As nossas amarras

Dos corpos híbridos e duplicados das grelhas dos desenhos, relevos e recortes, surgirá no início dos anos de 1970 uma nova representação: as «cordas» ou as «amarras». Começam por ser um movimento espiralado, com espaços que se abrem no seu interior, como buracos negros (ou corpos negros) para se manifestarem em cabeças, torsos, falos e outras figuras envoltas em cordas. Na obra L’homme enchaîné [O homem acorrentado] ou As nossas amarras surge do negro um corpo masculino, isolado, dentro de um casulo de cordas. O corpo é pintado até aos limites da própria folha de papel, um segundo espaço de confinamento. Um ano mais tarde, Escada pinta um corpo aprisionado entre grades de metal: a grelha disciplinar. Esta obra representaria um momento de paroxismo deste estado de opressão, abrindo-se ao mesmo tempo a uma consciencialização do corpo-sujeito oprimido, ou seja, o corpo como representação e construção identitária.

 

[fcg_custom_gallery order_1=”1″ image_1=”159369″ title_1=”José Escada (1934-1980)” description_1=”Sem título, 1973
Tinta da China sobre papel
39 x 52,5 cm
Coleção Adelino Simões
” order_2=”2″ image_2=”159375″ title_2=”José Escada (1934-1980)” description_2=”Homenagem a Messiaen, 8-12-1976
Lápis-de-cera, ponta de feltro, grafite e colagem sobre papel
16,8 x 10,5 cm
Coleção Carmo Sousa Lima
” order_3=”3″ image_3=”159371″ title_3=”José Escada (1934-1980)” description_3=”Sem título, 1977
Grafite sobre papel
22 x 15,5 cm
Coleção particular
” order_4=”4″ image_4=”159373″ title_4=”José Escada (1934-1980)” description_4=”História trágico-marítima, 1971
Tinta da China e guache sobre papel
49,9 x 34,5
Coleção particular
” order_5=”5″ image_5=”159379″ title_5=”José Escada (1934-1980)” description_5=”L’homme enchaîné ou As nossas amarras, 1972
Guache sobre papel
42,2 x 29,1 cm
Colecção Maria Nobre Franco
” order_6=”6″ image_6=”159377″ title_6=”José Escada (1934-1980)” description_6=”Sem título, 1973
Ponta de feltro sobre papel
39 x 59 cm
Coleção Manuel de Brito
“]

 

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