovens sobre a justiça Intergeracional

Este estudo recorreu a entrevistas individuais e a grupos focais com cerca de 100 jovens das 5 regiões de Portugal Continental nascidos em 2002 e 2004, intercalados por momentos em que estes jovens entrevistaram pais, tios, avós, professores ou outras pessoas de gerações mais velhas da sua comunidade, de forma a comparar a sua posição antes e depois deste diálogo intergeracional.

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Jovens
Geração dos pais
Geração dos avós
Futuros descendentes
Preocupação
Conhecimento
Ação

Os jovens acreditam que a sua geração tem um grau de preocupação, conhecimento e ação muito superior à geração dos seus pais e avós, em particular no tema do ambiente.

Apesar disto, admitem que o seu conhecimento e a sua capacidade de ação estão abaixo do seu nível de preocupação demonstrado. Os jovens acreditam também que os seus descendentes terão um maior conhecimento e capacidade de ação.

O diálogo intergeracional é um processo importante na desconstrução de crenças e mitos entre gerações.

Antes do diálogo com pais, avós e outras pessoas de referência, os jovens atribuíram inúmeras vezes “a culpa” dos problemas atuais às gerações passadas, principalmente nas questões relacionadas com o ambiente; após o diálogo, os jovens contextualizaram de outro modo estas questões, tendo em conta falta de recursos de outras épocas, e compreenderam que ainda assim eram adotadas atitudes sustentáveis, como o uso do saco de pano para comprar o pão, as garrafas de vidro para comprar leite, a reutilização de roupas e arranjos das mesmas pelos membros da família, assim como a menor utilização de veículos próprios.

Principais áreas de preocupação dos jovens portugueses

A escola é o cenário central e motor na implementação de grande parte das estratégias que os jovens referem.

Os jovens pretendem da escola mais sensibilização e capacitação para o desenvolvimento de competências em áreas como a participação política juvenil, gestão financeira, entre outras.

Consideram que o desenvolvimento de programas, plataformas ou inquéritos (com suporte digital), que permitam investigar e promover a Justiça Intergeracional e a participação juvenil na definição das políticas públicas, poderá também facilitar o diálogo Intergeracional – a nível familiar, escolar e comunitário.

Estudo de Margarida Gaspar de Matos e Cátia Branquinho (FMH-UL – Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa).

“O que pensam os jovens?
E os mais velhos?”

Sessão inserida na conferência “O estado do futuro: um compromisso entre gerações”, com Margarida Gaspar de Matos (Instituto de Saúde Ambiental da FMUL), Cátia Branquinho (Faculdade de Motricidade Humana – UL) e os participantes dos focus groups, Mariana Ferreira, Fátima Lopes, Tomás Ferreira e Francisco Ferreira.

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