Pós-Pop. Fora do lugar-comum

A exposição Pós-Pop. Fora do lugar-comum reúne mais de 200 obras produzidas entre 1965 e 1975 por artistas portugueses e ingleses que se inspiraram na Pop Art, mas, ao mesmo tempo, a transcenderam. Deste movimento, herdaram o sentido de comunicação e os seus recursos visuais, associando-lhe preocupações políticas, sociais, culturais e artísticas, onde o humor e a crítica lhes permitiu desviarem-se do lugar-comum proposto pela Pop.

Mais do que um catálogo de exposição, a publicação que aqui se apresenta acompanha a mostra, mas, de certa forma, também a transcende. Profusamente ilustrada com as obras expostas, apresenta-as e relaciona-as através de um conceito próprio que se afasta do percurso expositivo e cuja conceção se deve, no entanto, às curadoras da exposição Ana Vasconcelos e Patrícia Rosas. Esta organização torna a publicação um objeto único, com uma leitura autónoma, que prolonga a exposição no tempo, para lá do seu encerramento, e a contextualiza através de textos de diferentes autores que exploram as vertentes política, social, cultural e artística deste período.

Uma seleção de obras representativas da exposição inicia a publicação, seguindo-se a apresentação da diretora do Museu, Penelope Curtis. A partir deste momento, as reproduções das obras são intercaladas com os textos ao longo de todo o catálogo. Inicia-se com uma introdução das curadoras – curiosamente intitulada O risco do riso–, que aborda os conceitos e os destaques da exposição, e, posteriormente, surgem os diferentes textos de especialistas convidados. O primeiro é da autoria da historiadora de arte e curadora Sandra Vieira Jürgens, que explora os artistas e as obras presentes na exposição, dando especial ênfase à ligação dos artistas nacionais com Inglaterra e à presença dos artistas ingleses. Segue-se um texto sobre o estímulo que a produção nacional recebeu da arte britânica, da autoria de Alex Seago, diretor da School of Communication, Arts and Social Sciences, na Richmond University em Londres; o contexto cultural dos anos de 1960 e 1970 em Portugal, com especial destaque para a música de intervenção do historiador português Luís Trindade; uma abordagem à visão feminina deste período, com principal foco na representação das mulheres na arte e nas mulheres artistas, da autoria de Emília Ferreira; e, por último, um texto de Adelaide Duarte sobre o mercado da arte em Portugal na transição da década de 1960 para 1970.

A publicação é ainda complementada por dois testemunhos dos artistas Teresa Magalhães e José de Guimarães, por um texto sobre a obra Baigneuses, de Nikias Skapinakis, por breves biografias dos diferentes autores e por uma lista das obras em exposição e reproduzidas nesta edição.        

  • Textos: Adelaide Duarte, Alex Seago, Ana Vasconcelos, Emília Ferreira, Luís Trindade, Patrícia Rosas e Sandra Vieira Jurgens
  • Coordenação editorial: Museu Calouste Gulbenkian
  • Editado: 2018
  • Capa: Brochado
  • Páginas: 244
  • Língua: Português/Inglês
  • ISBN: 9787-989-8758-49-1
  • Preço: €35
  • Stock: Disponível