Galeria
Com o desenvolvimento do gosto pelo colecionismo, o medalheiro vai ter uma grande divulgação. De facto, este tipo de móvel encerra todas as características indispensáveis a uma elite sofisticada – o sentido prático e utilitário, a beleza e a harmonia, a sumptuosidade e o luxo.
Charles Cressent foi o ebanista mais célebre da sua época. A sua obra caracteriza-se por uma monumentalidade, onde os bronzes adquirem um esplendor sem precedentes.
No corpo superior destes móveis, três meninos cunham habilmente moedas. Em baixo, duas medalhas representam Luís XV e, outra, o Delfim e a sua mulher, Maria Josefa de Saxe. A ladear todo este conjunto, 12 medalhas com as efígies de imperadores romanos.
Cressent foi o ebanista Regência por excelência. A sua produção foi sempre fiel ao «estilo» por ele criado nos anos de 1720-1730. Trabalhou para grande parte da aristocracia francesa, mas também recebeu encomendas de outras casas reais estrangeiras, como a de Portugal. A sua obra alcançou uma verdadeira dimensão internacional.
Informação técnica
- Autor(es)
- Charles Cressent (1685 – 1768), Ebanista
- Título
- Medalheiros
- Origem
- Paris
- Data
- c. 1750
- Materiais
- Madeira de carvalho; Madeira de pau-cetim; Bronze; Madeira de buxo; Madeira de ébano
- Dimensões
- Altura 191,00 cm; Largura 143,00 cm; Profundidade 52,00 cm
- N.º de inventário
- 2368A/B
Incorporação
- Tipo
- Aquisição
- Local
- Nova Iorque
- Proveniência
- Coleção Barão Alphonse Rothschild
- Intermediário
- Hans Stiebel
- Data
- 1948