Antoine Watteau

Considerado um dos mais originais e criativos artistas do século XVIII, Watteau foi protagonista de uma carreira prolífica, embora com um fim precoce.
24 set 2020 2 min
Uma Coleção com Histórias

Considerado um dos mais originais e criativos artistas do século XVIII, Antoine Watteau (1684-1721) foi protagonista de uma carreira prolífica, embora com um fim precoce. O seu nome está associado a algumas obras da Coleção do Museu Calouste Gulbenkian, nomeadamente um desenho, uma pintura e um livro – uma coletânea da obra do artista gravada por vários artistas.

Watteau nasceu em Valenciennes, mas foi em Paris que desenvolveu a sua arte, influenciado pelos pintores Claude Gillot e Claude Audran III, este último conhecido por trabalhar na área da ornamentação e decoração de espaços como Versalhes, Fointainbleu ou Les Invalides.

Embora não tenha recebido uma educação artística tradicional, Watteau concorreu ao Prix de Rome no início do século XVIII, recebendo o segundo prémio e ingressando na Academia Real de Pintura e Escultura pouco depois. Copiou os grandes mestres, como Rubens, e recebeu o apoio de vários importantes mecenas, para quem realizou encomendas diversas.

Além do seu talento no campo da pintura, Watteau destacou-se também no desenho, deixando sobretudo estudos de cabeças ou bustos, como se pode ver no exemplar que Gulbenkian adquiriu em 1937, que mostra a mesma figura, em três poses diferentes e com um grande pormenor.

 

Jean Antoine Watteau, «Três Estudos da Cabeça de Uma Jovem», c. 1716-1717. Três-lápis (pedra-negra, sanguínea e giz branco) e esfuminho sobre papel. Museu Calouste Gulbenkian

 

Watteau é autor de uma das mais enigmáticas pinturas da Coleção do Museu Calouste Gulbenkian. Trata-se de uma pequena tela pintada a óleo – os retratos a óleo são raros na produção do pintor – que representa uma cabeça, possivelmente um esboço para uma pintura de maiores dimensões cuja localização se desconhece. Documentação antiga refere a possibilidade de se tratar de um autorretrato do pintor, embora esta teoria nunca tenha sido confirmada: os retratos de Watteau que sobrevivem nos dias de hoje não permitem confirmar a hipótese.

 

 

Watteau morreu muito cedo, com apenas 36 anos. A sua obra encontra-se dispersa por vários museus internacionais, como o Museu do Ermitage, em São Petersburgo, o Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, ou o Louvre, em Paris.

Série

Uma Coleção com Histórias

Por onde passaram as obras antes de chegarem às mãos de Calouste Gulbenkian? Quem foram os seus autores e os seus protagonistas? Que curiosidades escondem? Descubra nesta série as várias histórias por trás da coleção do Museu.
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