Galeria
A Diana de Houdon, originalmente executada para o duque Ernesto II de Saxe-Gotha, acabou por ser comprada em 1784 por Catarina II da Rússia e fez parte das coleções do Hermitage, onde Gulbenkian a adquiriu em 1930. O modelo em gesso foi apresentado pela primeira vez em 1777, embora o tema tenha acompanhado a carreira do artista através da realização de passagens a bronze e reduções.
A escultura originou controvérsia inicial relativamente à sua nudez integral, pouco comum para os cânones da época. Na verdade, Houdon conferiu à deusa romana da Lua e da caça um tratamento original, apresentando-a nua e em movimento. Para além dos atributos habituais (o arco, as flechas e a Lua), Houdon criou pontos de apoio no mármore para suportar o peso da obra, através da introdução de plantas na base da mesma.
A beleza intemporal de Diana transformou-a num exemplo ímpar de equilíbrio da escultura francesa produzida no reinado de Luís XVI, já que a obra materializa a síntese perfeita entre a inspiração na Antiguidade Clássica e o naturalismo anatómico resultante da observação direta do modelo vivo.
Informação técnica
- Autor(es)
- Jean-Antoine Houdon (1741 – 1828), Escultor
- Título
- Diana
- Origem
- Paris
- Data
- 1780
- Materiais
- Mármore
- Dimensões
- Altura 210,00 cm; Largura 98,00 cm; Profundidade 115,00 cm
- N.º de inventário
- 1390
Proveniência
Incorporação
- Tipo
- Aquisição
- Local
- São Petersburgo
- Proveniência
- Coleção de Catarina II da Rússia
- Intermediário
- Antikvariat
- Data
- Junho de 1930