Re-Wall, a arquitetura e a vida material das exposições

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Uma reflexão sobre arquitetura expositiva, circularidade e o tempo longo dos materiais em museus e instituições culturais, a partir do projeto Re-Wall.

O programa público criado em torno do Re-Wall propõe uma reflexão ampla sobre arquitetura expositiva, reutilização, sustentabilidade, pedagogia e responsabilidade material das instituições culturais. Reunindo arquitetos, historiadores, curadores, professores, estudantes e representantes institucionais, o encontro toma como ponto de partida uma infraestrutura construída em escala real para discutir como as estruturas expositivas temporárias são produzidas, o que acontece aos materiais depois do fim de uma exposição e de que forma materiais, conhecimento e sistemas construtivos podem continuar o seu ciclo de vida.

Através de uma mesa-redonda, de reconfigurações públicas do sistema Re-Wall e de um debate aberto com convidados, professores e estudantes envolvidos no processo, o programa aborda a vida futura das estruturas expositivas em museus e instituições culturais, bem como a relação entre ensino, construção, cultura material e responsabilidade institucional.

Ao fazê-lo, coloca em debate uma questão central para a prática arquitetónica contemporânea: como responder à urgência de reduzir o desperdício, não apenas através da escolha de novos materiais sustentáveis, mas repensando recursos existentes e sistemas construtivos, desenhando ligações reversíveis, prolongando ciclos de vida e assumindo a reutilização como um ato central do projeto.

O Re-Wall é uma infraestrutura expositiva criada para o Espaço Engawa do CAM, coordenado por João Quintela e Marta Sequeira e concebido e construído em contexto académico com estudantes de arquitetura da Universidade Autónoma de Lisboa. Pensado como um sistema arquitetónico sem obsolescência, o projeto propõe uma museografia flexível, sustentável e circular.

A partir de excedentes da indústria da construção e de remanescentes de exposições anteriores, o Re-Wall transforma materiais descartados numa estrutura reconfigurável e reversível, concebida para durar, adaptar-se e acolher diferentes usos ao longo do tempo. Mais do que um suporte expositivo, afirma-se como uma reflexão construída sobre o futuro da arquitetura, do ensino, da curadoria e da reutilização material.


Programa

16:30 – 16:45 / Abertura

Rita Albergaria – CAM GulbenkianRicardo Carvalho – Departamento de Arquitetura, Universidade Autónoma de LisboaJoão Quintela e Marta Sequeira – Coordenação do projeto Re-Wall

16:45 – 17:45 / Mesa-redonda: Sustentabilidade, reutilização e permanência na arquitetura expositiva

Barbara BuserBarry Bergdoll Ricardo Carvalho

18:00 – 18:40 / Microfone aberto: leituras do Re-Wall

Conversa alargada com arquitetos, investigadores, docentes, estudantes, equipas técnicas e público.
Com: Bárbara Silva, Beatriz Mendes, Carlos Nogueira, Carlota Cunha, Fernando Rodrigues, Flavio Barbini, Francisco Aires Mateus, Inês Lobo, João Belo Rodeia, João Favila Menezes, João Luís Carrilho da Graça, João Santa-Rita, Julia Varela, Lígia Serralha, Manuel Aires Mateus, Miguel Marcelino, Rui Mendes, Rute Figueiredo, Simão Passarinho, Telmo Cruz e o público presente.

18:40 – 19:00 / Reconfiguração pública do Re-Wall

Ativação pública do sistema através da deslocação, recomposição e remontagem parcial dos seus elementos, tornando visíveis as condições construtivas da reversibilidade.
Com: Afonso Penetra, Bárbara Linda, Beatriz Lopes e Márcio Freud
Duração: 180 min.

Co-organização

Apoio

A Fundação Calouste Gulbenkian reserva-se o direito de recolher e conservar registos de imagens, sons e voz para a difusão e preservação da memória da sua atividade cultural e artística. Caso pretenda obter algum esclarecimento, poderá contactar-nos através do formulário Pedido de Informação.

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