Art Déco no Centenário da Exposição de 1925
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Data
- 09:30 / Cancelado 09:30 / Esgotado segunda, 09:30
Local
Auditório 3 Fundação Calouste GulbenkianA Exposição Internacional de Artes Decorativas e Industriais Modernas de 1925, apresentada em Paris com o intuito de relançar a economia francesa após a Primeira Guerra Mundial, foi o mote para designar, anos mais tarde, uma das linguagens artísticas que marcaram as primeiras décadas do século XX: a chamada Art Déco.
Calouste Gulbenkian não foi indiferente a este gosto, tendo adquirido um grupo escultórico e uma credência que estiveram nesta exposição internacional, além de ter recorrido a artistas que se distinguiram nessa mostra – René Lalique e Edgar Brandt – para decorar o seu palacete em Paris, renovado entre 1923 e 1927.
O Colecionador interessou-se igualmente pela dimensão mais íntima de algumas das mais requintadas peças produzidas segundo os princípios déco. Destacam-se, neste contexto, o biombo em laca de Jean Dunand, um conjunto de livros, ricamente ilustrados ou encadernados, ou ainda objetos de uso pessoal, como joias e caixas para cigarros, fósforos ou batom, que atualmente podemos ver na exposição Coleção Gulbenkian. Grandes Obras.
Neste encontro, investigadores e especialistas nacionais e internacionais irão refletir sobre o papel da Art Déco nas primeiras décadas do século XX, analisando o seu compromisso entre luxo e indústria e explorando as suas relações com o poder e a propaganda, nomeadamente através da exposição de 1925 e das exposições coloniais subsequentes.
Imagem no topo: Paul Verlaine, «Fêtes Galantes». Ilustrações de George Barbier. Paris: H. Piazza et Cie, Éditeurs, 1928. Museu Calouste Gulbenkian, inv. LM426.
Oradores
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Ana Barata
Licenciada em História, variante História da Arte, e mestre em História da Arte Contemporânea pela FCSH-NOVA. Pós-graduada em Conservação e Recuperação em Edifícios e Monumentos e em Gestão Cultural nas Cidades. Curso de Especialização em Ciências Documentais. É Bibliotecária da Biblioteca de Arte Gulbenkian (1997-). Tem artigos publicados no âmbito das ciências da informação e sobre a história urbana de Lisboa. Investigadora do CHAIA-Universidade de Évora.
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Ana Maria Campino
Professor de História da Arte Contemporânea na Universidade de Artois. Especialista em Art Nouveau e Art Déco, dedica-se aos temas relacionados com papel de parede, design industrial, decoração de montras, relação entre arte e desporto, e a obra de Maurice Dufrène. Coorganizou o colóquio «L’Art déco dans les territoires dévastés. Le décor au temps de la première Reconstruction» e foi coeditor do número «Héritages et patrimoines de l’Art déco» da revista «In Situ. Revue des patrimoines».
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André das Neves Afonso
Conservador de ourivesaria e joalharia no Museu Calouste Gulbenkian. Foi conservador assistente de ourivesaria e joalharia do Museu Nacional de Arte Antiga. A sua investigação e prática curatorial centram-se nas áreas da ourivesaria, gold boxes e galvanoplastias. Doutorando em História da Arte na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Desenvolve, na sua tese, um estudo sobre as gold boxes do Museu Calouste Gulbenkian. É investigador do ARTIS – Instituto de História da Arte (FLUL).
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Evelyne Possémé
Conservadora-chefe honorária do Musée des Arts décoratifs, em Paris. Responsável pelo departamento Art Nouveau-Art Déco entre 1987 e 2018, responsável pelo projeto da Galeria das Joias, foi também conservadora do departamento de Joalharia Antiga e Moderna da instituição. Colaborou em numerosas publicações e foi curadora de várias exposições no domínio da joalharia. Presentemente encontra-se a trabalhar no catálogo de joias Art Nouveau do museu.
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Filipa Lowndes Vicente
Historiadora. Investigadora no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorada pela Universidade de Londres. A sua tese que deu origem ao seu primeiro livro «Viagens e Exposições: D. Pedro V na Europa do Século XIX». Foi professora visitante no King’s College, Universidade de Londres em 2015 e na Brown University, USA, em 2016. A sua investigação centra-se em temas dos séculos XIX e XX, como a produção e circulação de conhecimento em contextos coloniais.
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Jérémie Cerman
Professor de História da Arte Contemporânea na Universidade de Artois. Especialista em Art Nouveau e Art Déco, dedica-se aos temas relacionados com papel de parede, design industrial, decoração de montras, relação entre arte e desporto, e a obra de Maurice Dufrène. Coorganizou o colóquio «L’Art déco dans les territoires dévastés. Le décor au temps de la première Reconstruction» e foi coeditor do número «Héritages et patrimoines de l’Art déco» da revista «In Situ. Revue des patrimoines».
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Rui Afonso Santos
Mestre em História da Arte Contemporânea pela FCSH-UNL. Historiador de Arte e Design e curador do Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (MNAC). Autor de duas centenas de títulos e três dezenas de comissariados, dos quais se destacam as publicações «O Design e a Decoração em Portugal, 1900-1994», «A Cadeira Contemporânea em Portugal», «Cadeira Portuguesas Contemporâneas» e a exposição «O Modernismo Feliz: Art Déco em Portugal. Pintura, Desenho, Escultura, 1912-1960» (MNAC, 2017).
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Rui Galopim de Carvalho
Investigador, formador, autor e conferencista sobre gemologia. Estudou as pedras de inúmeras coleções (Museu do Tesouro Real, Museu de Arte Antiga, Arquidiocese de Évora e Museu Calouste Gulbenkian). É divulgador da gemologia nas redes sociais e autor do livro «GEMPEDIA, A Comprehensive Glossary on Gemstones and Gemmology». É editor associado do The Journal of Gemmology, vice-presidente da Comissão de Coral da CIBJO (The World Jewellery Confederation).
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Susana S. Martins
Professora auxiliar de Arte Contemporânea e Museologia no Departamento de História da Arte e Investigadora no Instituto de História da Arte (IHA, NOVA-FCSH/IN2PAST). Doutorada em Fotografia e Estudos Culturais pela Katholieke Universiteit Leuven. A sua investigação inclui temas como os livros fotográficos, os retratos de cidade, a propaganda e as exposições universais. No campo da Museologia tem-se dedicado ao património virtual, histórias de exposições e culturas visuais pré-fotográficas.
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Vera Mariz
Conservadora de investigação no Museu Calouste Gulbenkian, onde se dedica à história da coleção e do colecionador. Doutorada em História da Arte, trabalha temas de colecionismo e mercados de arte nos séculos XIX-XX, com ênfase nas redes transnacionais. Investigadora do ARTIS – Instituto de História da Arte (FLUL), desenvolveu projetos de pós-doutoramento nestas áreas, financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Contribui regularmente para publicações e conferências internacionais.