David Hockney (1937–2026)

A Fundação Calouste Gulbenkian lamenta a morte do pintor britânico David Hockney, figura central na arte contemporânea dos últimos cem anos.
12 jun 2026

Representado na Coleção do CAM com três obras, David Hockney esteve ligado a várias exposições da Fundação Calouste Gulbenkian: em 1977, numa grande exposição de gravuras e desenhos e, mais tarde, numa retrospetiva fotográfica integral dedicada ao seu trabalho, em 1985. 

A trajetória de David Hockney destaca-se não apenas pela pintura, mas também pelo desenho, pela experimentação fotográfica e pelas incursões na tecnologia. Ao longo de décadas, revisitou diferentes maneiras de representar o espaço visual, questionando os convencionalismos da perspetiva. Mesmo quando utilizava dispositivos modernos, o seu foco permanecia no ato de ver – lento, intencional e repleto de camadas. 

Sempre atento ao diálogo entre formas antigas e soluções novas, o artista inglês manteve, por mais de 60 anos, um percurso marcado pela constante reinvenção das possibilidades da imagem. Em cada etapa, as suas escolhas visuais rompiam com convenções, deixando marcas profundas em quem veio depois. 

David Hockney morreu aos 88 anos, em Londres. A notícia chegou esta manhã, marcando o fim de uma trajetória intensa no cenário artístico global. 

Imagem principal: David Hockney (1937–2026), Renaissance Head [Cabeça Renascentista], 1963. Coleção CAM – Centro de Arte Moderna Gulbenkian

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