José de Almada Negreiros

Porta da harmonia
1957

Galeria


Informação técnica

Autor(es)
José de Almada Negreiros (Cidade da Trindade, São Tomé e Príncipe, 1893 – Lisboa, Portugal, 1970)
Título
Porta da harmonia
Data
1957
Materials and media
Tela; Óleo
Técnica
Óleo sobre tela
Dimensões
Altura 60,00 cm; Largura 60,00 cm
N.º de inventário
83P65

Inscrições

Tipo
Assinatura
Descrição
almada
Posição
Frente, margem inferior, centro
Tipo
Data
Descrição
57
Posição
Frente, margem inferior, centro

Incorporação

Tipo
Aquisição
Proveniência
Arqtº José Almada Negreiros
Data
Maio de 1983

Texto

Esta obra faz parte de uma série composta por quatro quadros abstrato-geométricos de iguais dimensões, pertencentes todos ao acervo do CAM e que constituem, teoricamente, uma unidade numérica: Porta da HarmoniaO Ponto de BauhütteQuadrante I e Relação 9/10, segundo a ordenação pretendida pelo autor. Expostos na I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, Sociedade Nacional de Belas Artes, 1957), estes quadros mereceram do júri um prémio «extra-concurso», tendo sido atribuído o Grande Prémio a Eduardo Viana. Sobre isto escreveu Sophia de Mello Breyner Andresen:

«É profundamente justo o facto dos quadros de Almada terem sido premiados “extra-concurso”, porque de certo modo estão noutro plano do que o resto da exposição. Não é já o plano da existência mas sim o plano da essência, da regra absoluta e abstracta. Por isso tive a impressão de que eles presidiam a toda a exposição. Porque são a pura síntese, a lei da proporção e da harmonia, que está latente em todas as coisas que estão certas. E por isso deles nasce uma tão funda sensação de equilíbrio, de clarificação, de serenidade. Evocam imediatamente a Grécia. Sendo uma das obras mais modernas da exposição, é aquela que está mais ligada à arte da Antiguidade. Isto explica o que entendo por tradição quando digo que na exposição Gulbenkian a tradição foi preferida ao academismo.»*

A 20 de Dezembro de 1957 Almada realizou, no contexto da exposição, uma conferência (não publicada) sobre a execução destas obras, filiada na teoria geral da «relação 9/10».

 

Sara Afonso Ferreira
Maio de 2010

 

* Sophia de Mello Breyner Andresen, «Modernidade e tradição na exposição Gulbenkian», Diário Popular, 09 de Janeiro de 1958, p. 4 e 6.

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