William Shakespeare

Uma coleção com histórias: em 2020, partilhámos semanalmente uma história sobre a coleção de Calouste Gulbenkian. O mês de abril foi dedicado às histórias literárias.
James Ward segundo John Hoppner, «Mrs. Michael Angelo Taylor as "Miranda"» (pormenor), c. 1798. Gravura à maneira negra ou mezzotinto. Museu Calouste Gulbenkian

William Shakespeare (1564-1616) foi um poeta e dramaturgo inglês, autor de algumas das mais célebres peças de teatro do mundo. Os seus textos foram traduzidos para diversas línguas e alvo de inúmeras adaptações literárias, teatrais e cinematográficas. O seu contributo foi tão importante que é uma das razões por que se comemora o Dia Mundial do Livro no dia 23 de abril, geralmente aceite como a data do seu nascimento e morte.

Nascido em Stratford-upon-Avon, Shakespeare terá iniciado uma carreira de ator e escritor no final da década de 1580. A sua companhia de teatro – Lord Chamberlain’s Men, posteriormente King’s Men – tornou-se rapidamente uma das mais proeminentes de Londres, sendo responsável pela construção do seu próprio teatro, o Globe Theatre. Em 1997, uma reconstrução deste teatro foi inaugurada na capital inglesa, perto do local onde teria existido o original.

Shakespeare escreveu comédias e tragédias que ficariam conhecidas internacionalmente e influenciaram outros autores, como Thomas Hardy, Charles Dickens ou Herman Melville, além de terem inspirado compositores, como Verdi, e diversos pintores, sobretudo os Pré-Rafaelitas.

Em 1947, Calouste Gulbenkian adquiriu uma edição de Hamlet, uma das obras mais conhecidas do escritor. Traduzida para francês por André Gide, vencedor do Prémio Nobel da Literatura, e ilustrado por Albert Decaris, este livro foi publicado pela Société des Bibliophiles Franco-Suisses, de que Gulbenkian fazia parte.

William Shakespeare, «Hamlet». Paris: Les Bibliophiles Franco-Suisses, 1947. Museu Calouste Gulbenkian

Contudo, esta não é a única obra relacionada com Hamlet que encontramos na Coleção. Em 1900, Gulbenkian adquiriu diretamente a René Lalique um broche representando Ofélia, a protagonista da peça de Shakespeare, jazendo sob um ramo de salgueiro. A obra em ouro fundido evoca a trágica morte de Ofélia por afogamento, considerada uma das mais poéticas na história da literatura. A personagem foi retratada por diversos artistas, como John Everett Millais, cuja pintura icónica se encontra atualmente na Tate Britain, em Londres.

René Lalique, Broche «Ofélia», c. 1899-1900. Ouro. Museu Calouste Gulbenkian

Na Coleção Gulbenkian existem ainda duas gravuras retratando atrizes vestidas como as personagens de Shakespeare que representaram, nomeadamente Miranda, da peça A Tempestade, e Perdita, da obra O Conto de Inverno.

James Ward segundo John Hoppner, «Mrs. Michael Angelo Taylor as "Miranda"», c. 1798. Gravura à maneira negra ou mezzotinto. Museu Calouste Gulbenkian
John Raphael Smith segundo George Romney, «Mrs. Mary Robinson», 1782. Gravura à maneira negra ou mezzotinto. Museu Calouste Gulbenkian

Uma Coleção com Histórias

Em 2020, partilhámos semanalmente uma história sobre a coleção de Calouste Gulbenkian. Os artigos desta rubrica referem-se à coleção do Museu Calouste Gulbenkian como Coleção do Fundador.

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Atualização em 06 maio 2022

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