Eduardo Batarda (1943-2025)
Com um percurso ligado à Fundação Gulbenkian, Eduardo Batarda ingressou, em 1971, no Royal College of Art em Londres, com uma bolsa da Fundação. Esses anos (1971-1974) foram determinantes para aprofundar e consolidar a dimensão reflexiva e crítica da sua obra. No Royal College of Art recebeu os prémios Sir Alan Lane (crítica de arte) e John Minton (pintura), onde obteve o diploma de MaRCA (Master of Art of the Royal College of Art) em 1974, como bolseiro Gulbenkian.
Nascido em Coimbra, em 1943, frequentou a Escola de Medicina da Universidade de 1960 a 1963, antes de optar pela licenciatura na Escola de Belas Artes de Lisboa. Entre 1976 a 2008 foi professor na Escola Superior de Belas Artes do Porto.
Participou pela primeira vez numa exposição coletiva, a primeira de muitas, em 1966. A sua primeira exposição individual foi em 1968, em Lisboa e desde então, realizou regularmente exposições individuais, principalmente em Lisboa e no Porto.
A Fundação organizou uma primeira exposição da sua obra em 1975, com trabalhos realizados durante o período da sua bolsa em Londres. Mais tarde, em 1998, o CAM apresentou uma exposição retrospetiva do artista, onde foram apresentadas mais de 200 obras de uma produção de três décadas, considerada a exposição do ano em 1998 pela crítica.
As suas obras integraram várias exposições coletivas na Fundação entre elas: Anos 70 Atravessar Fronteiras (2009); Professores (2010); Pós-Pop. Fora do lugar-comum (2018); Histórias de uma Coleção (2023). Eduardo Batarda foi também um dos artistas nacionais em destaque na exposição Arte Britânica. Ponto de Fuga, exibida este ano na Galeria principal da Sede da Fundação.
Em julho deste ano, a Fundação alargou o número de obras de Eduardo Batarda representadas na Coleção do CAM ao adquirir três obras suas, da série Image Descriptions 2, respectivamente, “Imbecilic Textual Matter”; “Pale, Scrawny Working People”; e “A Jolly Good Accomplishment” realizadas em 2017. Estas obras estarão em exposição nas Reservas Visitáveis do CAM. Atualmente, e com as últimas aquisições, o CAM passou a deter, na sua Coleção, 13 obras do artista, entre pintura e desenho, de várias décadas de produção desde os anos de 1960.
Imagem principal © Márcia Lessa