• Paris, c. 1750
  • Estrutura em carvalho marchetado a «pau cetim», amaranto, buxo e ébano; bronzes cinzelados e dourados
  • Inv. 2368A

Medalheiro (de um par)

Charles Cressent

O móvel que aqui vemos é bem representativo da obra de Cressent, célebre ebanista do duque de Orleães, sobrinho de Luís XIV, que assumiu a regência durante a menoridade de Luís XV. Trata-se de um imponente medalheiro, obra que o próprio autor considera «digna de figurar em casa das pessoas mais apreciadoras da curiosidade».

O motivo decorativo principal surge-nos no corpo superior, apresentando uma peça de escultura em bronze, em que três putti, manobrando um balancé, se entregam ao trabalho da cunhagem, sobre uma mesa de onde pendem duas medalhas apresentando uma o busto de Luís XV e outra as efígies afrontadas do Delfim e de sua mulher, Maria Josefa de Saxe. Trata‑se das réplicas do anverso e reverso de uma medalha de Luís XV, cunhada em 1747 para celebrar o segundo casamento do Delfim. Todo o motivo é moldurado por um trabalho de marchetaria em espinhado, debruado a bronze, ladeado por duas séries de medalhas representando doze imperadores romanos, agrupados dois a dois. Os pés, revestidos a bronze cinzelado e dourado, são calçados em garra e rematados com bustos de guerreiros «ao gosto antigo».

M. de Selle (?); Conde de Stazensky; Coleção Barão Nathaniel de Rothschild; Coleção Barão Alphonse de Rothschild. Adquirido por Calouste Gulbenkian por intermédio de Hans Stiebel, Nova Iorque, 1948.  

Atualização em 18 novembro 2020

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