Arte Britânica – Ponto de Fuga
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Data
- sáb,
- Encerra Terça
Local
Galeria Principal Fundação Calouste GulbenkianPreço
Gratuito – Menores de 18
25% – Menores de 30
10% – Maiores de 65
Cartão Gulbenkian:
Gratuito – Menores de 30, sábados, 18:00 – 21:00
50% – Menores de 30
20% – Maiores de 64
10% – 30 a 65
Arte Britânica – Ponto de Fuga reúne mais de 100 obras de 74 artistas, provenientes sobretudo de duas grandes coleções institucionais portuguesas, o CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian e a Coleção Berardo. Estas obras são complementadas por relevantes empréstimos, alguns provenientes do Reino Unido e de França, que contextualizam a significativa transferência transnacional que distinguiu a prática artística britânica neste século.
A questão do que constitui a arte britânica – passada e presente – está sempre em mudança. Nas últimas duas décadas, assistiu-se a uma grande reavaliação e valorização da influência migrante e diaspórica na arte «britânica», como parte de um movimento de descolonização do cânone.
A exposição assinala diálogos artísticos significativos entre o Reino Unido e a França, os Estados Unidos da América e Portugal, através de artistas conhecidos e de outros menos conhecidos, nativos, migrantes ou temporariamente deslocados. Estes artistas estão ligados, não apenas por movimentos e práticas artísticas, formação em escolas de arte e plataformas de exposição, mas também através de histórias pessoais partilhadas, incluindo identidades nacionais e étnicas, trajetórias e experiências de emigração.
Seguindo uma abordagem temática, não estritamente cronológica, a exposição destaca temas importantes, incluindo o domínio, o lapso e depois o ressurgimento da figuração e as muitas vertentes do realismo na cultura visual britânica de finais do século XIX e do século XX. Igualmente importante é a ascensão da abstração e das suas variantes, com forte representação no construtivismo. A grande tradição inglesa da paisagem – embora não seja um tema dominante – é assinalada pela presença de J. M. W. Turner, cujo longo legado é representado por uma paisagem marítima.
As migrações pós-guerra de países com regimes repressivos, incluindo a África do Sul e Portugal, estabeleceram novos pontos de fuga – linhas de convergência, que também podem ser divergentes – que continuam até hoje.
Os artistas migrantes ou temporariamente deslocados têm sido fundamentais para todos estes movimentos e têm desempenhado um papel vital na formação e dinamização de diálogos, valendo-se das suas próprias experiências e antecedentes para contribuir para uma cena artística britânica revitalizada e, em última análise, mais inclusiva.
Está disponível para consulta o catálogo online da exposição.
Artistas em exposição
Eileen Agar, Michael Andrews, Kenneth Armitage, Art & Language, Frank Auerbach, Gillian Ayres, Francis Bacon, Eduardo Batarda, Ella Bergmann-Michel, Peter Blake, David Bomberg, Pauline Boty, Frank Bowling, Edward Burne-Jones, Fernando Calhau, Patrick Caulfield, Bartolomeu Cid dos Santos, Michael Craig-Martin, Alan Davie, Barry Flanagan, Hamish Fulton, Mark Gertler, Pamela Golden, Antony Gormley,Henryk Gotlib, Derrick Greaves, Anthony Green, Richard Hamilton, Jann Haworth, Anthony Hill, David Hockney, Allen Jones, Peter Joseph, Erich Kahn, Balraj Khanna, Michael Kidner, R.B. Kitaj, Leon Kossoff, Mark Lancaster, Peter Laszlo Peri, Kenneth Martin, Mary Martin, Bernard Meadows, Reuben Mednikoff, Menez, Lászlo Moholy-Nagy, Henry Moore, Henry Moore, Ben Nicholson, Julian Opie, Grace Pailthorpe, Eduardo Paolozzi, Victor Pasmore, João Penalva, Roland Penrose, Graça Pereira Coutinho, Deanna Petherbridge, Marc Quinn, Paula Rego, Bridget Riley, Adrian Ryan, Rui Sanches, Kurt Schwitters, Peter Sedgley, Walter R. Sickert, John Singer Sargent, Jack Smith, Joe Tilson, J.M.W. Turner, Paule Vézelay, Mark Wallinger, Rachel Whiteread, Gillian Wise, Alfred Wolmark.
Ficha técnica
Curadoria
Ana Vasconcelos
Rita Lougares
Coordenação científica
Sarah MacDougall – Ben Uri Foundation, Londres
Cenografia
Mariano Piçarra
Imagem principal
© Pedro Pina
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