- 1964
- Fibra de vidro
- Fibra de vidropintada
- Inv. EE21
Isaac Witkin
Volution
Uma espiral de um verde vivo, brilhante, em fibra de vidro – um material industrial então de utilização recente – parece preenchida de energia e de luz interiores. O corpo curvilíneo, biomórfico e harmonioso de Volution [Espira] define e interage com o espaço que o acolhe, por via da relação entre matéria, forma e cor, aplicada uniformemente, e dos sugestivos reflexos da luz e do carácter expansivo do corpo. A espiral, de aparência leve e intangível, parece sugerir um impulso, um movimento ascendente e dinâmico, como se estivesse num estado de metamorfose. «Interessa-me a expressão de uma dinâmica estrutural – uma tensão, um movimento, um ritmo ou crescimento – e sustentá-la no seu momento culminante», afirmou Isaac Witkin neste sentido, e pode-se aqui detetar a influência da obra de Henry Moore, de que Witkin foi assistente entre 1961 e 1964. A peça encontra-se num estado de equilíbrio dinâmica em que é incerta se as formas fluem para baixo, para o chão, ou sobem a partir deste.
Volution, termo que descreve um movimento em espiral, não assume qualidades descritivas nem simbólicas, mas antes um sentido de simplicidade e originalidade primordiais. Para Witkin, a escultura deve estar sempre imbuída de uma presença subjetiva e emocional, justificativo da abertura a várias interpretações, desde logo a partir do título e da escala, que é a do observador. Mas o material industrial utilizado, expressivo por si só da sociedade em que a obra foi produzida, permite esboçar alguns significados conceptuais da forma: pode ler-se, na dinâmica pujante embora efémera e na luz resplandecente, o otimismo e a euforia da sociedade inglesa dos anos 60, plena de expectativas.
Nota: pode-se confrontar esta obra com Ripple (1963), de Phillip King.
MG
Maio de 2010
| Tipo | Valor | Unidades | Parte |
| Altura | 250 | cm | |
| Largura | 46 | cm | |
| Profundidade | 86 | cm |
| Tipo | Aquisição |
| Data | Setembro de 1970 |
| A Ilha do Tesouro / Treasure Island |
| CAMJAP/FCG |
| Curadoria: CAMJAP/FCG |
| 7 de Fevereiro de 1997 a 4 de Maio de 1997 Todo o espaço expositivo do CAM - pisos 0, 1 e 01, e Galeria de Exposições Temporárias. |
| Comissários da exposição: Jorge Molder e Rui Sanches. |
| Metamorphosis - British Art of the Sixties: works from the collections of the British Council and the Calouste Gulbenkian Foundation |
| Basil & Elise Goulandris Foundation - Museum of Contemporary Art |
| Curadoria: Fleurette P. Karadontis |
| 26 de Junho de 2005 a 25 de Setembro de 2005 Basil & Elise Goulandris Foundation - Museum of Contemporary Art |
| Comissários da exposição: Richard Riley, British Council, London, e Ana Vasconcelos e Melo, CAMJAP-FCG, Lisboa. |
| 100 Obras de Arte Britânica Contemporânea |
| Fundação Calouste Gulbenkian |
| Curadoria: Fundação Calouste Gulbenkian |
Galeria de exposições temporárias, FCG |
| Exposição realizada em Janeiro 1971, na Galeria de exposições temporárias, FCG. |
| The Gulbenkian Foundation and British Art |
| Tate Britain |
| Curadoria: Tate Britain |
| 1 e 10 de Março de 2006 a Fevereiro de 2007 Londres, Tate Britain |
| A exposição fez parte das comemorações dos 50 anos da Fundação Calouste Gulbenkian que começaram oficialmente a 18 de Julho de 2006. |