Eduardo Batarda

Ao Exp. Abs. 2 [Se é boa a Mulher do Neves (É favor não fazer festas)]
out 1974

Galeria


Informação técnica

Autor(es)
Eduardo Batarda (Coimbra, Portugal, 1943 – Lisboa, Portugal, 2025)
Título
Ao Exp. Abs. 2 [Se é boa a Mulher do Neves (É favor não fazer festas)]
Título traduzido
To Abs. Exp. 2 [If she is hot Neve's woman (Please do not touch)]
Data
out 1974
Materials and media
Papel; Tinta da China; Aguarela
Técnica
Aguarela sobre papel
Dimensões
Altura 37,00 cm; Largura 55,50 cm
N.º de inventário
98DP1729

Inscrições

Tipo
Assinatura
Descrição
Eduardo Batarda
Posição
Frente, canto inferior direito
Tipo
Data
Descrição
1974 (29/10)
Posição
Frente, canto inferior direito

Incorporação

Tipo
Aquisição
Proveniência
Eduardo Batarda (1943-2025)
Intermediário
CAMJAP/FCG
Data
Fevereiro de 1998

Texto

Nesta aguarela, tal como acontece em Ao Exp. Abs. 1, estamos perante um mapa de retalhos cartográficos cosidos numa figura antropomorfizada, um Frankenstein de referências eruditas e vernaculares, políticas, literárias, populares e artísticas, tanto fictícias como verdadeiras, acompanhadas de comentários da obra a si mesma, com analogias entre a confeção têxtil e a prática da pintura (em particular práticas da «process painting» e do grupo francês Support/Surface). Em comparação com Ao Exp. Abs. 1 a paleta escurece e a metáfora torna-se mais virulenta, com recurso a imagens fálicas. A cercadura deste falso mapa estratégico (ou do «tesouro») foi, neste caso, cuidadosamente recortada, seguindo literalmente o desenho. Voltamos a encontrar pastiches de pinceladas, referência tanto à pintura gestual como aos acidentes e imprevistos que ocorrem em pintura, o borrão, a tinta que cai ou escorre, mas também comentário satírico ao facto desses acidentes (e outras obras do acaso) terem sido considerados arte por movimentos quer do modernismo quer das vanguardas dos anos setenta. A montagem de citações, nesta como noutras aguarelas deste período, coloca também em relação e em espelho assuntos diversos, de que resulta um questionamento incómodo da história da arte e do artista a si mesmo.

 

MPS

Maio de 2010

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