Dar Voz ao Para-Além-do-Humano: uma Investigação Interdisciplinar
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Data
- 18:00 / Cancelado 18:00 / Esgotado sábado, 18:00
Local
Estúdio Centro de Arte Moderna GulbenkianUma Ária para o Pato-real é um novo trabalho de Rosana Antolí, criado para o Jardim Sul da Gulbenkian. A obra pretende reimaginar a forma operática tradicional ao dedicar uma ária a um sujeito mais-que-humano – o pato-real.
Utilizando som, escultura e o envolvimento ambiental, a instalação realça o estado de interligação de um ecossistema.
Na sequência de uma apresentação do projeto pela artista, a discussão explorará como a neurociência e a bioacústica influenciaram o processo criativo da obra. Estas disciplinas foram aplicadas não como base teórica, mas como ferramentas de composição, perceção e novas formas de imaginação.
A conversa abordará o processo artístico, a pesquisa de campo, a experimentação sónica e a análise de dados neurais. Discutirá ainda o modo como a colaboração interdisciplinar pode abrir novos caminhos para trabalhar com – e não apenas sobre – o mundo mais-que-humano.
Examinar-se-á também o conceito de cocriação com formas de vida não humanas, em particular através da lente da bioacústica, considerando o modo como esta abordagem pode inspirar novas narrativas ecológicas.
A conversa será seguida de O Jardim Performativo, uma performance de Rosana Antolí com a soprano Claire Rocha Santos e o compositor Jorge Ramos.
Oradores
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Rosana Antolí
Rosana Antolí (Alcoi, Espanha, 1981) é uma artista multidisciplinar e criadora de performance sediada no Reino Unido, que trabalha com performance, pintura, escultura, instalação e som. A sua prática explora temas ecofeministas e pós-humanos através de experiências imersivas que desafiam as perceções de identidade, corpo e agência. Partindo de coreografias sociais e dos gestos incorporados na vida quotidiana, Antolí tece mitologia, biologia, futuros especulativos e sistemas porosos, criando narrativas em camadas. O trabalho da artista convida a um diálogo aberto em torno da incorporação coletiva, das ecologias plurais e das possibilidades de cocriação com formas de vida não humanas, navegando por entre a colaboração interdisciplinar e a investigação artística.
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Jorge Ramos
Jorge Ramos é um compositor português multipremiado, artista sonoro e investigador radicado em Londres. Estudou no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, na Escola Superior de Música de Lisboa e é doutorado em Composição Musical pelo Royal College of Music, em Londres. Escreveu música a solo, de câmara, coral, sinfónica, mista, eletroacústica, eletrónica em tempo real, para cinema, palco, instalações e publicidade. Tem um interesse particular pela perceção e pela psicoacústica. A sua abordagem musical explora a interseção entre tecnologia e orquestração/fusão tímbrica, com foco na orquestração intuitiva informada pela eletrónica, síntese instrumental, orquestração assistida por computador, machine learning e inteligência artificial.
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Rui F. Oliveira
Rui F. Oliveira é neurocientista e lidera um grupo de investigação no Gulbenkian Institute for Molecular Medicine, além de ser presidente e professor de Biologia e Neurociência no ISPA – Instituto Superior de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida. A sua investigação centra-se na neurobiologia do comportamento social, na evolução do cérebro e na cognição comparativa em animais. Paralelamente à sua atividade científica, Rui também se interessa pela interface entre a Arte e a Ciência e tem estado envolvido em várias iniciativas neste campo. Foi curador da exposição Cérebro – mais vasto que o céu na Fundação Gulbenkian em 2019.
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Gonzalo G. de Polavieja
Gonzalo G. de Polavieja é neurocientista na Fundação Champalimaud, em Lisboa, e professor investigador no Conselho Nacional de Investigação Espanhol, atualmente em licença. Lidera um grupo de investigação que usa a matemática para descobrir como os animais se comportam em grupo e como o cérebro processa informações. Para isso, a sua equipa combina análise de dados moderna, modelos matemáticos e inteligência artificial. Este grupo é também pioneiro num novo tipo de IA, baseado em álgebra abstrata, que visa ser muito mais transparente do que os sistemas padrão atuais. Além da sua investigação científica, de Polavieja interessa-se pela criatividade na ciência e explora a forma como as ferramentas computacionais podem ajudar a impulsioná-la.
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António Gomes da Costa
António Gomes da Costa é doutorado em Bioquímica e ex-investigador e professor universitário. Em 2000, começou a trabalhar a tempo inteiro na área da comunicação científica. Foi membro da direção da Ciência Viva. Posteriormente, trabalhou como consultor em comunicação científica para importantes centros científicos e museus em toda a Europa e para instituições no Médio Oriente. Em 2017, tornou-se diretor de mediação científica e educação na Universcience, onde desenvolveu o Programa Científico e Cultural para a renovação do Palais de la découverte. Atualmente, é gestor de projetos sénior no Programa Gulbenkian Cultura, envolvido principalmente em interações entre arte e ciência. Tem um interesse particular no desenvolvimento de formas de promover as ligações entre ciência e democracia, e de combater os equívocos públicos e as atitudes anticientíficas.
Programa
18:00 / Boas-vindas
18:05 / Apresentação do projeto por Rosana Antolí
18:20 / Conversa
19:10 / Excertos do vídeo do processo e do libreto
19:20 / Perguntas e Respostas
19:30 / Encerramento
Apoio
A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.