O CAM empresta cinco obras de Vieira da Silva à Coleção Peggy Guggenheim
O museu Peggy Guggenheim Collection, antiga casa da própria colecionadora, localizado no Grande Canal de Veneza, conta com a sua coleção pessoal, um jardim de esculturas, e organiza exposições temporárias – onde se enquadra Maria Helena Vieira da Silva: Anatomy of Space.
Com abertura ao público no dia 12 de abril, e com encerramento previsto para 15 de setembro, esta exposição tem a curadoria de Flavia Frigeri, historiadora de arte e curadora da National Portrait Gallery em Londres. Por Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) ter tido uma conexão com Peggy Guggenheim – em 1943, foi uma das artistas presentes na Exhibition by 31 Women, na galeria-museu da colecionadora, Art of This Century, em Nova Iorque – esta exposição ganha uma importância acrescida.
Reunindo cerca de 70 obras emprestadas por vários museus internacionais, foi estabelecida uma narrativa da evolução da linguagem visual de Vieira da Silva. As referências do Cubismo e do Futurismo, assim como as decorações tradicionais portuguesas, são, aqui, exploradas, através desta seleção.
As obras apresentadas, onde se incluem cinco importantes pinturas da Coleção do CAM – La Rue, Le Soir; Le Héros ou Le Héraut; História Trágico-Marítima ou Naufrage; Personnages dans la rue; L’aire du vent, criadas entre as décadas de 1930 e 1960 – refletem a habilidade que a artista tinha em criar ilusões de ótica e ligar o figurativo ao abstrato em espaços imaginários.
Esta oportunidade de compreender, de forma mais profunda, a história artística de Vieira da Silva viajará ainda, no inverno deste ano, para o Museu Guggenheim Bilbao, em Espanha.
Imagem principal: Vieira da Silva, Personnages dans la rue, 1948. Coleção do CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian