Residência de Arte & Design Radical Waters – Concrete Matters
Residência internacional de três meses focada em explorar aplicações de materiais aquáticos em ambientes urbanos costeiros, com vista a inspirar a mudança regenerativa no contexto do ecossistema local. O projeto escolhido foi À flor do azujejo, a cor do Tejo, liderado por Jeremy Morris e Lucas Carlisle, do coletivo Fahrenheit 180.
Este projeto tem como objetivo a criação de um protótipo – construído a partir de materiais provenientes da bioregião do Mar da Palha – para utilização em espaço público, e / ou o desenvolvimento de uma biblioteca de materiais da mesma região.
Desenvolvido pelo coletivo Fahrenheit 180, com sede em Portugal e composto pelo arquiteto suíço Jeremy Morris e o designer luso-suíço Luca Carlisle, o projeto procura reimaginar o típico azulejo português através do uso de materiais renováveis, da aplicação de técnicas inovadoras como a prensagem, e do uso de ligantes naturais, como o Agar Agar, que reduzem o consumo de energia no processo de produção. Simultaneamente, o coletivo ambiciona esclarecer a comunidade sobre a poluição no rio Tejo e o papel das ostras na limpeza das águas e no armazenamento de carbono.
Como momento final da residência, À flor do azulejo, a cor do Tejo inclui apresentações públicas do trabalho desenvolvido durante a pesquisa, entre maio e junho de 2025.
Equipa
Fahrenheit 180 – Jeremy Morris e Lucas Carlisle
Jeremy Morris
Jeremy Morris é um arquiteto suíço, inglês e sul-africano, que se especializa na construção com terra. Também é fotógrafo e cineasta freelancer. Licenciado com distinção e reconhecido com o prémio da Federação dos Arquitetos Suíços (FAS), a sua tese constituiu-se como um desafio ao status quo das práticas construtivas contemporâneas, ao defender a terra como material de construção alternativo sustentável ao betão, e um exemplo do empenho de Jeremy para com uma arquitetura inovadora e ambientalmente responsável. Vive em Lisboa, onde trabalha no atelier de arquitetura Bureau.ac, enquanto desenvolve a sua primeira longa-metragem. Enquanto continua a aprofundar os seus conhecimentos na área dos biomateriais, o seu objetivo continua a ser desafiar as normas e promover práticas colaborativas.
Lucas Carlisle
Lucas Carlisle é um arquiteto português, inglês e suíço apaixonado pela ideia de mudar as mundovisões através do design do ambiente construído. Com experiência em permacultura e construção natural, que acabou por conduzi-lo aos estudos de arquitetura, Lucas integra o design ecológico em todo o seu trabalho, utilizando a sua história pessoal para o consolidar. Aborda a crise ecológica recorrendo à teoria integral, à cibernética e a mundovisões relacionais, como o animismo. Pratica surf desde os cinco anos de idade nas praias da Linha de Cascais, sendo esta faixa costeira, entre o Tejo e o Atlântico, o seu campo de jogos e a força que move o seu ativismo ecológico.
Instituições parceiras
Fundação Calouste Gulbenkian, CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian, Câmara Municipal de Lisboa (BioLAB, Biblioteca de Marvila)