• Egito, Época Baixa, XXX dinastia (c. 664-525 a. C.)
  • Prata dourada
  • Inv. 62

Máscara funerária

Esta máscara funerária de prata dourada representa o rosto idealizado de um defunto, cujo nome não se preservou. Raras vezes as máscaras funerárias retratam o rosto real do defunto, pretendendo-se obter um semblante de linhas suaves, com olhar expressivo, demonstrando boa saúde física e espiritual e inefável confiança na eternidade.

Esta peça não tem qualquer decoração floral ou vestígios de inscrição, como era hábito neste tipo de materiais fúnebres, revelando um notável trabalho na reprodução dos detalhes do rosto, o que denota boa observação anatómica. A cabeleira (ou toucado) estende do meio da testa em relevo destacado, envolve as orelhas e cai sobre o peito, contornando o rosto de traços suavizados e com vestígios de policromia acastanhada nas sobrancelhas e nos olhos. Do ponto de vista técnico revela um bom trabalho no domínio do metal utilizado, conseguindo obter uma fina espessura com o máximo de dois milímetros, em excelente execução do repuxado.

Grande parte das máscaras funerárias conhecidas, espalhadas por alguns museus da Europa, dos Estados Unidos e do Egito, são feitas de cartonagem, e muitas delas são douradas, por vezes com cabeleira pintada de azul, sugerindo a bela coloração do lápis-lazúli.

Coleção John Maxwell. Adquirida por Calouste Gulbenkian, por intermédio de Howard Carter, na venda da Coleção John Maxwell, Sotheby's, Londres, 12 de junho de 1928.

A. 43,5 cm

Araújo 2006

Luís Manuel de Araújo, Arte Egípcia. Colecção Calouste Gulbenkian. Lisboa: Museu Calouste Gulbenkian, 2006, pp. 130-131, cat. 32.