Rememória do Tempo
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Data
- 17:00 / Cancelado 17:00 / Esgotado sábado, 17:00
Local
Estúdio Centro de Arte Moderna GulbenkianNesta conversa, refletimos sobre como as mudanças no tecido social e espacial de Lisboa afetam comunidades historicamente marginalizadas, explorando estratégias de preservação cultural, ativismo e criação artística como formas de resistência.
Cláudia Semedo, Marfox e Mikas partilham experiências e perspetivas sobre a luta por espaços que acolham a diversidade, ocupação e manutenção de espaços dedicados às suas comunidades e ao papel da arte na reivindicação do presente.
Entre arquivo e inovação, património e reinvenção, convidamos o público a pensar criticamente sobre o que significa habitar uma cidade em constante disputa e como podemos, coletivamente, construir outras narrativas de pertença e resistência.
A cidade transforma-se, mas que memórias permanecem? De que maneira a cultura pode desafiar a homogeneização imposta pelo turismo e pelo mercado imobiliário? Como é que as práticas artísticas e comunitárias ajudam a afirmar presenças e a construir futuros possíveis?
A conversa decorre em português, com interpretação em Língua Gestual Portuguesa.
Oradores
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Cláudia Semedo
Cláudia Semedo (Oeiras, 1983) é atriz, apresentadora de televisão e locutora. Presidente da Companhia de Actores e directora artística do Teatro Municipal Amélia Rey Colaço, desde Janeiro de 2017, completou o Curso de Interpretação da Escola Profissional de Teatro de Cascais em 2001 e licenciou-se em Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social em 2012. Participou em curtas e longas-metragens como As Terças da Bailarina Gorda, de Jeanne Waltz, O Crime do Padre Amaro, de Carlos Pinto Coelho e peças de teatro como A Viagem de Pedro, o Afortunado, no Teatro Nacional Dona Maria II, A Noite dos Assassinos, na Prisão da Trafaria e Lisboa Invisível, no Teatro Meridional.
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DJ Marfox
DJ Marfox foi um dos edificadores da Príncipe Discos e continua a ser um dos seus mais proeminentes embaixadores. A sua visão de techno barroco e ritmicamente expansivo, imbuído de Garage, Bass e Batida, tem cativado público e crítica com títulos em selos discográficos como a Boomkat Records, Enchufada, Lit City Trax e Warp Records. Destacam-se no seu currículo várias remisturas (tUnE-yArDs, Capicua, Panda Bear, Elza Soares, Fever Ray, entre outros) e a encomenda de música para a instalação da artista Natascha Sadr Haghighian no Pavilhão Alemão na Bienal de Veneza 2019. Em 2022, foi convidado pela RTP para compor para o Festival da Canção, tendo o tema DÉGRÁ.DÊ, interpretado por Pongo e Tristany, sido finalista da edição.
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Mikas
Mikas nasceu e cresceu em Moçambique. Nos anos 80, tomou a decisão de deixar sua terra natal e mudar-se para a Europa. Em Portugal, Mikas estabeleceu-se como um empreendedor e inovador nas áreas da artes, música e gastronomia, apostando em novos mercados e transformando oportunidades em sucessos concretos. Dos seus projetos fazem parte alguns marcos da noite lisboeta como o Bicaense e o Clube Ferroviário. Mikas é reconhecido como inspiração para outras pessoas que sonham em transformar suas vidas através do empreendedorismo.
Programa
17:00 / Conversa
18:00 / Sessão de perguntas e respostas
18:30 / Encerramento
A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.