Coleção Gulbenkian. Grandes Obras
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Data
- sáb,
- Encerra Terça
Local
Galeria do Piso InferiorPreço
Gratuito – Menores de 18
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65
Cartão Gulbenkian:
Gratuito – Menores de 30, sábados, 18:00 – 21:00
50% – Menores de 30
20% – Maiores de 65
10% – 30 a 64
Este percurso, que inaugura nos 70.º aniversário da morte do Colecionador, reflete a forma como Gulbenkian colecionava e expunha estas obras em sua casa: de forma orgânica, sem as organizar por geografia ou tempo. A visão e gosto do Colecionador eram transversais, combinando e justapondo épocas e regiões.
Movidos por este espírito eclético e de diálogo, aproveitámos o encerramento do Museu Gulbenkian para remodelações, para experimentar novas perspetivas e soluções museológicas.
Por isso, em vez do habitual início no Antigo Egito, esta exposição começa em pleno século XX, olhando para a história de Calouste Gulbenkian enquanto colecionador, em particular para o seu interesse na Art Déco. Aqui, a coleção Lalique e o biombo Dunand, raramente exposto, assumem um lugar de destaque.
Entretanto, a obra de René Lalique faz a ponte entre a arte europeia e a arte japonesa que, juntamente com a pintura e o livro, remetem para uma temática transversal da exposição: a representação do mundo natural.
As artes europeias e chinesas do século XVIII, por seu turno, que despertaram grande interesse em Calouste Gulbenkian, refletem os intercâmbios culturais e da comercialização global que influenciaram a sua produção. Este tema mantém-se como o fio condutor nas coleções de arte islâmica e de pintura europeia dos séculos XVII e XVI.
Enquanto isso, a época medieval centra-se na circulação de obras de arte no Mediterrâneo e na Rota da Seda, sublinhando as diferenças e as semelhanças nos objetos produzidos nestes dois contextos.
Finalmente, a Antiguidade, que na nossa Coleção representa mais de 5000 anos de história da Humanidade, evidencia o interesse do Colecionador pela influência da iconografia clássica nas artes que fomos encontrando ao longo da exposição, e pela relação entre história e arte.
A exposição encerra com uma instalação em torno do cofre-forte onde Calouste Gulbenkian guardou a sua coleção de joalharia e outras peças. Este cofre funciona como uma cápsula do próprio conceito da exposição, refletindo o ecleticismo que marcou o gosto de Calouste Sarkis Gulbenkian ao longo da sua vida.
Os curadores do Museu Gulbenkian percorrem a exposição e revelam as novas ligações criadas entre diversas obras da coleção de Calouste Gulbenkian, incluindo peças do seu cofre pessoal.
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