Escuta como prática artística
Testimonium
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Data
- 18:00 / Cancelado 18:00 / Esgotado sábado, 18:00
Local
Estúdio Centro de Arte Moderna GulbenkianRaquel Castro conversa com Jacob Kirkegaard sobre Testimonium, abordando o projeto desenvolvido na capital portuguesa, bem como outros trabalhos do artista que servirão de ponto de partida para uma reflexão mais ampla sobre escuta, ecologia e o papel da arte sonora no mundo contemporâneo.
O trabalho de Jacob Kirkegaard centra-se na investigação de contextos complexos, remotos ou habitualmente inacessíveis como aterros sanitários, sistemas de gestão de resíduos, territórios marcados pela radioatividade, pelo degelo ou por infraestruturas industriais, explorando o som como matéria artística e como ferramenta de conhecimento. Através de sensores de vibração, hidrofones e microfones de contacto, o artista revela as dimensões acústicas de fenómenos e materiais que permanecem, na maioria das vezes, fora do campo da perceção humana.
No diálogo com a curadora Raquel Castro, serão exploradas questões como a escuta enquanto gesto ético, a relação entre arte sonora e consciência ecológica, e a capacidade da prática artística de criar espaços de atenção, reflexão e transformação.
Mais do que uma análise de obra, esta conversa propõe-se como um momento de escuta partilhada, onde o som surge como testemunho do mundo que produzimos e habitamos.
Esta conversa será seguida de uma performance de Jacob Kirkegaard com a artista sonora Clara Saleiro.
Biografias
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Jacob Kirkegaard
Jacob Kirkegaard (Dinamarca, 1975) é um artista sonoro que explora formas de refletir sobre condições e ambientes complexos, pouco notados ou praticamente inacessíveis. As suas obras abordam temas como a radioatividade em Chernobyl, o derretimento do gelo no Ártico, muros fronteiriços em contextos globais e metafóricos, explorações acústicas imersivas na gestão global de resíduos e processos relacionados com a morte de um ser humano.
Desde 2006 Kirkegaard pesquisa, grava e cria obras com emissões otoacústicas – tons gerados pelo próprio ouvido humano. O elemento e método centrais do seu trabalho residem na utilização de gravações sonoras dos aspectos tangíveis de temas intangíveis. -

Raquel Castro
Raquel Castro é investigadora, curadora e realizadora. Fundadora e diretora da Associação Sonora, do festival Lisboa Soa e do simpósio Invisible Places, é doutorada em Comunicação e Artes e docente em Ciências e Tecnologias do Som na Universidade Lusófona de Lisboa. Ao longo de mais de duas décadas, através de um trabalho de curadoria em inúmeras exposições e a produção e realização de vários documentários, tem desenvolvido um percurso singular e independente. Castro explora a relação entre arte sonora, ecologia e espaço público e investiga as dimensões sociais e políticas que emergem através da prática de escuta.
Parceria
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