Open Call – Laboratório de Imaginação 2025

Plantário

De outubro de 2025 a janeiro de 2026, convidamos-te a participar no Laboratório de Imaginação que irá reunir jovens numa plataforma de pensamento-ação com Alfredo Martins e Sara Duarte, artistas associados do «teatro meia volta e depois à esquerda quando eu disser».

Tens entre 18 e 25 anos e queres fazer parte de um laboratório de experimentação, pensamento e criação com artistas que se movem entre diferentes disciplinas? Tens interesse em trabalhar práticas corporais e ficcionais em torno da imaginação coletiva?

O Laboratório de Imaginação é uma plataforma de experimentação, desenvolvida por um grupo de jovens e artistas interdisciplinares, com o objetivo de explorar novas formas de pensar e atuar sobre os desafios do presente, e imaginar outros futuros possíveis.

Como ponto de partida para a quarta edição deste projeto, artistas Alfredo Martins e Sara Duarte propõem a construção coletiva de um espaço, um mesocosmos habitável, para discutir urgências e imaginar devires coletivos. O programa convoca contributos de várias áreas: práticas espaciais e artísticas, ciências naturais e sociais, tecnologia e ativismo.

Ao longo do projeto, colaboram artistas e pessoas da área da investigação como o Coletivo Warehouse (espaço), Ana Corrêa (biologia), Rodrigo Pereira (linguística), Maria Remédio (artes visuais e vídeo), Joana Mário (luz), João Bento (som) e Sara Marques de Oliveira (caracterização).

A participação é gratuita. Candidata-te até 5 de outubro. É obrigatória a participação na sessão aberta de esclarecimento, a 8 de outubro. Os resultados da seleção serão comunicados até dia 12 de outubro, por e-mail.

Candidatar

Introdução dos artistas

Plantário é um mundo possível. Um mundo a ser construído. Um espaço do comum. Plantário é um território da imaginação, um conjunto de gestos especulativos que equacionam formas de existência ainda por vir.

O mundo como o conhecemos, construído sob o advento neoliberal, está em falência. A destruição dos ecossistemas, a desterritorialização e desregulamentação dos processos de produção, as externalidades socioambientais do crescimento económico, a naturalização e administração dos corpos como resposta ao imperativo (re)produtivo – todas estas forças invisíveis atestam a ruína de um sistema capitalista patriarcal desregulado que diariamente produz e gere milhões de refugiados (humanos e não-humanos) sem refúgio.

É urgente fazer o luto, chorar as perdas irreversíveis e, a partir daí, encontrar formas, mesmo que modestas, de recuperação parcial. Seja quem ou o que formos – humanos, animais, máquinas, objetos –, precisamos de encontrar espaços que nos permitam sentir-pensar em conjunto. Precisamos encorajar a capacidade de discordar, aguentar o dissenso, a contradição e o diferente, para não cairmos no consenso que infantiliza e na uniformidade que oprime. Precisamos recusar lógicas de supremacia e dominação socioeconómica, tecnológica e cultural. Precisamos de espaços de resistência e contraprodução, de experimentar a imprevisibilidade e a heterogeneidade da natureza.

Neste laboratório, propomos a experimentação de diferentes discursos / dispositivos / tecnologias, que contribuirá para um processo criativo coletivo, dinâmico e poroso, abrindo a cada participante possibilidades exploratórias e promovendo a necessidade permanente de pluralizar e diversificar as formas de pensar e conhecer, condição prévia para expandir a nossa capacidade de imaginar e compreender futuros transformadores.

Alfredo Martins e Sara Duarte

Condições de participação e perguntas frequentes

Quais são os requisitos para me candidatar?

  • Ter entre 18 e 25 anos
  • Residir na área metropolitana de Lisboa ou ter facilidade de deslocação até Lisboa
  • Ter disponibilidade para, pelo menos, 80% das sessões propostas (ver datas das sessões abaixo)
  • Ter curiosidade por processos artísticos e de experimentação
  • Participar na sessão aberta de esclarecimento, a 8 de outubro (das 18:00 às 21:00)

O que é a sessão aberta de esclarecimento de 8 de outubro?

É uma sessão onde vamos iniciar algumas das práticas e esclarecer dúvidas sobre o que é o laboratório. A participação é obrigatória, a não presença exclui-te da possibilidade de seleção.

Quando vou saber se a minha candidatura foi selecionada?

A comunicação será feita por e-mail, até ao dia 12 de Outubro.

Vivo fora de Lisboa. Posso participar?

O laboratório será presencial. Participantes que residam fora de Lisboa devem assegurar-se que têm disponibilidade para participar, garantindo as deslocações.

Qual a disponibilidade de tempo requerida?

O laboratório terá uma duração total de 45 horas, distribuídas por 15 sessões (ver datas das sessões). Terás de ter disponibilidade para participar em, pelo menos, 12 sessões.

Quais as datas das sessões?

08, 15, 22 e 29 out 2025
05, 12 e 19 nov 2025
03, 10 e 17 dez 2025
07, 14, 21, 27 e 28 jan 2026

Horário das sessões: 18:00 – 21:00

Há alguma apresentação final?

Na sessão do dia 28 de Janeiro haverá uma sessão de partilha com o público, num formato a decidir entre os participantes do Laboratório e os artistas.

Se completar o programa, recebo um certificado?

Sim, quem completar o programa receberá um certificado de participação.

As sessões são em português?

Sim, as sessões serão em português. Aconselha-se um domínio básico da compreensão do português, mas quem participa pode expressar-se noutra língua.

Onde vão decorrer as sessões?

As sessões vão decorrer maioritariamente no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, embora algumas possam acontecer fora de portas.

Não venho das artes nem tenho experiência artística, posso participar?

Sim. Só é preciso ter vontade e disponibilidade para participar, não é necessária qualquer experiência anterior.

A participação é remunerada?

Não, este projeto tem um carácter formativo, não tem remuneração.

 

 

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