Quatro Artistas Brasileiros. Douchez, Ianelli, Martins, Nicola
1980
Entre julho e agosto de 1980, a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) inaugurou em Lisboa a exposição «Quatro Artistas Brasileiros», na qual foram exibidas obras de Aldemir Martins (1922-2006), Arcângelo Ianelli (1922-2009), Jacques Douchez (1921-2012) e Norberto Nicola (1931-2007).
Organizada pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo, pela Bayer Brasil e pelo Departamento Cultural da Bayer AG (Leverkusen, Alemanha), a exposição foi concebida para circular por várias cidades europeias e, de acordo com informação retirada do catálogo, em edição bilingue em português e alemão, foi montada na Alemanha (Bona, Leverkusen, Estugarda, Frankfurt, Hamburgo e Berlim), na Áustria (Viena) e em Portugal, nas cidades de Lisboa e Porto (Quatro Artistas Brasileiros…, 1980).
A apresentação em Lisboa deveu-se à iniciativa conjunta da FCG e da Embaixada do Brasil em Portugal. Comissariada por Oscar Landmann, a exposição na FCG integrou 19 tapeçarias, 16 quadros a óleo, 10 desenhos e 26 obras gráficas, estando todas as peças disponíveis para venda. De acordo com o comissário, as obras apresentadas eram criações representativas e testemunho da maturação artística dos seus autores. No texto do catálogo, Oscar Landmann justificaria assim as suas escolhas curatoriais: «Por acreditar nos nossos valores artísticos e nos múltiplos aspectos das artes plásticas brasileiras, iniciei gestões […] no sentido de levar exemplos representativos da nossa arte numa turnê [sic] pelo exterior. Evitei uma manifestação demasiada que certamente diluiria a expressão de cada artista, preferindo mostras individuais simultâneas que ilustrassem as técnicas da nossa arte. Optei por quatro nomes já consagrados, que vêm desenvolvendo um trabalho sério e do mais alto nível. Fiz pessoalmente a escolha dos artistas: Aldemir Martins (desenhos), Arcângelo Ianelli (pintura), Jacques Douchez e Norberto Nicola (tapeçarias).» (Quatro Artistas Brasileiros…, 1980)
No mesmo catálogo, o percurso e as obras dos quatro artistas são analisados pelo crítico e professor Wolfgang Pfeiffer, diretor do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.
Joana Brito, 2015