José de Almada Negreiros

Comme vous j'aime une Marie qu'avec elle je me marie
10 jun 1919

Galeria


Informação técnica

Autor(es)
José de Almada Negreiros (Cidade da Trindade, São Tomé e Príncipe, 1893 – Lisboa, Portugal, 1970)
Título
Comme vous j'aime une Marie qu'avec elle je me marie
Data
10 jun 1919
Materials and media
Papel; Tinta estilográfica
Técnica
Tinta estilográfica sobre papel
Dimensões
Altura 27,20 cm; Largura 21,50 cm
N.º de inventário
DP176

Inscrições

Tipo
Assinatura
Descrição
almada
Posição
Canto inferior direito
Tipo
Data
Descrição
10 Juin 1919
Posição
Canto inferior direito
Tipo
Local
Descrição
Paris
Posição
Canto inferior direito
Tipo
Indeterminada
Descrição
Comme vous j'aime une Marie / Qu'avec elle je me marie / G. Appollinaire
Posição
Margem inferior à esquerda

Incorporação

Tipo
Aquisição
Proveniência
Jorge de Brito
Data
Julho de 1983

Texto

Esta obra insere-se sem dúvida no conjunto da produção de Almada ligada ao «Club das Cinco Cores», grupo formado pelo artista, e pelas quatro bailarinas d’O Jardim da Pierrette – Tareca (Maria Madalena Morais da Silva Amado); Lalá (Maria Adelaide Burnay Soares Cardoso); Zeca (Maria José Burnay Soares Cardoso); e Tatão (Maria da Conceição de Mello Breyner) – criado em 1918, no âmbito da realização deste bailado.

Trata-se de um momento decisivo na génese da poética da ingenuidade almadiana, aqui, essencialmente ligada à infância, à imaginação e à espontaneidade, enquanto elementos essenciais de criação, e que seria amplamente desenvolvida em Paris, entre 1919 e 1920. A inscrição «Comme vous j’aime une Marie / qu’avec elle je me marie / G. Appollinaire», presente neste desenho, transcreve os dois últimos versos de La Colombe, uma das quadras do Bestiaire ou cortège d’Orphée de Guillaume Apollinaire, publicado em 1911 e reeditado em 1919, ano da chegada de Almada a Paris. Note-se que num poema datado, também, de Paris 1919, Histoire du Portugal par Cœur, texto-estreia da ingenuidade – de que existem duas versões manuscritas conservadas no CAM (DP243 e 247), directamente relacionadas com o «Club» – Almada cita novamente La Colombe e, Le Dromadaire, outro poema do Bestiaire. É neste contexto que se inserem outras obras do CAM: DP167, DP168, DP183, DP184, DP244, DP245, DP246, DP 248, DP249 e DP250.

 

SA-F

Maio de 2010

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