Saudade e Paixão. Aspectos da Actual Pintura Suíça
1984
A exposição coletiva de sete pintores da Suíça alemã (Deutschschweiz) inaugurou a 19 de dezembro de 1984 na Galeria de Exposições Temporárias da Sede da Fundação Calouste Gulbenkian e encerrou a 13 de janeiro de 1985. Estiveram representados cerca de 60 trabalhos, da autoria de Klaus Born (1951), Rudolf Buchli (1940), Martin Cleis (1946), Daniel Gaemperle (1954), Raphael Kessler (1941), Thomas Müllenbach (1949) e Aldo Schmid (1951).
Antes da sua presença em Lisboa, a exposição foi apresentada na Fundació Joan Miró, em Barcelona, de 31 de maio a 1 de julho de 1984. A itinerância em Lisboa foi possível devido à vontade conjunta da Fundação Pro Helvetia e da Embaixada da Suíça em Portugal.
Em vários documentos analisados, refere-se que a exposição reúne o trabalho de seis pintores suíços, tendo sido neste formato que esteve patente em Barcelona. Em Lisboa, porém, juntar-se-ia o trabalho de Daniel Gaemperle.
A introdução do catálogo da exposição, assinada por Christoph Eggenberger, diretor do Departamento de Arte Cinematográfica da fundação suíça para a cultura Pro Helvetia, dá conta de um grupo de sete artistas não homogéneo, constituído por um «espectro que vai desde o aspecto empolado até à quietude repousante. Todos eles vivem com uma ideia íntegra, não desejam mudar o mundo criticando as circunstâncias desgraçadas da nossa época, pelo contrário, desejam mais opor um conceito íntegro do mundo às mesmas» (Saudade e Paixão. Aspectos da Actual Pintura Suíça, 1984).
Robert Th. Stoll, num outro texto do mesmo catálogo, referindo-se à exposição de Barcelona, elabora um estudo sobre a linguagem pictórica que une os sete artistas da exposição, alegando que os seus trabalhos se aproximam da abstração e do gestualismo.
Os recortes de imprensa consultados incidem na divulgação da exposição e na análise dos trabalhos expostos.
Carolina Matias, 2017