Galeria
Esta pintura faz parte de uma série de obras de grandes dimensões, executadas por Turner na primeira década de Oitocentos, dedicada à representação de catástrofes naturais e tempestades no mar, iniciada em 1801. A cena foi no passado associada ao naufrágio do navio Minotauro, ocorrido em dezembro de 1810, hipótese entretanto abandonada. A composição apresenta, entretanto, semelhanças com a pintura O Naufrágio (Tate Britain, Londres), de 1805.
A construção do espaço, deliberadamente assimétrico e caótico, desenvolve-se a partir de diagonais de mastros e remos quebrados, que se justapõem a curvas de redemoinhos de águas em turbilhão. O elemento humano, insignificante e perdido, encontra-se irremediavelmente submetido à voragem violenta das ondas.
A composição inscreve-se na melhor tradição inglesa de pintura do género, à qual o tema dos naufrágios, num país marítimo por excelência, foi especialmente grato. Turner absorve o legado da lição holandesa, de Willem van de Velde, o Jovem, em particular, e associa à sua expressão pictórica o peso do imaginário coletivo da época, vivido pelos seus contemporâneos de forma verdadeiramente emotiva e obsessiva.
Informação técnica
- Autor(es)
- Joseph William Turner (1775 – 1851), Pintor
- Título
- Naufrágio de um Cargueiro
- Origem
- Inglaterra
- Data
- c. 1810
- Técnica
- Óleo sobre tela
- Materiais
- Tela; Óleo
- Dimensões
- Altura 173,00 cm; Largura 245,00 cm
- N.º de inventário
- 260
Proveniência
Incorporação
- Tipo
- Aquisição
- Local
- Londres
- Proveniência
- Charles Alfred Worsley Pelham, 4º Conde de Yarborough
- Intermediário
- Arthur Ruck
- Data
- 24 jul 1920