O Calígrafo Ocidental. Fernando Lemos e o Japão                        

Programa «Reabertura novo Centro Arte Moderna»

Destaque da reabertura do novo CAM, esta exposição revelou a profunda relação de Fernando Lemos com o Japão e a influência duradoura da cultura japonesa na sua prática artística. Reuniu fotografias realizadas durante a sua estadia como bolseiro Gulbenkian, desenhos inéditos em Portugal e diálogos com obras da coleção do CAM e estampas japonesas.

A exposição «Espólio de Fernando Lemos» apresentou, pela primeira vez, no Átrio da Biblioteca de Arte Gulbenkian, entre X e 17 de março de 2025, uma seleção de documentos do seu espólio, cuja doação à Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) foi manifestada por Fernando Lemos (1926–2019) em 2019 e concretizada em 2023. Sob curadoria de Ana Barata, foram privilegiados materiais relacionados com as suas estadias e trabalhos no Japão.

Esta pequena mostra articulou-se diretamente com «O Calígrafo Ocidental. Fernando Lemos e o Japão», apresentada no Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM) no contexto da reabertura do edifício, após o encerramento em 2020 para obras de remodelação. Enquanto a exposição do CAM reuniu trabalhos até então inéditos em desenho, fotografia e livros, estruturados em torno da estadia de Fernando Lemos no Japão, em 1963, e da ideia de «caligrafia expandida», estabelecendo cruzamentos entre a obra do artista e a de outros autores portugueses e internacionais da coleção do CAM, bem como com estampas japonesas da coleção do Museu Gulbenkian, a mostra da Biblioteca de Arte propôs uma aproximação documental a esse mesmo universo, a partir dos materiais preservados pelo artista ao longo da vida.

Esta colaboração entre a Biblioteca de Arte e o Centro de Arte Moderna repetiu-se, no momento da reabertura, no caso da exposição de Leonor Antunes, apresentada na Nave do CAM, em diálogo com a coleção. Em paralelo, a Biblioteca de Arte apresentou uma mostra de edições e livros de artista selecionados pela artista. Este conjunto de iniciativas da Biblioteca de Arte evidencia uma linha de programação que, por um lado, tem vindo a privilegiar exposições centradas em espólios de artistas resultantes de doações e, por outro, a desenvolver mostras dedicadas a livros de artista, contribuindo para a ativação e valorização da sua coleção.

No caso de Fernando Lemos, esta valorização cruza-se com um processo mais amplo de consolidação da presença institucional do artista nas coleções da Fundação.O Centro de Arte Moderna tinha já ampliado, em 2019, a vasta representação do artista na sua Coleção, ao adquirir um conjunto importante das fotografias realizadas em 1963 no Japão, quando o artista fez a sua primeira estadia nesse país com a bolsa que lhe foi atribuída pela Fundação Calouste Gulbenkian para estudar caligrafia e se encontrar com renomados calígrafos japoneses. A doação do espólio de Fernando Lemos em 2023, feita pela família depois do seu falecimento, representa a concretização do desejo do artista e permite reforçar a representação institucional, seja do seu trabalho, seja de componentes da vida quotidiana que marcaram o percurso daquele que foi um dos nomes mais singulares da arte portuguesa da segunda metade do século XX e início do século XXI..

Artista de prática marcadamente multidisciplinar, Fernando Lemos desenvolveu um percurso que atravessou a pintura, o desenho, a fotografia, a gravura, o design gráfico, a edição, o livro de artista, a escrita e a poesia. Foi na pintura que iniciou a sua formação inicial, na Sociedade Nacional de Belas-Artes, aproximando-se progressivamente do meio intelectual e artístico que renovou a linguagem das artes em Portugal, em oposição ao conservadorismo artístico do regime autoritário. Na década de 40, um interesse crescente pela fotografia, alimentado pela proximidade com intelectuais e artistas ligados ao surrealismo português, levou Fernando Lemos a produzir um corpo de imagens marcado pela experimentação e  pela dimensão onírica que caracterizava aquele movimento. A série de retratos que fez de intelectuais, artistas e escritores do surrealismo português, como Mário Cesariny, Alexandre O’Neill, Cruzeiro Seixas, Vespeira, Fernando Azevedo e António Pedro, seria mais tarde considerada decisiva na renovação nacional da linguagem fotográfica de autor.

Em 1953, exiliou-se no Brasil onde desenvolveria grande parte da sua carreira artística e editorial. Foi nesse contexto que o contacto com a obra do calígrafo japonês Yuichi Inoue, por ocasião da IV Bienal de São Paulo, se revelou particularmente determinante. A intensidade gestual e visual da sua caligrafia ecoaria de forma duradoura no trabalho de Fernando Lemos, encontrando consolidação decisiva na viagem ao Japão, em 1963, possibilitada por uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.

Assumindo o enfoque da sua experiência japonesa e das repercussões duradoras da cultura oriental na continuidade do seu trabalho, a exposição «Espólio de Fernando Lemos» configurou-se como uma entrada nos interesses e entusiasmos profissionais e pessoais que acompanharam o artista ao longo de décadas, expresso nas coisas que foi guardando e reunindo: fotografias, livros, catálogos de exposição, revistas especializadas e outras publicações, folhetos, postais e cartas, convites, documentos ligados a projetos e viagens.

A ocupar o espaço franqueado do Átrio da Biblioteca foi demarcada uma divisão aberta com painéis-paredes modulares que formaram os limites de uma galeria temporária, no início da qual se definia o começo da mostra com o título da exposição e uma fotografia de Fernando Lemos no Japão, em 1963, de autoria desconhecida, reproduzida em grande escala em metade do plano do painel. No percurso da montagem, estabelecido em quatro divisões abertas, textos de maior ou menor extensão transmitiam momentos da vida do artista, facetas da sua obra e anotações sobre o espólio.  Depois do texto do primeiro painel, de carácter mais descritivo sobre a biografia do artista e o espólio, o segundo painel era enquadrado com o destaque do enunciado «Fernando Lemos e o Japão», enquanto no terceiro painel se pormenorizava a experiência japonesa e no quarto painel era transcrita a sua frase:  «Tenho intenções de me estabelecer em Kioto, por razões económicas, para gozar mais tranquilidade e morar um pouco mais no Japão… Pode acontecer também que, ao lá chegar, me resolva a permanecer mais tempo em Tóquio e só viajar nos últimos meses…».

A acompanhar os textos, vitrines horizontais de vidro, dispunham-se nas paredes diversos materiais gráficos – fotografias e outras imagens –, isolados ou em agrupamentos. Ao mesmo tempo, vitrines de vidro horizontalizadas, encostadas às paredes ou distribuídas no centro das divisões,permitiam aos visitantes a observação atenta e demorada a pormenores, englobavam a multiplicidade da documentação:pequenos cartazes, folhetos, desdobráveis, convites, postais, revistas apresentadas pelas as capas ou com páginas interiores abertas, livros e em alguns casos,  primeiras páginas com dedicatórias dirigidas a Fernando Lemos por amigos e conhecidos.  

Dentro desta pluralidade documental, identificavam-se alguns núcleos particularmente significativos. Entre as fotografias, eradesde logo notória a natureza distinta relativamente ao corpo de imagens autorais de Fernando Lemos. . Estass imagens testemunham sobretudo o a experiência vivida no Japão e ajudam a compreender o ambiente cultural que enquadrou a sua permanência no país. Mais do que simples registos documentais, surgem como fragmentos de memória visual, simultaneamente pessoais e contextuais. Nelas estão patentes episódios da sua convivência com outros criadores e figuras dos meios sociais e culturais japoneses – Fernando Lemos e Luiz Carlos Lessa Vinholes (Tóquio, 1963) Fernando Lemos com Tanaka e Vinholes (Osaka, 1963), Fernando Lemos com Vinholes e outros (Tóquio, 1963), Fernando Lemos fotografando Claudia Guimarães de Lemos (Japão, 1963). Os retratos do próprio artista, frequentemente em situações informais, incluem, num dos casos,uma nota manuscrita que lhe atribui o título: Cada um com os seus problemas! Eu e Kamakura « (Japão, 1963). Há a imagem de autoria de Fernando Lemos da visita do imperador Hirohito e da imperatriz ao Pavilhão do Brasil na 5ª Feira Internacional de Tóquio. No espólio do artista, a natureza destas fotografias remete inegavelmente para a composição de uma memória visual, ora pessoal ora institucional,dos seis meses japoneses em 1963.

Quanto às quarenta e duas publicações reunidas, elas espelham o alinhamento intercomunicante e genésico dabiblioteca construída por Fernando Lemos,onde convivem livros de arte, arquitetura, design gráfico, literatura e história; catálogos de exposições e bienais; revistas especializadas de arquitetura, design e arte; publicações de origens e temas matizados – editadas no Japão, em Portugal, no Brasil e noutros contextos internacionais.

Dois títulos portugueses sinalizam o investimento cruzado de Lemos entre a palavra e a imagem, entre a linguagem escrita e a linguagem visual, tal como as afinidades eletivas no seio do seu círculo de criadores e autores portugueses: Literatura Portuguesa de Invenção, de Ernesto de Melo e castro (DIFEL; 1984) e Diálogo entre o autor e o crítico, de José Augusto França (Presença, 2015). O fascínio pela cultura e pela arte japonesa tem correspondência nos livros de Walter Zanini, Hiroshi Hara, Masaru Katsumi e Iwataro Koike (eds.), e nas quatro edições apresentadas de Venceslau de Morais.

Destacam-se igualmente livros e publicações em que Fernando Lemos participou diretamente, como autor, ilustrador ou responsável pelo projeto gráfico, revelenado a sua atuação multidisciplinar nas áreas do desenho, da poesia e do design. São exemplo o seu livro Teclado Universal, Poesias (1953), e o livro de Décio Pignatari, Telma Weisz e Virgínia Quental, Exercício Findo (1968), com desenhos seus. O conjunto incluía ainda revistas e publicações internacionais como Shotenkentchiku Magazine, BT Bijutsu Techō, Idea: The Magazine of International Advertising Art e Kindai-Kentiku, editadas no Japão sobretudo entre as décadas de 1960 e 1970.

Em complemento à exposição, o núcleo documental composto por cartas, postais e outras trocas de correspondência permitiam um vislumbre das redes de comunicação e sociabilidade, tanto pessoais como institucionais, que marcaram a trajetória de Fernando Lemos, envolvendo colaboradores, amigos, instituições culturais e interlocutores internacionais.

No dispositivo expositivo, e à altura do olhar, era projetado numa parede o «filme» em PowerPoint propondo um relato sintetizado da vida e da obra do artista.

Procurando ampliar as leituras sobre o artista, foi realizada uma sessão pública dedicada à reflexão em torno das ressonâncias do período passado no Japão no percurso artístico de Fernando Lemos. No Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, o encontro contou com intervenientes ligados à investigação, edição e curadoria. Participaram Alexandra Curvelo, historiadora da arte, Vasco Rosa, editor literário, e Leonor Nazaré, curadora do Centro de Arte Moderna, numa conversa moderada por Ana Barata, da Biblioteca de Arte.

Por se articular diretamente com com «O Calígrafo Ocidental. Fernando Lemos e o Japão», a mostra «Espólio de Fernando Lemos» não teve publicação própria. Como principal documento associado à exposição da Biblioteca de Arte, permanece, publicado numa edição de 750 exemplares o catálogo bilingue O Calígrafo Ocidental. Fernando Lemos e o Japão, publicado numa edição de 750 exemplares

No volume de 368 páginas reúnem-se os textos de ensaio das duas curadoras, um texto do antropólogo e crítico japonês Ryuta Imafuku e uma fotobiografia detalhada da passagem de Lemos pelo Japão. A estrutura do catálogo reflete a própria lógica expositiva, evidenciando correspondências, ressonâncias e aproximações transversais entre a série fotográfica japonesa, os desenhos caligráficos dos anos 1950, as pinturas posteriores à viagem, as obras de artistas da coleção do CAM e as estampas japonesas da coleção do Museu Gulbenkian, compreendendo reproduções de obras de cada núcleo expositivo e a edição de um fac-símile de um postal intervencionado por Fernando Lemos.

Fica também como referência o Dicionário da Travessura, apresentado pela Tinta-da-China como um «livro dedicado à disrupção verbal espontânea do artista Fernando Lemos». O título recupera uma ideia nunca concretizada de Vinicius de Moraes para a editora Giroflé, de Fernando Lemos. Neste volume, concebido e organizado por Leonor Nazaré, responsável pela conceção e organização, sistematizou frases, fragmentos e formulações organizadas num conjunto de entradas de A a Z que revelam a dimensão literária e lúdica da linguagem de Fernando Lemos.

Paralelamente, foi editada a publicação Japão. Fernando Lemos. Resultando da conceção da cocuradora da exposição Rosely Nakagawa e com design de Isabel Santana Terron, Japão. Fernando Lemos assume-se enquanto um livro de artista. Cumprindo um projeto que Lemos acabou por não concretizar, numa tiragem única própria à condição de «objeto», o volume prolonga no formato editorial a experiência visual das imagens fotográficas realizadas pelo artista no Japão em 1963, reproduzindo em 288 páginas os negativos de 145 fotografias impressas pela primeira vez, para a exposição. Em toda a conceção gráfica de Japão. Fernando Lemos encontra-se a condição híbrida, quase de «exposição portátil», que caracteriza o livro de artista como paradigma preeminente das lógicas de criação expandida da arte contemporânea. Sequência e montagem de imagens, ritmo de paginação e espacialidades, foram elementos cativos e processuais deste objeto que veio enriquecer a Coleção de Livros de Artista da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.

A presença de «Espólio de Fernando Lemos» na imprensa e nos meios televisivos ocorreu sobretudo no quadro mais amplo da reabertura do Centro de Arte Moderna Gulbenkian e da visibilidade alcançada por «O Calígrafo Ocidental. Fernando Lemos e o Japão», com a qual esta mostra documental se articulava diretamente. A exposição foi destacada, nomeadamente, no artigo de José Oliveira na Arte Capital, e no texto assinado por Vasco Rosa no Observador. Num entrevista no programa Fotobox, da RTP3, Beatrix Overmeer, viúva de Fernando Lemos, também mencionou a ocasião da primeira apresentação do Espólio.

Tendo ocupado um espaço de circulação comum – o Átrio da Biblioteca de Arte – a mostra não permitiu contagem autónoma de visitantes.

Ainda assim, «Espólio de Fernando Lemos» constituiu um momento particularmente significativo de ativação pública de um conjunto documental recentemente incorporado na Fundação, tornando visíveis, pela primeira vez, materiais que permitem compreender não apenas dimensões centrais do percurso artístico de Fernando Lemos, mas também os contextos intelectuais, afetivos e culturais que o atravessaram.

Essa articulação entre a mostra documental da Biblioteca de Arte e a exposição do Centro de Arte Moderna teve continuidade no reforço da presença do artista nas coleções da Fundação, com a integração, pela Biblioteca de Arte, do Caderno 2 (2007–2008), já apresentado em «O Calígrafo Ocidental. Fernando Lemos e o Japão». Inscrevendo-se numa relação longa e continuada entre o artista e a Fundação Calouste Gulbenkian, «Espólio de Fernando Lemos» corresponde, assim, à 52.ª exposição com participação de Fernando Lemos na instituição, e à nova exposição individual dedicada à sua obra.

Vanda Gorjão, 2024


Ficha Técnica


Artistas / Participantes


Coleção Gulbenkian

Sem título

Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918)

Sem título, Inv. 92DP1568

Pax

Ana Hatherly (1929-2015)

Pax, Inv. DP1517

"Kegon no Taki"

EISEN, Keisai

"Kegon no Taki", Inv. 2028B

EISHI, Hosoda

c. 1795 / Inv. 2175D

EIZAN, Kikugawa

Inv. 2011B

"Divertimentos no jardim de uma casa"

EIZAN, Kikugawa

"Divertimentos no jardim de uma casa", Inv. 2038

"Koshikibu no naishi"

EIZAN, Kikugawa

"Koshikibu no naishi", Inv. 2020B

A - "Pôr do sol. Seta"; B - "O sino da tarde, Mii Dera"

EIZAN, Kikugawa

A - "Pôr do sol. Seta"; B - "O sino da tarde, Mii Dera", Inv. 2012A/B

A - Noite chuvosa em Karasaki ; B - Regresso dos gansos, Katada

EIZAN, Kikugawa

A - Noite chuvosa em Karasaki ; B - Regresso dos gansos, Katada, Inv. 2010A/B

A procura de sombra antiga

Fernando Lemos (1926-2019)

A procura de sombra antiga, 1963-2018 / Inv. 19FP674

Bairro das lanternas em Kobe

Fernando Lemos (1926-2019)

Bairro das lanternas em Kobe, 1963-2018 / Inv. 19FP679

Convite a visitação - Tokyo

Fernando Lemos (1926-2019)

Convite a visitação - Tokyo, 1963-2018 / Inv. 19FP668

Criança aluna não vai sozinha

Fernando Lemos (1926-2019)

Criança aluna não vai sozinha, 1963-2018 / Inv. 19FP673

Design Final

Fernando Lemos (1926-2019)

Design Final, 1963-2018 / Inv. 19FP667

Dois repousos livres

Fernando Lemos (1926-2019)

Dois repousos livres, 1963-2018 / Inv. 19FP681

Eli, brasileira de Tokyo

Fernando Lemos (1926-2019)

Eli, brasileira de Tokyo, 1963-2018 / Inv. 19FP677

Logotipo doméstica de Kioto

Fernando Lemos (1926-2019)

Logotipo doméstica de Kioto, 1963-2018 / Inv. 19FP680

Massagistas de vacas

Fernando Lemos (1926-2019)

Massagistas de vacas, 1963-2018 / Inv. 19FP675

Pintura

Fernando Lemos (1926-2019)

Pintura, 1962 / Inv. 89P176

Retrato da professora Cláudia Lemos

Fernando Lemos (1926-2019)

Retrato da professora Cláudia Lemos, 1963-2018 / Inv. 19FP676

Série 1 - n.º 8

Fernando Lemos (1926-2019)

Série 1 - n.º 8, 1960 / Inv. DP1380

Silos particular

Fernando Lemos (1926-2019)

Silos particular, 1963-2018 / Inv. 19FP670

Surpresa com o Palácio - Tokyo

Fernando Lemos (1926-2019)

Surpresa com o Palácio - Tokyo, 1963-2018 / Inv. 19FP678

Três acessos a Kioto

Fernando Lemos (1926-2019)

Três acessos a Kioto, 1963-2018 / Inv. 19FP671

HARUNOBU, Suzuki

c.1769-69 / Inv. 2171

HIDEMARO, Kitagawa

Inv. 2014

HIROSHIGE, Ando

Inv. 2180A

HOKKEI, Toyota

Inv. 1999B

Homem com archote

HOKKEI, Toyota

Homem com archote, Inv. 1999C

HOKUSAI, Katsushika

Inv. 1997

Da série "O Fazer Suave de Preto e Branco"

Jorge Molder (1947-)

Da série "O Fazer Suave de Preto e Branco", 1981-84 / Inv. 88FP137

KIYONAGA, Torii

Inv. 2173D

KUNIYOSHI, Igusa

c. 1844 / Inv. 2003A

As Estações do Tokaido

KUNIYOSHI, Igusa

As Estações do Tokaido, Inv. 2437

s/título

Marcelino Vespeira (1925-2002)

s/título, 1951 / Inv. DP1259

Nishimura Shigenobu (act.1730-1740)

Inv. 1957

sem título

Tomie Ohtake (1913-)

sem título, 1983 / Inv. 83PE27

Segawa ?? de Matsuba-ya ??? com as suas kamuro Sasano ??? e Takeno ??da série “Modelos de moda: designs de ano novo tão frescos quanto folhas jovens”  ???????? (Hinagata wakana no hatsu moyo)

Torii Kiyonaga

Segawa ?? de Matsuba-ya ??? com as suas kamuro Sasano ??? e Takeno ??da série “Modelos de moda: designs de ano novo tão frescos quanto folhas jovens” ???????? (Hinagata wakana no hatsu moyo), Inv. 1950

TOYOKUNI, Utagawa

c. 1794 / Inv. 2173A

UTAMARO, Kitagawa

c. 1802 / Inv. 1970

UTAMARO, Kitagawa

Inv. 1977

UTAMARO, Kitagawa

Inv. 2392

Sem título

Zao Wou-Ki (1920-2013)

Sem título, 1984 / Inv. DE137


Eventos Paralelos


Publicações


Material Gráfico


Fotografias

Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público
Aspeto com público

Multimédia


Documentação


Periódicos

Sol

Lisboa, 19 set 2024

TVI

Lisboa, 14 set 2024


Páginas Web


Fontes Arquivísticas

Arquivo Digital Gulbenkian, Lisboa

Conjunto de documentos referentes à exposição. Contém materiais gráficos, fotográficos, multimédia, entre outros. 2022 – 2025

Arquivo Digital Gulbenkian, Lisboa / ID: 553600

Coleção fotográfica, cor: inauguração (FCG, Lisboa)

Arquivo Digital Gulbenkian, Lisboa / ID: 551049

Coleção fotográfica, cor: aspetos (FCG, Lisboa)

Arquivo Digital Gulbenkian, Lisboa / ID: 564478

Coleção fotográfica, cor: aspetos (FCG, Lisboa)


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