Exposição de Pintura do Grupo Escola de Saragoça
1965
Exposição de obras de oito artistas que integravam o «Grupo Zaragoza», coletivo de pintores abstratos e neofigurativos que se consolidou em outubro de 1964, altura em que se publicou o seu caderno de orientação artística El arte como elemento de vida.
Esta mostra partiu da iniciativa do Grupo Zaragoza e da Embaixada de Espanha em Portugal e foi inicialmente previsto que figurasse numa das salas do Palácio Foz, sede do Secretariado Nacional de Informação, Cultura Popular e Turismo (SNI). Porém, em fevereiro de 1964 o embaixador de Espanha, Pedro Rocamora, escreve a Artur Nobre de Gusmão informando que preferia utilizar o espaço cedido pelo SNI para a apresentação de uma outra exposição, solicitando por isso a cedência do auditório da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), em Palhavã, para «presentar esa mostra neofigurativa» (Carta de Pedro Rocamora para Artur Nobre de Gusmão, 6 fev. 1964, Arquivos Gulbenkian, SBA 15347).
O pedido foi aprovado e o certame acabou por ser inaugurado nas instalações da FCG em abril de 1965. Após o encerramento da exposição, o embaixador de Espanha lamentou as «molestias» que a mesma causou a Artur Nobre de Gusmão, referindo-se à morosidade de todo o processo de organização (Carta de Pedro Rocamora para Artur Nobre de Gusmão, 27 jul. 1965, Arquivos Gulbenkian, SBA 15347).
Joana Baião, 2015