Fernando Lemos
Galeria
Meio de transporte popular e comum na Ásia, a bicicleta é um objeto carregado de simbolismo e conotações sociais. Nesta imagem, porém, é a aproximação da forma num enquadramento parcial que faz a força da composição. A roda traseira, o cesto carregado com uma esteira e o selim são isolados sobre fundo arquitetónico mais ou menos indistinto, mas relativamente monumental e captado em contrapicado.
Os tons mais claros recortam as construções; os tons escuros ou as sombras desenham as componentes da bicicleta e o enquadramento lateral ou mais longínquo. A roda sugere a fixação momentânea da passagem, do movimento e da circulação de um transporte individual que o fotógrafo não foi a tempo de enquadrar na totalidade; ou a fixação seletiva desse transporte estacionado. Mas o seu ponto de vista coloca-o muito abaixo da linha do olhar na procura do impacto formal.
O título informa-nos acerca do facto de que Lemos quis lembrar um profissional que massajava as vacas de modo a tornar a carne mais tenra, para colmatar as consequências da falta de pasto, na sua qualidade, e as tetas do animal para facilitar a saída do leite: o homem a que se refere deslocava-se na bicicleta captada na imagem.
Leonor Nazaré
Curadora do CAM
Informação técnica
- Autor(es)
- Fernando Lemos
- Título
- Massagistas de vacas
- Data
- 1963-2018
- Materiais
- Papel
- Dimensões
-
Altura (suporte) 59 cm Largura (suporte) 49 cm Altura (mancha) 40 cm Largura (mancha) 40 cm - N.º de inventário
- 19FP675