- 1984
- Cartão
- Tinta acrílica
- Inv. 84P1165
Paula Rego
Proles Wall
Intervenção de Conservação e Restauro – 2006/2007
Encomendado para a exposição comemorativa do conhecido romance de George Orwell, 1984 (1984, Camden Arts Centre, Londres), Proles Wall [Muro dos Proles] adota o termo «proles», usado pelo escritor britânico para designar a vasta classe desfavorecida a quem o Partido considerava «livre como os animais». O biógrafo John McEwen afirma que Paula Rego encontrou várias fragilidades no romance de Orwell. Desde logo, a falta de imaginação. Libertando os personagens dos seus posicionamentos políticos, metamorfoseando-os em animais, a pintora parece, no entanto, fiel à descrição orwelliana: os «proles» vivem no reino das emoções, perdendo-se em pequenos conflitos e em alguns prazeres, entre os quais o sexo.
Paula Rego valorizou o princípio da ambivalência subjacente no romance: o amor implica sofrimento. Pensando no estado de analfabetismo que caracterizaria a classe miserável plasmou a sua vivência naquela que poderia ser a sua linguagem: o graffiti. Obra de grandes dimensões – a segunda, depois de O Jardim de Crivelli (1990-1991) – Proles Wall parece evocar não só as fábulas como também o universo não domesticado da Arte Bruta, em particular o sobre-povoamento e a restrição cromática característicos de algumas obras de Jean Dubuffet 1901-1985).
Susana Neves
Maio 2010
Tipo | Valor | Unidades | Parte |
Altura | 244 | cm | painel |
Largura | 1220 | cm | conjunto dos 10 painéis |
Tipo | Aquisição |
Data | 13-12-1984 |
The Gulbenkian Foundation and British Art |
Tate Britain |
Curadoria: Tate Britain |
1 e 10 de Março de 2006 a Fevereiro de 2007 Londres, Tate Britain |
A exposição fez parte das comemorações dos 50 anos da Fundação Calouste Gulbenkian que começaram oficialmente a 18 de Julho de 2006. |