Narrativas do Eu, entre o Público e o Privado

IHA/NOVA SEED-Project: «Narrativas do Eu em Livros de Artistas Mulheres»

A partir da Coleção de Livros de Artista e edição independente da Biblioteca de Arte, esta exposição apresentou os resultados da investigação desenvolvida no projeto SEED-Project do IHA/NOVA. Estabelecendo uma ponte entre a História da Arte Contemporânea e os Estudos de Género, refletiu sobre o contributo das práticas artísticas feministas para a emancipação das subjetividades femininas, com particular enfoque em discursos autorretratísticos e autobiográficos.

Entre 11 de outubro de 2024 e 31 de março de 2025, esteve patente no Átrio da Biblioteca de Arte do edifício da Fundação Calouste Gulbenkian a exposição «Narrativas do Eu, entre o público e o privado. Livros de artistas mulheres na Coleção da Biblioteca de Arte».

A exposição teve curadoria conjunta do centro de investigação IHA/NOVA, da Fundação Calouste Gulbenkian / Biblioteca de Arte e Arquivos e da Escola Superior de Artes e Design das Caldas / Laboratório de Investigação em Design e Artes.

Tendo a Coleção de Livros de Artista e edição independente da FCG como ponto de partida, o projeto delineou-se no decurso da investigação «Narrativas do Eu em Livros de Artistas Mulheres», desenvolvida entre setembro de 2023 e fevereiro de 2024 no âmbito do programa IHA/NOVA SEED-Project do Instituto de História da Arte da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Integrada nos campos dos estudos de género e dos estudos sobre as mulheres, a investigação preconizou, em traços largos, o equacionamento da sub-representação das mulheres no panorama artístico global à luz da perspetiva de género na história da arte. Mais concretamente, o quadro conceptual e analítico do projeto expositivo partiu da interrogação de como as mulheres criadoras se têm situado e feito propostas no território dos livros e edições de artistas e de como tais propostas concretizaram contraposições e discrepâncias face a discursos normativos do sistema artístico de valorização e reconhecimento.

Sendo uma montra privilegiada das dinâmicas mais amplas da história dos livros e das edições independentes de artista, que tem colecionado, preservado, valorizado e divulgado através da Coleção, a Biblioteca de Arte apresentou-se como o terreno privilegiado para mapear e analisar as práticas artísticas das mulheres neste domínio da criação contemporânea. Uma montra privilegiada ainda para distinguir, em especial, como nas obras-livros e nas obras-edições as artistas combinaram interesses plásticos e estéticos com configurações de autobiografia e autorretrato que terão sido desestabilizadoras do tradicionalismo desigual e discriminatório vinculado à condição social e à identidade «feminina» artística, traduzindo estratégias e ferramentas no processo da sua emancipação e afirmação pública na arte.

Fazendo dissolver as fronteiras entre obra, exposição e publicação, e fazendo deslocar a curadoria para fora do espaço físico tradicional, o momento que inaugurou a apresentação do livro como obra de arte e dispositivo expositivo ocorreu quando Seth Siegelaub concebeu o projeto «Xerox Book» em 1968. Convidou, então, Carl Andre, Robert Barry, Douglas Huebler, Joseph Kosuth, Sol LeWitt, Robert Morris e Lawrence Weiner a criar para a galeria páginas reproduzidas em fotocópia na forma de um livro.

«O que são os livros de artista?»: naquele que é tido como um dos títulos fundacionais, Artists Books: A Critical Survey of the Literature (1998, Granary Books), Stefan Klima inicia a reflexão sobre a natureza inovadora e experimental e as dimensões estéticas e políticas inerentes aos livros de artista, mencionando que a pergunta se mantém desde que o termo surgiu pela primeira vez como título de uma exposição em 1973, dando azo a intensas discussões no campo da arte e da edição.

Um dos poucos princípios exatos, comuns e constantes a abarcar a multidimensionalidade das expressões que o livro de artista tem tomado e permite é, precisamente, a condição de resistência a classificações finais e definições fixas. São fluidos e híbridos os contornos em que o livro de artista se concretiza. Assistem-lhe inúmeras modalidades criativas, regimes que juntam o objeto único e a reprodução em série, lógicas que sublinham sobretudo o processo e o gesto ou mais a materialidade, linguagens ancoradas nas artes visuais, na escrita, no design, na edição. Derivada da intermedialidade engendrada através de formas e meios plurais de realização e significação, a matriz da condição híbrida e da resistência classificatória inerente ao livro de artista envolve ainda a receção da obra, que implica tanto as figuras do observador como do leitor, a contemplação visual como a leitura e a experiência tátil do manuseamento.

 

Falando dos livros de artista como um todo visual e conceptual idêntico à pintura ou à escultura, chamando-os «exposições portáteis», Lucy Lippard [«The Artist's Book Goes Public». In Joan Lyons (ed.), Artists’ Books: A Critical Anthology and Sourcebook, Rochester, N.Y.: Visual Studies Workshop, 1985, 45-48] assinalou alguns dos seus matizes: objetos transportáveis e acessíveis, formatos despretensiosos e produções económicas, veículos claros e alcançáveis de comunicação. Semelhantes às dinâmicas vanguardistas da mail art, os livros de artista surgem como práticas densamente experimentais de criação vivencial, íntima, flexível e célere, e de partilha relacional e de amizade – os artistas que oferecem livros uns aos outros, tal como escreveram uns aos outros. Contrariaram e criticaram convenções clássicas da arte firmadas em torno de noções de «obra-prima», artista «géniο», arte elitista, exibição institucional, mercadoria da obra, produção e distribuição, autoria e receção.

Prática experimental nas trilhas de questionamento e reestruturação do modernismo artístico e que, em simultâneo, se configurou como alavanca desse mesmo questionamento da arte moderna, o livro de artista impeliu, à sua medida, o surgimento de novos parâmetros de pensar e fazer a arte, disseminando-se em múltiplos modos de operatividade e em diversos regimes visuais, materiais, linguísticos e editoriais. Nessa condição, assim como na capacidade de sustentar inúmeras expressividades e significações, enquadra-se como paradigma preeminente das lógicas de criação expandida e intermedia da arte contemporânea.

Torna-se tangível a partir deste ângulo o interesse alargado que os livros de artista suscitaram entre as mulheres artistas, a concentrarem uma diversidade de propostas dotadas de singularidades específicas. Existe uma clara proximidade entre a condição dos livros de artista e aquilo que foram, quer as práticas de criação das mulheres artistas ao longo de um extenso período, quer as linguagens feministas da arte desenvolvidas nas décadas de 1960 e 1970, e os projetos de muitas criadoras contemporâneas. Nessa proximidade são identificadas analogias inequívocas quanto a modos de pensar e de fazer, estratégias de produção paralelas e divergentes, e dinâmicas de visibilidade.

Várias criadoras investiram em materiais da trivialidade quotidiana e em escalas mais reduzidas; propuseram narrativas associadas ao doméstico, ao íntimo, ao autobiográfico, ao relacional e ao efémero; estiveram historicamente nas margens alternativas do mundo dominante da arte; contestaram espaços museológicos e galerísticos de circulação, exibição e visibilidade, organizando outros; assumiram projetos em que a autoria e a receção da arte se reformularam e reconfiguraram. Todas estas dinâmicas e expressões de subjetividade, intimidade, contestação, inovação e autonomia convergem, por inteiro, nos livros de artista que, além de romperem fronteiras convencionadas de criação depois de terem assumido nos seus começos a antiarte e a antiliteratura, são ainda «transmissores de resistência», como diz Jo Milne (Artists’ Books as Resistant Transmitters. Arts, 2019, 8(4), 129).

Compreendendo obras da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, do IHA/NOVA e da Escola Superior de Artes e Design das Caldas / Laboratório de Investigação em Design e Artes, a exposição «Narrativas do Eu, entre o público e o privado. Livros de artistas mulheres na Coleção da Biblioteca de Arte» explicitou narrativas visuais, estéticas, plásticas e temáticas implicitamente coincidentes com o propósito da noção de (her)story. Neologismo cunhado pela ensaísta e ativista feminista Robin Morgan através do trocadilho que converte o pronome his («dele») contido na palavra history em her («dela»), a noção «história dela» presta-se a desvelar, numa crítica de género, a não neutralidade e não universalidade dos processos de valorização e reconhecimento das experiências e propostas de criação e dos sistemas culturais e artísticos.

A ocupar paredes e painéis modulares abertos que demarcavam os limites de uma galeria temporária no espaço franqueado do Átrio da Biblioteca, e dispostos em seis vitrines de vidro, «Narrativas do Eu, entre o público e o privado. Livros de artistas mulheres na Coleção da Biblioteca de Arte» mostrou livros de artista de Rita Barros, Alice Geirinhas, Ângela Berlinde, Lourdes Castro, Ana Vidigal, Isabel Baraona, Alexandra Agostinho, Ana Mata, Maria José Palla, Mariana Rocha, Rita Lino, Vera Gomes, Ana Pérez-Quiroga, Sabina Louro (Aka Bina Tangerina), Rita Burmester, Cecília Corujo, Joana T. Silva, Ana Janeiro, Salette Tavares, Sofia Ponte, Sara Bichão, Teresa Luzio, Ana Hatherly, Carla Cruz, São Trindade, Susana Paiva, Patrícia Almeida, Susana Piteira e Bárbara Lopes (Bal.), em diálogo com obras das artistas internacionais Renata Siqueira Bueno, Vera Chaves Barcellos, Róisín White, Kate Van Houten, Anna Maria Maiolino, Diane Gazeau, Lorena Travassos, Lucia Mindlin Loeb, Justine Kurland e Gabriela Noujaim, evidenciando a pluralidade de abordagens, geografias e linguagens que atravessam o livro de artista enquanto campo expandido de criação.

Algumas das obras escolhidas permitem relembrar como o território dos livros de artista comportou a inscrição de linguagens estéticas, poéticas e políticas de intimidade e autorrepresentação em grande medida iniciada por artistas feministas das décadas de 1960 e 1970, hoje amplamente disseminadas entre artistas mulheres e homens. Títulos como Diário gráfico, 2010–2015, de Ana Mata, Diário III, de Isabel Baraona, ou O meu coração bate sem mim, de Alexandra Agostinho, revelam o diário como dispositivo de registo sensível, onde se misturam vivências e memórias. Obras como Afeto, de Lorena Travassos, Le cri, de Maria José Palla, e Before I get sick, de Sara Bichão, acentuam facetas privadas e emocionais, fazendo do livro de artista um espaço e veículo de manifestação da individualidade.

Para além das configurações autobiográficas, revelam-se mais linhas de força noutras obras. Em Archivo Angelita APXNB: 1937–1956, de Ana Pérez-Quiroga, e Album: India Portuguesa, 1951–1961, de Ana Janeiro, situa-se o levantamento da memória e dos arquivos individuais e históricos, numa sinestesia entre presente e passado. A quebra de balizas entre texto, imagem e objeto é traduzida através da materialidade-corpo-linguagem nas obras Epidermic scapes, de Vera Chaves Barcellos, Escrita natural, de Ana Hatherly, e Femanoids/Femanoides, de Sofia Ponte. Enunciam-se segmentos de perda, silêncio e resistência nos títulos Soon there will be no traces, de Rita Burmester, Black as a state of mind, de Susana Paiva, e Entartete, de Rita Lino.

O propósito de incentivar o reconhecimento das mulheres no panorama artístico que o projeto expositivo assumiu foi reforçado com a decisão de escolher obras de artistas nunca antes apresentadas na Fundação Calouste Gulbenkian. Das 29 artistas portuguesas presentes na exposição, 14 viram as suas obras serem apresentadas pela primeira vez. Foi o caso de Ângela Berlinde, Mariana Rocha, Rita Lino, Vera Gomes, Sabina Louro (Aka Bina Tangerina), Rita Burmester, Cecília Corujo, Joana T. Silva, Sofia Ponte, Teresa Luzio, Carla Cruz, Patrícia Almeida, Susana Piteira e Bárbara Lopes (Bal.). Do mesmo modo, 6 das 10 artistas estrangeiras tiveram o seu momento inaugural de visibilidade na instituição: Róisín White, Kate Van Houten, Anna Maria Maiolino, Diane Gazeau, Lorena Travassos e Justine Kurland.

No âmbito da programação paralela à exposição, entre 18 de dezembro de 2024 e 29 de março de 2025 teve lugar no espaço do Átrio da Biblioteca de Arte o ciclo mensal de conversas «Narrativas do Eu: à conversa com...», que aprofundou reflexões em torno dos temas da exposição e possibilitou ouvir vozes de protagonistas – artistas, investigadoras/es, editoras/es – envolvidos com esta prática, promovendo o diálogo direto com o público.

De acordo com o signo comum de restituir e inscrever visibilidades sombreadas das mulheres na história da arte, nas sessões foram focados temas ligados à importância dos livros de artista nas suas estratégias de experimentação criativa, à presença das poéticas subjetivas e da autorrepresentação, ao eu e ao outro, ao rosto e à máscara, à intimidade e à vida privada, a narrativas de género e narrativas feministas. Em 7 encontros/conversas, que juntaram uma audiência considerável, «Narrativas do Eu: à conversa com...» reuniu diferentes criadores e pensadores para pensar em voz alta e partilhar ideias: Rita Barros; Ana João Romana e Sofia Ponte; São Trindade e José Bértolo; Isabel Baraona e Catarina Figueiredo Cardoso; Susana Paiva e Joana Rocha Cunha; Rita Burmester e Filipa Valladares; na última sessão houve uma conversa com a equipa curatorial: Ana Barata, Bruno Marques, Isabel Baraona, Joana Cunha e Susana S. Martins.

No Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, a 23 de outubro de 2024, aconteceu, por outro lado, o fórum «Narrativas do Eu: livros de artistas mulheres», tal como a exposição, fruto da organização conjunta da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, do IHA – Instituto de História da Arte, NOVA FCSH/IN2PAST, e do LiDA – Laboratório de Investigação em Design e Arte, ESAD.CR, IPLeiria.

O fórum, que se consubstanciou como momento privilegiado para refletir sobre os livros de artista na produção artística feminina e sobre as suas práticas autorrepresentativas, autobiográficas e experimentais, contemplou diferentes debates acerca de questões de identidade, memória, corpo, arquivo, autorretrato, coleção e práticas curatoriais. Nomes ligados à investigação académica, edição, curadoria e investigação em arte contemporânea, bem como artistas, discorreram acerca da relevância do livro de artista como suporte híbrido, simultaneamente íntimo e público, e como espaço privilegiado para a afirmação de subjetividades femininas e para a reflexão crítica sobre a presença das mulheres na história da arte.

Num diálogo alargado entre criação, investigação e edição, destacaram-se distintas abordagens artísticas e teóricas em torno destas práticas. A estabelecer o cruzamento entre criação artística e investigação académica, Susana S. Martins, Bruno Marques, Joana Rocha Cunha e Ana Barata (associados ao Instituto de História da Arte da NOVA FCSH e à Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian), bem como Isabel Baraona (investigadora e docente da ESAD.CR e do LiDA), foram alguns dos intervenientes a enriquecer o debate conduzido.

Participaram igualmente investigadoras com trabalho reconhecido nas áreas da história da arte, estudos curatoriais e livros de artista, como Márcia Oliveira, Gabriela Vaz-Pinheiro e Ana Rito. Do campo da produção artística, com percursos consolidados nas artes visuais, na fotografia, na performance e no livro de artista, o fórum contou com a presença, entre outras, das artistas Alice Geirinhas, Ana Mata, Ana Pérez-Quiroga, Ana Janeiro e Filipa Valladares. Nas diferentes intervenções houve ainda o contributo de David-Alexandre Guéniot, editor e autor com um trabalho relevante na edição de livros de artista.

A Coleção de Livros de Artista e edição independente da FCG tinha sido já ponto de partida de quatro exposições anteriores.

Com curadoria de Paulo Pires do Vale, entre 20 de junho e 21 de outubro de 2012, apresentou-se na Galeria de Exposições Temporárias do Museu a exposição «Tarefas Infinitas. Quando a arte e o livro se ilimitam», que reuniu obras de diferentes épocas e linguagens para se assumir como um ensaio expositivo sobre a relação entre arte e livro enquanto dispositivo experimental em constante reformulação. O projeto defendeu uma conceção heterogénea do livro de artista, recorrendo ao filme e ao vídeo para estabelecer diálogos sugestivos que ampliaram o campo de leitura desta prática intermedia.

De 8 de julho a 26 de outubro de 2015 aconteceu a mostra «Lourdes Castro. Todos os Livros», um projeto em que os curadores Paulo Pires do Vale e Ana Barata, a partir de obras que remontavam a 1956, reuniram cerca de 50 livros da artista, mostrando como o trabalho em torno do livro acompanhou e por vezes impulsionou momentos decisivos do seu percurso artístico.

Associada à exposição «Tudo o que eu quero – Artistas portuguesas de 1900 a 2020», decorreu entre 26 de junho e 20 de setembro de 2021, no Átrio da Biblioteca de Arte Gulbenkian, uma mostra de livros de artista de 24 artistas portuguesas ou a trabalhar em Portugal, algumas delas incluídas naquela exposição principal, refletindo a amplitude das propostas, tipologias, suportes e materiais que caracterizam os livros de artista das criadoras selecionadas: Ana Hatherly, Lourdes Castro, Irene Buarque, Maria José Oliveira, Rita Barros, Ana Vidigal, Renata Siqueira Bueno, Sofia Areal, Ana Alvim, Alice Geirinhas, Bela Silva, Susanne Themlitz, Catarina Leitão, Susana Paiva, Susana Mendes Silva, Ana João Romana, Carla Rebelo, Carla Filipe, Isabel Baraona, Rita Thomaz, Ana Mata, Vera Marmelo, Lúcia Prancha e Catarina Domingues.

Entre 2 de maio e 13 de junho de 2024, a Biblioteca Nacional da Argentina acolheu a exposição «Obras da Biblioteca de Arte Gulbenkian em Buenos Aires», com curadoria de Ana Barata, que propôs uma seleção da ampla diversidade intrínseca da coleção, revelando a complexidade e a riqueza dos livros de artista nos seus múltiplos formatos, tipologias e materialidades.

Estabelecendo um vínculo estreito com a exposição «da desigualdade constante dos dias de leonor*», a artista Leonor Antunes foi responsável pela curadoria da exposição «Um olhar de Leonor Antunes sobre a Coleção da Biblioteca de Arte», patente entre 20 de setembro e 28 de outubro de 2024. A sua escolha curatorial também incidiu no protagonismo das mulheres no território dos livros-obra e da edição artística, reunindo trabalhos de Dayana Lucas, Isabel Carvalho, Leonor Antunes, Lúcia Prancha, Maria José Oliveira, Leslie Martin, Sadie Speight e Joana Rosa.

A natureza particular que presidiu à conceção de «Narrativas do Eu, entre o público e o privado. Livros de artistas mulheres na Coleção da Biblioteca de Arte» e a sua dimensão relativamente circunscrita ajudam a explicar que os ecos mediáticos não tenham sido muito expressivos na imprensa e nos audiovisuais de caráter genérico. As principais referências e notícias surgiram sobretudo na própria agenda da Gulbenkian, na agenda do Instituto de História da Arte e nos respetivos sites online.

O mesmo motivo, associado ao facto de a exposição ter ocupado o espaço de circulação integrada que o Átrio da Biblioteca de Arte constituiu, justifica não ter sido efetuada a contagem de visitantes. Não foi também concretizada a publicação de um catálogo.

Vanda Gorjão, 2025


Ficha Técnica


Eventos Paralelos


Material Gráfico


Fotografias

Visita «Narrativas do Eu: à conversa com...»: Rita Barros
Conferência «Fórum Narrativas do Eu. Livros de artistas mulheres»: Alice Geirinhas; David-Alexandre Guéniot (à dir.)
Visita «Narrativas do Eu: à conversa com...»: Ana João Romana e Sofia Ponte
Conferência «Fórum Narrativas do Eu. Livros de artistas mulheres»
Visita «Narrativas do Eu: à conversa com...»: São Trindade e José Bértolo
Conferência «Fórum Narrativas do Eu. Livros de artistas mulheres»
Visita «Narrativas do Eu: à conversa com...»: São Trindade e José Bértolo
Conferência «Fórum Narrativas do Eu. Livros de artistas mulheres»
Visita «Narrativas do Eu: à conversa com...»: Isabel Baraona e Catarina Figueiredo Cardoso
Conferência «Fórum Narrativas do Eu. Livros de artistas mulheres»: Isabel Baraona (à esq.); Ana Mata; Ana Pérez-Quiroga; Ana Janeiro (à dir.)
Visita «Narrativas do Eu: à conversa com...»: Susana Paiva e Joana Rocha Cunha
Conferência «Fórum Narrativas do Eu. Livros de artistas mulheres»: Bruno Marques (à esq.); Susana S. Martins (centro); Gabriela Vaz-Pinheiro (à dir.)
Visita «Narrativas do Eu: à conversa com...»: Susana Paiva e Joana Rocha Cunha
Visita «Narrativas do Eu: à conversa com...»: Rita Burmester e Filipa Valladares
Visita «Narrativas do Eu: à conversa com...»: Ana Barata; Bruno Marques; Isabel Baraona; Joana Cunha e Susana S. Martins

Documentação


Periódicos


Páginas Web


Fontes Arquivísticas

Arquivo Digital Gulbenkian, Lisboa

Conjunto de documentos referentes à exposição. 2024


Exposições Relacionadas

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