Espólio de Fernando Lemos

A exposição «Espólio de Fernando Lemos» apresentou, pela primeira vez, uma seleção de documentos do espólio do artista, doado à Fundação Calouste Gulbenkian em 2023, com especial enfoque nos materiais relacionados com as suas estadias e trabalhos no Japão. A mostra articulou-se com a exposição «O Calígrafo Ocidental. Fernando Lemos e o Japão», apresentada no Centro de Arte Moderna.

«Espólio de Fernando Lemos» apresentou, pela primeira vez, no Átrio da Biblioteca de Arte Gulbenkian, entre 11 de outubro de 2024 e 17 de março de 2025, uma seleção de documentos, cuja doação à Fundação Calouste Gulbenkian foi manifestada por Fernando Lemos (1926–2019) em 2019 e concretizada em 2023. Sob curadoria de Ana Barata, foram privilegiados materiais do seu espólio relacionados com as suas estadias e trabalhos no Japão.

Esta exposição articulou-se diretamente com «O Calígrafo Ocidental. Fernando Lemos e o Japão», concebida pelas curadoras Rosely Nakagawa e Leonor Nazaré para assinalar a reabertura do Centro de Arte Moderna, após o encerramento, em 2020, para obras de remodelação que conduziram à renovação do edifício segundo o projeto do arquiteto japonês Kengo Kuma. Nesta mostra reuniu-se um conjunto de trabalhos até então inéditos em desenho, fotografia e livros, estruturados em torno da estadia de Fernando Lemos no Japão, em 1963, e da ideia de «caligrafia expandida». Estabeleceram-se cruzamentos entre a obra do artista e a de outros autores portugueses e internacionais da coleção do CAM, bem como com estampas japonesas da coleção do Museu Gulbenkian.

Esta colaboração entre a Biblioteca de Arte e o Centro de Arte Moderna repetiu-se, no momento da reabertura, no caso da exposição de Leonor Antunes. Em paralelo, à mostra «da desigualdade constante dos dias de Leonor*» apresentada no CAM, a Biblioteca de Arte apresentou uma mostra de edições e livros de artista selecionados pela artista na sua sala de leitura.

Este conjunto de iniciativas da Biblioteca de Arte evidencia também uma linha de programação que, por um lado, tem vindo a privilegiar exposições centradas em espólios de artistas resultantes de doações e, por outro, a desenvolver mostras dedicadas a livros de artista, contribuindo para a ativação e valorização da sua coleção. No caso de Fernando Lemos, essa valorização cruza-se ainda com um processo mais amplo de consolidação da presença do artista nas coleções da Fundação.

O Centro de Arte Moderna tinha já ampliado, em 2019, a vasta representação do artista na sua Coleção, ao adquirir um conjunto importante das fotografias realizadas em 1963 no Japão, quando o artista fez a sua primeira estadia nesse país com a bolsa que lhe foi atribuída pela Fundação Calouste Gulbenkian para estudar caligrafia e se encontrar com renomados calígrafos japoneses. A doação do espólio de Fernando Lemos em 2023, feita pela família depois do seu falecimento, representa a concretização do desejo do artista e permite uma consolidação da representação institucional, seja do seu trabalho, seja de componentes da vida quotidiana que marcaram o percurso daquele que foi um dos nomes mais singulares da arte portuguesa desde a década de 1960 até à contemporaneidade. Lemos é tido como um artista total, da imagem à palavra, eclético e prolífero na pintura, no desenho, na fotografia, na gravura, no design gráfico, na edição e no livro de artista, na escrita e na poesia. 

Assumindo o enfoque da sua experiência no Japão e das repercussões duradoras da cultura oriental e da caligrafia na continuidade do seu trabalho, a exposição «Espólio de Fernando Lemos» configurou-se como uma entrada nos interesses e entusiasmos profissionais e pessoais que acompanharam o artista no decurso das décadas, expresso nas coisas que foi guardando e reunindo: fotografias, livros, catálogos de exposição, revistas especializadas e outras publicações, folhetos, postais e cartas, convites, documentos ligados a projetos e viagens.

O ecletismo caracterizador do trabalho de Fernando Lemos, expresso na utilização e experimentação de distintos suportes, meios, materiais e práticas concretizadas em linguagens estéticas, plásticas e estilísticas que também se foram diversificando e marcaram o seu investimento em territórios plurais da criação, acaba por ter correspondência com a variedade de países, contextos históricos e políticos, circunstâncias e encontros por que passou ao longo da vida.

Com um percurso que emergiu no meio artístico português nos anos 1960, Lemos concebeu a sua obra em permanente transformação e em simultânea continuidade coerente. Desenvolveu e expandiu no seu universo artístico múltiplos géneros e dispositivos, num interesse pela diluição de fronteiras disciplinares e pela afirmação de zonas de interceção, onde operou quer uma experimentação contínua, quer uma forte dimensão poética.

Foi na pintura que iniciou a sua formação inicial, na Sociedade Nacional de Belas-Artes, aproximando-se progressivamente do meio intelectual e artístico que renovou a linguagem das artes em Portugal, em oposição ao conservadorismo artístico do regime autoritário. Na década de 40, um interesse crescente pela fotografia originado na vizinhança e na cumplicidade com intelectuais e artistas que afirmavam em Portugal o surrealismo, levou Fernando Lemos a produzir um corpo de imagens em que explorou uma abordagem experimental marcada pela dimensão onírica que caracterizava o movimento surrealista.

A série de retratos que fez de intelectuais, artistas e escritores do surrealismo português, como Mário Cesariny, Alexandre O’Neill, Cruzeiro Seixas, Vespeira, Fernando Azevedo e António Pedro, seria mais tarde considerada decisiva na renovação nacional da linguagem fotográfica de autor. Em simultâneo, trabalhou como desenhador e colaborou com textos e ilustrações em publicações editadas por José-Augusto França como a Unicórnio, Bicórnio, Tricórnio, Tetracórnio e Pentacórnio.

A prática artística plural era clara logo na primeira exposição que realizou em 1952 na Casa Jalco, com Marcelino Vespeira e Fernando de Azevedo, que constituiu um momento-chave na afirmação de uma linguagem experimental na arte portuguesa, e onde Lemos inclui pintura, desenhos, fotografia e um poema no catálogo.

No mesmo ano em que abandonou Portugal, em 1953, e se exiliou no Brasil onde viria a desenvolver grande parte da sua carreira, expôs as suas fotografias no Museu de Arte Moderna de São Paulo e no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em 1957, na IV Bienal, recebeu o prémio de Melhor Desenhista Brasileiro, distinção que consolidou a sua posição no panorama artístico do país. O experimentalismo no design e na edição intensificado no Brasil levou-o a fundar com o escritor Sidónio Muralha a editora Giroflé e valeu-lhe os prémios de Melhor Capa de Livro e Melhor Apresentação Gráfica na II Bienal Internacional de Arte Gráfica de São Paulo.

Por ocasião da IV Bienal de S. Paulo, estabeleceu o seu primeiro contacto determinante com a obra do calígrafo japonês Yuichi Inoue, cuja intensidade gestual-visual, expressa na autonomia da linha e na simultânea disciplina e liberdade do traço, ecoou de forma inegável na inclinação de Fernando Lemos pela escrita enquanto forma visual. Quando em 1963 recebeu uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian que lhe permitiu viajar para o Japão para estudar a escrita e a caligrafia, o interesse pela cultura japonesa presente já no trabalho seria consolidado e revelar-se-ia decisivo em diversas direções e linguagens posteriormente assumidas nas obras.

Durante esse período de seis meses Fernando Lemos iria ter contacto direto com diferentes contextos urbanos e culturais. Desenvolveu também trabalho de desenho aplicado à estamparia para a indústria têxtil em Osaka e, ao mesmo tempo, prosseguiu a sua atividade fotográfica: as fotografias hoje pertencentes ao Centro de Arte Moderna.

A estadia permitiu-lhe igualmente um maior conhecimento das culturas visuais locais, num interesse que é testemunhado pelas diversas publicações que adquiriu. Visitou vários ateliês de calígrafos e desenvolveu o projeto gráfico do pavilhão do Brasil na 5ª Feira Internacional de Tóquio, concebido pelo arquiteto Manoel Kosciusko Correa. No decorrer desses seis meses, teve a primeira oportunidade de expor a sua obra em junho: a integração na International Society of Plastic Art conduziu à participação na coletiva que reuniu artistas japoneses, brasileiros e argentinos no Exhibition Hall do Daimaru Department Store, em Kobe, entre 18 e 23 de junho. 

O regresso ao Japão em 1977, para colaborar no projeto do Museu Namban em Nagasáqui, consolidou a transversalidade da influência da estética oriental, uma influência que integrou continuadamente nas propostas desenvolvidas em todos os territórios da criação. A associação entre imagem e palavr, que lhe interessou desde o início, teve uma concretização paralela na escrita poética que fez coincidir com a produção plástica e deu origem, em concreto, aos quatro livros de poesia, Teclado Universal (1953), Teclado Universal e Outros Poemas (1963), Cá & Lá. Antecedido de Teclado Universal (1985) e Poesia (2019).

Foi sobretudo a partir dos anos 1990 que aconteceu um renovado interesse pelo seu trabalho e se iniciou o seu reconhecimento incontornável. Foram determinantes nesse processo as mostras «À Sombra da Luz» (FCG, Lisboa 1994), «Lá e Cá» (Pinacoteca, São Paulo 2011), «Fernando Lemos Designer» (MUDE, Lisboa, 2019) e «Fernando Lemos, mais a mais ou menos» (Galeria 111, Lisboa 2019), uma mostra inédita de 86 obras relacionadas com diferentes facetas da sua produção.

Na proposta curatorial associada à Biblioteca de Arte, no âmbito da programação conduzida por Ana Barata, coordenadora responsável pela Biblioteca e pela Coleção de Livros de Artista, que tem vindo a realizar outras curadorias, a seleção de documentação feita para a exposição sublinhou como a partir dos materiais que Fernando Lemos juntou ao longo da vida se torna tangível tanto a pluralidade do seu horizonte artístico como a abertura permanente orientadora da sua trajetória. 

A ocupar o espaço franqueado do Átrio da Biblioteca foi demarcada uma divisão aberta com painéis-paredes modulares que formaram os limites de uma galeria temporária, no início da qual se definia o começo da mostra com o título da exposição e uma fotografia de Fernando Lemos no Japão, em 1963, de autoria desconhecida, reproduzida em grande escala em metade do plano do painel. No trânsito da montagem estabelecido nas quatro divisões franqueadas, textos de maior ou menor extensão mencionavam e transmitiam momentos da vida do artista, facetas da sua obra e anotações sobre o espólio. Depois do texto do primeiro painel, de carácter mais descritivo sobre a biografia do artista e o espólio, o segundo painel era enquadrado com o destaque do enunciado «Fernando Lemos e o Japão», enquanto no terceiro painel se pormenorizava a experiência japonesa e no quarto painel era transcrita a sua frase «“Tenho intenções de me estabelecer em Kioto, por razões económicas, para gozar mais tranquilidade e morar um pouco mais no Japão… Pode acontecer também que, ao lá chegar, me resolva a permanecer mais tempo em Tóquio e só viajar nos últimos meses…».

A acompanhar os textos, dispunham-se nas paredes diversos materiais gráficos – fotografias e outras imagens –, isolados ou em agrupamentos. Ao mesmo tempo, vitrines de vidro horizontalizadas, que foram encostadas às paredes ou preenchiam o centro das divisões e que permitiam aos visitantes a observação e contemplação atenta e demorada a pormenores, englobavam a multiplicidade da documentação constituída por pequenos cartazes, folhetos, desdobráveis, convites, postais, revistas das quais se viam as capas ou as folhas interiores abertas, distintos livros e em alguns deles as primeiras páginas com dedicatórias escritas a Fernando Lemos por amigos e conhecidos.  

Segundo um equacionamento compreensivo acerca da pluralidade de documentos, são encontrados alguns núcleos mais substantivos.

Entre as fotografias é desde logo notório a natureza distinta que têm face ao corpo de imagens tiradas por Fernando Lemos numa linguagem autoral plástica. As imagens desta exposição testemunham sobretudo o momento de vivência no Japão. Contextualizando e ajudando a perceber o ambiente cultural que enquadrou a sua permanência no país, embora devam ser encaradas mais como fragmentos visuais de que  como simples registos documentais, nelas estão patentes episódios da sua convivência com outros criadores e figuras dos meios sociais e culturais japoneses – Fernando Lemos e Luiz Carlos Lessa Vinholes (Tóquio, 1963) Fernando Lemos com Tanaka e Vinholes (Osaka, 1963), Fernando Lemos com Vinholes e outros (Tóquio, 1963), Fernando Lemos fotografando Claudia Guimarães de Lemos (Japão, 1963). Os retratos do próprio artista, frequentemente em situações informais, são, no caso de uma fotografia, acompanhados por uma nota que manuscreveu na imagem, que lhe dá o título: Cada um com os seus problemas! Eu e Kamakura

 (Japão, 1963). Há a imagem de autoria de Fernando Lemos da visita do imperador Hirohito e da imperatriz ao Pavilhão do Brasil na 5ª Feira Internacional de Tóquio.

No espólio do artista, a natureza destas fotografias remete inegavelmente para a composição de uma memória visual ora pessoal ora institucional dos seis meses japoneses em 1963.

Quanto às quarenta e duas publicações reunidas, elas espelham o alinhamento intercomunicante e genésico das muitas escolhas que compuseram a biblioteca do artista, onde estão livros de arte, arquitetura, design gráfico, literatura e história; catálogos de exposições e bienais; revistas especializadas de arquitetura, design e arte; publicações de origens e temas matizados – editadas no Japão, em Portugal, no Brasil e noutros contextos internacionais. Dois títulos portugueses sinalizam o investimento cruzado de Lemos entre a palavra e a imagem, entre a linguagem escrita e a linguagem visual, tal como as afinidades eletivas no seio do seu círculo de criadores e autores portugueses: Literatura Portuguesa de Invenção, de Ernesto de Melo e castro (DIFEL; 1984) e Diálogo entre o autor e o crítico, de José Augusto França (Presença, 2015).

O fascínio pela cultura e pela arte japonesa tem correspondência nos livros de Walter Zanini, 3 gerações de artistas: nipo-brasileiros (s.n., 1978); Hiroshi Hara, Masaru Katsumi e Iwataro Koike (eds.), Guide to Graphic Design (Bijutsu Shuppan Sha, 1961); Yoshitomo Okamoto, The Namban Art of Japan (Heibonsha, 1965). De Venceslau de Morais, dão-se a ver quatro livros: Cartas do Japão (Sociedade Editora Portugal-Brasil, 1928); Osoroshi (Casa Ventura Abrantes, 1933); Paisagens da China e do Japão (Empresa Literária Fluminense, 1938); Relance da Alma Japonesa (Portugal-Brasil Sociedade Editora, c. 1925).

Destacam-se, por outro lado, livros e publicações em que Fernando Lemos participou e contribuiu diretamente, seja como autor, ilustrador ou responsável pelo projeto gráfico, que demonstram a sua atuação multidisciplinar nas áreas do desenho, da poesia e do design. Neles fez conceção editorial, capas, desenhos e textos. São exemplo o seu livro Teclado Universal, Poesias (editora Libânio da Silva, 1953), e o livro de Décio Pignatari, Telma Weisz e Virgínia Quental, Exercício Findo (Edições Invenção, 1968), com desenhos seus.

O conjunto inclui ainda revistas e publicações internacionais como Shotenkentchiku Magazine, BT Bijutsu Techō, Idea: The Magazine of International Advertising Art e Kindai-Kentiku, editadas no Japão sobretudo entre as décadas de 1960 e 1970.

Em complemento, o núcleo documental composto por cartas, postais e outras trocas de correspondência permitem um vislumbre sobre o que foram as dinâmicas e redes de comunicação e de sociabilidade tanto pessoais como institucionais que marcaram a trajetória de Fernando Lemos, envolvendo colaboradores, amigos, instituições culturais e interlocutores internacionais.

No dispositivo de montagem e encenação da exposição, e à altura do olhar, era projetado numa outra parede o «filme» em PowerPoint propondo um relato sintetizado da vida e da obra do artista.

Em complemento à exposição e procurando ampliar as leituras que nela se propunham, foi realizada uma sessão pública dedicada à reflexão em torno das ressonâncias do período passado no Japão no percurso artístico de Fernando Lemos. No Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, o encontro contou com intervenientes ligados à investigação, edição e curadoria. Participaram Alexandra Curvelo, historiadora da arte, Vasco Rosa, editor literário, e Leonor Nazaré, curadora do Centro de Arte Moderna, numa conversa moderada por Ana Barata, da Biblioteca de Arte.

Data de 1985 a primeira exposição individual de Fernando Lemos na Fundação Calouste Gulbenkian. Comissariada por José Sommer Ribeiro, a exposição «Fernando Lemos. Desenhos Memórias» apresentou, na Galeria de Exposições Temporárias da sede da Fundação, desenhos realizados em 1984 em que o artista optou pela gravação em chapa de alumínio, explorando deliberadamente um suporte mais resistente do que o papel, o que lhe permitiu aprofundar a relação entre gesto, matéria e permanência do traço.

Cerca de uma década mais tarde, entre julho e outubro de 1994, o Centro de Arte Moderna exibiu, na galeria do piso 01, a retrospetiva fotográfica «À Sombra da Luz». Com curadoria de Jorge Molder, a exposição revisitava a produção fotográfica realizada por Fernando Lemos em Portugal entre 1949 e 1952, sublinhando a sua relevância no contexto artístico português da época e contribuindo para a revalorização crítica desse núcleo fundamental da sua obra.

Na medida em que a mostra «Espólio de Fernando Lemos» se articulou diretamente com «O Calígrafo Ocidental. Fernando Lemos e o Japão», não existiu uma publicação própria. Como documento da mostra na Biblioteca fica o catálogo bilingue O Calígrafo Ocidental. Fernando Lemos e o Japão, publicado numa edição de 750 exemplares, que teve coordenação científica de Leonor Nazaré e Rosely Nakagawa, e coordenação editorial de Patrícia Rosas e Maria Carolina da Cruz. No volume de 368 páginas reúnem-se os textos de ensaio das duas curadoras, um texto do antropólogo e crítico Ryuta Imafuku e uma fotobiografia detalhada da passagem de Lemos pelo Japão. Fica também como referência o livro da responsabilidade de Leonor Nazaré, Dicionário da Travessura, inspirado na ideia evocada pelo artista de um dicionário que reunisse de A a Z as suas expressões verbais espontâneas, cuja publicação resultou da parceria da Fundação Calouste Gulbenkian com a editora Tinta da China. Associa-se ainda a esta mostra a edição de tiragem única de Japão. Fernando Lemos, concebido por Rosely Nakagawa no cumprindo de um projeto que Lemos acabou por não concretizar de fazer um objecto-livro de artista, que integrou a Coleção de Livros de Artista da Biblioteca de Arte.

Os ecos de «Espólio de Fernando Lemos» na imprensa periódica nacional e internacional e nos diversos meios televisivos, aconteceram no quadro quer das notícias sobre a renovação do Centro de Arte Moderna Gulbenkian, quer associados à maior exposição «O Calígrafo Ocidental. Fernando Lemos e o Japão». A mostra documental foi destacada sobretudo no artigo na Arte Capital de José Oliveira e no texto assinado por Vasco Rosa no Observador. No programa Fotobox, na RTP3, Beatrix Overmeer, viúva de Fernando Lemos entrevistada, também mencionou a ocasião da primeira apresentação do Espólio.

Tendo ocupado o espaço de circulação comum que é o Átrio da Biblioteca de Arte, não se pode efetuar a contagem de visitantes.

 

Vanda Gorjão, 2025


Ficha Técnica


Artistas / Participantes


Eventos Paralelos

Mesa-redonda / Debate / Conversa

Conversa sobre a Obra de Fernando Lemos


Material Gráfico


Fotografias

«Conversa sobre a obra de Fernando Lemos». Ana Barata, Leonor Nazaré, Vasco Rosa, Alexandra Curvelo e Guilherme d´Oliveira Martins (da esq. para a dir.)

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