• França, 1883
  • Óleo sobre tela
  • Inv. 2343
  • Assinado e datado em cima, à direita: Fantin 83
  • Pintura

Jarro com Rosas

Henri Fantin-Latour

A partir de meados da década de 1870, Henri Fantin-Latour foi-se progressivamente afastando da execução de naturezas mortas de estrutura complexa à maneira holandesa, dedicando-se cada vez mais à representação de flores representadas sem o auxílio de grandes artifícios ornamentais. Esta obra afirma-se como um excelente exemplo desse período, podendo-se observar apenas algumas rosas colocadas dentro de uma pequena jarra.

As flores aparentam a mesma leveza de consistência e a mesma frescura que se podem encontrar em outras obras do autor da mesma época, como Natureza Morta (Musée des Beaux-Arts, Lyon), de 1889. Esse aspeto da arte de Fantin-Latour, uma pesquisa persistente em torno da variação das rosas enquanto elemento preferencial de representação num determinado momento, tem aliás vasta correspondência na literatura da época, cujas referências à flor-símbolo como «emblema do bem» acompanha o ideário da segunda metade do século XIX. 

Coleção E. Laffon. Adquirido por Calouste Gulbenkian por intermédio de André Weil, Paris, 11 de março de 1939.

A. 54 cm; L. 41 cm

Bolonha 2001

The Nature of Still Life, catálogo de exposição. Bolonha: Galleria d’Arte Moderna, 2001, pp. 28, 52, 246, n.º 2.

Sampaio 2009

Luísa Sampaio, Pintura no Museu Calouste Gulbenkian. Lisboa/Milão: Museu Calouste Gulbenkian/Skira, 2009, pp. 213-214, cat. 95.