• Paris, c. 1725
  • Carvalho e madeiras exóticas (pau cetim e amaranto); bronze 
  • Inv. 2221A/B

Par de bibliotecas

Charles Cressent

Concebido em finais da Regência, este par de bibliotecas, da autoria do famoso ebanista do duque de Orléans, constitui um dos conjuntos mais originais e sumptuosos da produção do mestre. Nas amplas fachadas, decoradas por riquíssimos motivos em bronze, abrem-se três portas, separadas por quatro pilastras, encimadas por outros tantos bustos em bronze. Numa delas representam-se as quatro partes do mundo, identificáveis pelos atributos que os coroam: a Europa (o cavalo), a Ásia (o elefante), a América (o toucado de plumas) e África (o unicórnio). Numa outra, podem ver-se as quatro estações do ano: Inverno, Outono, Verão e Primavera, simbolizadas, respetivamente, por uma figura de velho, e três bustos femininos coroados, um por folhas de parra e cachos de uvas, outro por espigas maduras e o último com flores desabrochadas.

Venda Cressent 1749; Coleção Dournovo; Coleção Kathchoubey; Museu do Ermitage, São Petersburgo. Adquirido por Calouste Gulbenkian na Galeria Le Passé de Mme Koenigsberg, Paris, 1933.

Verlet 1969

Pierre Verlet, Objets d’art français de la Collection Calouste Gulbenkian, Lisbonne, 1969, s.p.

Pradère 1989

Alexandre Pradère, «Meubles Français. La qualité qu’exigeait Gulbenkian», Connaissanse des Arts, n.º 446, abril de 1989, pp. 48-61 (pp. 50-51).

Coutinho 1999

Maria Isabel Pereira Coutinho, Mobiliário Francês do Século XVIII. Lisboa: Museu Calouste Gulbenkian, 1999, pp. 103-107, n.º 2.

Atualização em 08 junho 2022

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