Elizabeth Farren

Uma coleção com histórias: em 2020, partilhámos semanalmente uma história sobre a coleção de Calouste Gulbenkian. O mês de março foi dedicado às histórias de mulheres.
13 mar 2020

Elizabeth Farren (c. 1759-1829) foi uma famosa atriz irlandesa do século XVIII. Conhecida como Eliza nos palcos londrinos, onde obteve grande êxito, a atriz representou mais de cem papéis durante o seu percurso artístico, do drama à comédia.

Nascida em meados do século no seio de uma família de atores, Elizabeth começou a representar muito jovem, estreando-se em Londres por volta dos dezoito anos de idade. A sua primeira apresentação foi muito bem recebida pelo público, lançando-a numa estável carreira de duas décadas, que passou sobretudo pelos teatros Drury Lane e Haymarket. O seu repertório incluiu algumas célebres personagens criadas por William Shakespeare – Hermione, Portia, Olivia e Julieta –, embora tenha ficado conhecida sobretudo pelos seus papéis cómicos, os seus prediletos.

Foi no teatro que conheceu o seu marido, Edward Smith-Stanley, 12.º conde de Derby, com quem esteve casada durante vários anos e com quem teve três filhos. Foi o conde que encomendou a famosa pintura de Thomas Lawrence que deu origem à gravura de Francesco Bartolozzi, adquirida por Gulbenkian em 1921. O retrato original, de tamanho real, foi apresentado em 1790 na Royal Academy e encontra-se atualmente no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque.

Durante a sua vida, a atriz foi retratada por outros artistas, como a escultora Anne Seymour Damer, com quem terá tido uma relação, segundo a autora e diarista Hester Thrale. Eliza foi também protagonista de algumas caricaturas. 

A última performance de Eliza decorreu em 1797, para desgosto de muitas personalidades importantes da época, que lhe teceram enormes elogios. A atriz protagonizou Lady Teazle na peça The School for Scandal, uma comédia escrita por Richard Brinsley Sheridan.


Uma Coleção com Histórias

Em 2020, partilhámos semanalmente uma história sobre a coleção de Calouste Gulbenkian. Os artigos desta rubrica referem-se à coleção do Museu Calouste Gulbenkian como Coleção do Fundador.

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