• Ásia Central, Samarcanda, período timúrida, 1417-1449 
  • Jade branco (nefrite) 
  • Inv. 328
  • Arte do Oriente Islâmico

Jarro

Considerada uma das mais célebres peças em jade do período timúrida (1378-1506) e do mecenato de Ulugh Beg, protetor das artes e das ciências, este jarro terá sido esculpido em Samarcanda. O dragão, presente na asa, irá ser um motivo recorrente na arte timúrida e denota influência chinesa. A inscrição em relevo, no gargalo, refere o nome e títulos de Ulugh Beg, filho do xá Rukh e neto de Timur, governador do Turquestão, Transoxiana e de Samarcanda, capital da província da Ásia Central, desde 1409, e príncipe reinante depois da morte de seu pai, entre 1447 e 1449.

Por volta de 1613, esta peça entrou na posse do imperador mogol Jahangir, cujo nome e títulos foram gravados no rebordo, pertencendo posteriormente a seu filho Xá Jahan, cujo nome e títulos se podem ler por baixo da asa. O jade, considerado uma pedra nobre com poderes mágicos tanto no Médio como no Extremo-Oriente, era originário das montanhas de Kunlun, a oriente de Samarcanda, hoje província chinesa de Xianjiang.

Adquirida por Calouste Gulbenkian por intermédio de Duveen, Christie's, Londres, 19 de julho de 1927 (lote 143).

A. 14,5 cm; Ø 16 cm 

Goffen 1995

Rona Goffen (ed.), Museums Discovered. The Calouste Gulbenkian Museum. Fort Lauderdale, Florida: Woodbine Books, 1995, pp. 166-167.

Grube 1997

Ernst J. Grube, «The World is a Garden», in Jill Tilden (ed.), First Under Heaven. The Art of Asia. Londres: Laurence King, 1997, pp. 8-25 (pp. 16-18, fig. 13).

Nova Iorque 1999

Katharine Baetjer e James David Draper (eds.), «Only the Best». Masterpieces of the Calouste Gulbenkian Museum, Lisbon, catálogo de exposição. Nova Iorque: The Metropolitan Museum of Art, 1999, pp. 20-21, cat. 3.

Lisboa 2001

Museu Calouste Gulbenkian. Lisboa: Museu Calouste Gulbenkian, 2001, pp. 38-39, cat. 22.