• Paris: Charles Meunier, 1900
  • Papel velino
  • Inv. LM27
  • N.º 52 de uma edição única de 77 exemplares

«Les fleurs du mal»

Ilustrações de Carlos Schwabe (1877-1927), gravadas a água-forte por L. Robin, F. Massé e M. Rapine e sobre madeira por P. Delangle

A coletânea de poemas Les fleurs du mal surgiu pela primeira vez em 1857, seguindo-se-lhe uma nova edição em 1861, que incluía «Tableaux parisiens». A receção entusiasta de um grupo reduzido de leitores, principalmente outros escritores e artistas, não foi suficiente para evitar a perseguição das autoridades tanto a Baudelaire como ao seu editor.

O oxímero, que o título da coletânea de poemas sugere, constrói-se num jogo de opostos que Baudelaire explora, revelando a grandeza e a decadência que a própria natureza humana encerra. É exatamente a justa medida dessa contradição que Carlos Schwabe explora nas suas ilustrações à edição de 1900, numa gramática simbolista animada de um complexo vocabulário alegórico. A colaboração de Schwabe com Meunier é testemunho da admiração mútua, confirmada em outros trabalhos conjuntos, aqui traduzida na cumplicidade artística de forte tradução plástica.

Adquirido por Calouste Gulbenkian, por intermédio de L. Giraud-Badin, na venda Descamps-Scrive, Paris, 1925.

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